Chega de stress!

Todo mundo passa por situações de stress, vez ou outra. Algumas pessoas, porém, convivem com o stress em base diária. O problema, é que o stress tem sido considerado uma causa provável – ou no mínimo um acelerador – de inúmeros problemas de saúde, como doenças cardíacas, derrames, doenças auto-imunes, problemas gastrointestinais, diabetes, distúrbio do sono, disfunção sexual. Aprender a reduzir o nível de stress em sua vida pode ser o primeiro passo para ter uma vida mais saudável, mais feliz e possivelmente, mais longa.

Anote as dicas abaixo para reduzir ou controlar o nível de stress:

Seja realista. Adote metas realistas para você. Aprenda a dizer não. Se estiver se sentindo sobrecarregado, tente eliminar uma atividade que não seja absolutamente essencial. Questione se algo precisa ser realmente feito. Questione se o prazo é realista. E pare de assumir responsabilidade por resolver todos os problemas do mundo. Ninguém é perfeito, portanto, não espere que você também o seja. E aprenda a pedir ajuda, quando precisar.

Relaxe. Acostume-se a reservar de 10 a 20 minutos diários para si. Você pode meditar, ouvir música de olhos fechados, ler algo que o tranquilize. Esses poucos momentos de quietude e reflexão irão não apenas reduzir o nível de stress, mas também aumentar sua tolerância a ele.

Visualize. Gaste alguns minutos visualizando como poderia lidar com uma situação de stress de forma mais calma e produtiva. Isso funciona com praticamente tudo, desde uma apresentação importante no trabalho até a mudança para uma nova residência ou um exame de seleção importante. Ensaiar mentalmente como lidar com a situação pode aumentar sua autoconfiança e ajuda-lo a ter uma atitude mais positiva com relação a uma tarefa difícil.

Resolva uma coisa por vez. Quando começar a se sentir sobrecarregado, dedique-se a uma tarefa ou atividade por vez. Faça uma lista das coisas que precisa fazer, começando pelas mais urgentes. Quando terminar a primeira, risque-a da lista e passe para a segunda. O sentimento de alívio e de dever comprido vai servir de  motivação para dar conta das demais tarefas.

Exercite-se. Exercícios regulares ajudam a reduzir o stress e fazem bem para o corpo e para a mente. Bastam 20 a 30 minutos de atividade física para você se sentir relaxado e bem disposto.

Tenha hobbies. Dê uma pausa nas coisas da vida que o estressam e dedique algum tempo a algo que você goste muito de fazer. Pode ser qualquer coisa: jardinagem, pintura, marcenaria, leitura. Melhor ainda, reserve espaço em sua agenda para se dedicar àquilo que o faz feliz.

Adote um estilo de vida saudável. Se alimentar bem faz uma enorme diferença. Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool e cafeína também trazem uma sensível melhora em sua sensação de bem-estar. Esforce-se para ter uma boa noite de sono, ter atividades físicas e equilibrar o trabalho com o lazer.

Fale de seus sentimentos. Abrir seu coração vai fazer você se sentir melhor. Conversar com alguém vai ajuda-lo a relaxar. Ouvir com atenção o que o outro tem a dizer vai tirar o foco de seus problemas – algo que a gente precisa fazer de vem em quando. Mantenha-se perto de sua família e de seus amigos.

Seja flexível. Esperar demais de si próprio ou dos outros quase sempre termina em frustração e desapontamento. Lembre-se de que todo mundo, inclusive você, tem dificuldades e imperfeições. Mas todo mundo, como você, tem também qualidades maravilhosas para compartir com o mundo.

Qual é a sua agenda para hoje?

Nos últimos 20 ou 30 anos você acordou cedo todos os dias, tomou um café da manhã corrido, enfrentou um  trânsito pesado e chegou ao local de trabalho pronto para enfrentar os desafios do dia. Seria monótono se não fosse tão bom! Ter uma rotina estruturada, encontrar os colegas , ser chamado para resolver problemas e trazer resultados…todas as reclamações feitas ao longo de anos escondem a gratificação trazida pelo trabalho e o orgulho de fazer parte de uma organização.

Mas hoje, você não precisa ir trabalhar. É seu primeiro dia de aposentado. Qualquer que tenha sido o motivo pelo qual você decidiu não mais trabalhar, hoje você pode dormir até mais tarde. Você pode fazer o que quiser, porque sua agenda, antes tão cheia de compromissos e horários, agora só tem páginas em branco.

A deliciosa sensação de liberdade e de ser dono do seu próprio tempo é muitas vezes rapidamente substituída pelo sentimento de desorientação, de não saber para onde ir e de não ter mais propósito na vida. Isso acontece porque ao longo do tempo, nossa identidade vai se misturando e acaba se confundindo com o nosso papel profissional. Quando paramos de trabalhar, não sabemos mais quem nós somos.

Mas a aposentadoria pode durar 20 ou 30 anos e isso é muito tempo para viver sem uma identidade. Na verdade, a sua identidade permanece aí, onde sempre esteve. O que precisa mudar, é o papel que você vai passar a desempenhar de agora em diante. O que você vai querer fazer daqui para a frente? Onde vai querer atuar? Que experiências vai querer viver? Como vai querer usar as habilidades que desenvolveu? Que diferença vai querer fazer na vida de sua família, de seus amigos, de sua comunidade?

Parar de trabalhar não significa parar de viver. Você ainda pode – e deve – fazer aquilo que lhe dá prazer, aprender coisas novas, criar, experimentar, contribuir.  Existem inúmeras possibilidades de desenvolver novos papéis, alguns em áreas de sua vida que você nem sequer imaginava existir.

Talvez você se interesse pelo voluntariado. Existem várias causas que merecem e precisam de todo apoio possível e alguma delas pode ser particularmente cara a você. É fácil encontrar grupos e organizações voltados a atuar em praticamente todas as áreas sociais e você pode contribuir com suas habilidades e conhecimentos ou simplesmente com sua força de trabalho.

Praticar esportes é uma excelente maneira de cuidar da saúde, encontrar amigos, se divertir. Você decide em que nível quer manter sua atividade física – é possível praticar um esporte como uma atividade de lazer aos domingos, assumir o compromisso de se exercitar regularmente ao longo da semana ou até mesmo definir como objetivo se tornar competitivo na prática desse esporte. O importante,é fazer algo de que goste e que lhe dê prazer.

Resgatar o convívio com a família é sempre uma descoberta, depois de tantos anos chegando tarde em casa. Seus filhos se tornaram adultos e você precisa, muitas vezes, redescobrir as pessoas em que se tornaram. Seus netos vão adorar contar com sua presença e a troca de experiência entre as duas gerações vai trazer benefícios para as duas partes.

O mundo está aí para ser descoberto, seja em lugares distantes ou bem próximos de onde você vive. Viajar é uma forma itinerante de aprendizado. Vale a pena estudar uma língua para se comunicar mais facilmente. Ou estudar a história ou a geografia do país para entender sua cultura. Vale a pena conhecer a gastronomia, os costumes, os heróis locais.

Voltar a estudar é uma prática cada vez mais comum entre pessoas que deixaram o trabalho para trás. Lembra do intercâmbio, que costumava estar disponível apenas para os jovens? Pois agora existem empresas especializadas em promover intercâmbios para pessoas mais velhas. Você viaja para outro país com pessoas de sua faixa etária para aprender um outro idioma e mergulhar na cultura local.

Se você tem algum hobby, este é o momento de se dedicar a ele. Se não tem, por que não escolher um para desenvolver? Hobbies ajudam a passar o tempo, desenvolvem habilidades valiosas e podem se transformar em uma atividade remunerada.

Falando em atividade, existem ainda muitas outras oportunidades de colocar a experiência que acumulou em prática, de forma remunerada ou não. É claro que você sempre pode encontrar formas mais flexíveis para continuar fazendo o que fazia antes: trabalhar em empregos sazonais, de meio-período, por projetos. Mas considere também usar suas habilidades para contribuir para sua comunidade, atuando como mentor para jovens carentes, ou trabalhando como professor em alguma escola do bairro.

Essa fase de sua vida pode durar várias décadas e você merece se sentir feliz ao longo de todas elas. Pense no que gostaria de fazer para continuar se sentindo não apenas produtivo  mas, principalmente, vivo.

Lembre-se de que a vida é uma dádiva e a sua vida continua, em um ritmo diferente do que tinha antes, é verdade, mas com o mesmo potencial de sucesso e realização.

O stress do desemprego nestes tempos de crise

plastic business man walks on a puzzle

Perder o emprego é uma das situações mais estressantes que uma pessoa pode experimentar ao longo da vida. Passado o choque inicial, o estresse emocional e financeiro que se seguem frequentemente afetam seu relacionamento com a família e os amigos. Afinal, o trabalho está intimamente associado com a idéia que fazemos sobre quem somos e sobre o papel que exercemos. Perder o emprego traz consigo a perda da auto-estima, a preocupação financeira, o constrangimento, a dúvida sobre nosso nível de competência, o sentimento de insegurança .

Para superar esta fase difícil e sair dela o mais rápido possível, vai ser preciso manter o foco, se organizar e ser proativo. As dicas abaixo podem ajudá-lo a manter a cabeça fria e uma atitude otimista enquanto busca uma nova oportunidade no mercado de trabalho.

Não se culpe

Entenda o motivo real de sua dispensa. Se a empresa precisou reduzir custos ou reestruturar suas operações, não há nada que você possa fazer a respeito. Se o motivo estiver relacionado a seu perfil, sua atitude ou seu desempenho, entenda, aceite e prepare-se para que isso não volte a ocorrer, mas não gaste tempo e energia se torturando com algo que já está feito. Aprender com as circunstâncias é próprio da maturidade, portanto, siga em frente.

Ajuste seu estilo de vida

Por mais passageira que seja, esta é uma situação de emergência e você precisa urgentemente fazer um levantamento de sua situação financeira atual. Independente do tamanho de sua reserva financeira, você precisa repensar seu patamar de gastos, já que não há garantias de quanto tempo você vai levar até receber de novo um salário.

O mais indicado é revisar seu orçamento (se não tiver um, aproveite para criar um agora…) e identificar que despesas podem ser cortadas ou ao menos reduzidas. Adie o que for possível. Converse com sua família e decidam – de comum acordo – o que pode ser eliminado. É mais fácil cortar radicalmente os custos supérfluos agora e retomá-los quando voltar a estar empregado do que tentar manter o estilo de vida atual e ter que fazer isso quando a situação financeira estiver bem mais crítica. Se tiver recebido uma indenização ao se desligar da empresa, use-a com cautela.

Não se isole

Converse com sua família – é importante que eles entendam o que está ocorrendo e percebam a importância de participarem ativamente dos ajustes necessários durante esta fase. Mais do que nunca, sua família e seus amigos são sua maior fonte de apoio e estímulo.

Ative seu network. Você não deveria ter se descuidado dele enquanto estava ativo mas, se o fez, este é o momento de reparar o erro. Retome os contatos.

Faça com que as pessoas saibam que você está no mercado em busca de um novo desafio.

Estruture seu dia

Mantenha sua rotina de acordar cedo, se arrumar, tomar café e ler o jornal, como fazia quando trabalhava.

O melhor momento para voltar ao mercado de trabalho é imediatamente após ter saído dele portanto, a não ser que você conte com circunstâncias privilegiadas, esqueça a idéia de tirar umas férias para recarregar a bateria.

A busca de um novo emprego deve passar a ser seu novo emprego. Organize seu dia ao redor da tarefa de encontrar uma nova colocação, mas estabeleça limites. Monte um plano de ação, com horários alocados na agenda e prazos de conclusão. As atividades envolvidas com o processo de voltar ao mercado de trabalho são muitas e demandam organização: contatos, preparação de currículo, entrevistas, leituras para se manter informado. Dê prioridade às atividades de networking, responsáveis pela maior parte das recolocações profissionais. As noites e os fins de semana, entretanto, devem ser reservados para a família, o lazer e a diversão.

Cuide-se

Você vai precisar de todos os seus recursos físicos, mentais e emocionais durante este período. Durma bem, alimente-se de forma saudável e a intervalos regulares, inclua ao menos 30 minutos de caminhada ou exercícios em sua rotina diária.Tudo isso é fundamental para você controlar o stress e manter um alto nível de disposição e energia – fatores importantes para conquistar o seu próximo desafio profissional.

Adote uma postura flexível

A crise econômica que atingiu o país se reflete nos anúncios diários de demissões e de redução nos níveis de investimentos. Esse quadro significa que este é provavelmente um dos períodos mais difíceis para quem está em busca de um emprego nas últimas décadas. Isso significa também que você precisará ser flexível e criativo – talvez até mais do que foi enquanto construiu sua carreira. É importante focar seu tempo e energia em oportunidades que lhe interessem e que tenham a maior probabilidade de se concretizarem. Selecione as empresas de seu interesse e vá atrás delas, quer elas tenham vagas em aberto ou não.

Você já ouviu falar que com a crise, vem a  oportunidade. Várias indústrias aproveitam o momento para ocupar espaços até então vazios. Outras, passam a ter relevância em um novo cenário econômico. Fique de olho nas indústrias em expansão.

Considere com atenção projetos de curta duração, pois eles oferecem desafio e diversidade na medida certa, ao mesmo tempo em que permitem conciliar sua disponibilidade pessoal de tempo. O mesmo vale para trabalhos de freelancer, que garantem o fluxo de caixa enquanto facilitam sua exposição ao mercado de trabalho. Além disso, a oportunidade de criar novos relacionamentos profissionais e conhecer novos mercados pode ser considerada como um bônus extremamente valioso.

Esteja preparado quando a oportunidade de uma entrevista chegar. Saiba quais são seus pontos fortes, suas contribuições e seus resultados. Conheça em detalhes não somente a empresa mas o mercado em que ela atua.

Por último, adote uma atitude positiva. Mesmo em um mercado com um índice de desemprego ao redor de 10%, há 90% de pessoas empregadas. E se isso ainda não for suficiente, lembre-se de que não importa quantas vagas existam no mercado – você está buscando apenas uma, aquela certa para você.

Por que manter os profissionais mais velhos?

Por vários motivos.  Começando pela maior bagagem profissional.

Esses profissionais acumularam conhecimentos e desenvolveram suas habilidades ao longo de muitos anos de trabalho. Eles sabem mais sobre a empresa e sobre o segmento em que atuam.

Sua produtividade costuma ser maior, suas habilidades de liderança mais apuradas, sua capacidade de desenvolver outras pessoas mais efetiva. Seu senso profissional é facilmente percebido no ambiente de trabalho.

Eles já passaram por quase tudo, enfrentaram praticamente quase todos os desafios e raramente são surpreendidos pelas circunstâncias, sejam elas boas ou más. Nada como uma mão segura guiando os rumos da empresa em momentos de crise.

Os profissionais mais velhos possuem esses atributos em abundância. Infelizmente, eles ainda enfrentam o estigma da discriminação por idade e são muitas vezes preteridos em favor de funcionários mais novos – e de menor remuneração.

Como lutar contra essa barreira sutil,  mas persistente?  A forma mais simples é mostrando que você ainda possui valor e não pode ser facilmente substituído. E o que torna difícil substituir um funcionário de mais de 50 anos? Uma combinação de atitude, ambição, entusiasmo, integridade, determinação, disciplina e ética de trabalho. Lembre-se, porém, que o sucesso exige não apenas possuir esses atributos, mas usá-los de forma criativa.

Profissionais mais velhos se tornam difíceis de serem substituídos quando…

…ainda procuram ativamente crescer na empresa. Eles estão sempre se perguntando  “como posso contribuir ainda mais?”  Eles nunca são passivos, por isso são promovidos. Repetidas vezes. Mesmo com mais de 50.

…conhecem o caminho das pedras. Eles sabem como a empresa opera e em que as promoções se baseiam. A seguir, trabalham nas habilidades necessárias para serem bem sucedidos nessa cultura corporativa.

…criam oportunidades – e assumem responsabilidade pessoal.

…trazem novas idéias. Idéias são a alma e o sangue da empresa e os maiores de 50 não apenas trazem idéias novas – já cuidadosamente analisadas – mas também assumem  responsabilidade por sua execução. Tomar a iniciativa é outra forma de dizer que você merece continuar a crescer em sua carreira.

…se tornam experts em sua área. Estude profundamente o assunto. Leia livros a respeito, converse com os experts da área. Depois, escreva artigos para revistas especializadas ou se ofereça como palestrante em reuniões de associações de classe ou grupos de interesse.  Isso não é tão fácil para os jovens profissionais que ainda estão se esforçando para dar conta do recado, aprender o caminho das pedras e desenvolver jogo de cintura.

…assumem o papel de mentor.  Funcionários mais jovens costumam buscar o conhecimento e a experiência dos profissionais mais experientes que possam orientar seus passos rumo ao sucesso corporativo. A empresa vê esse papel com bons olhos, porque isso enriquece a cultura corporativa, afeta positivamente  o ambiente de trabalho e costuma resultar em melhores resultados para a empresa.

…sabem quanto valem para a empresa, para o mercado e para potenciais futuros empregadores. Existem várias pesquisas salariais disponíveis – conduzidas pelas associações de classe, sindicatos da categoria ou consultorias. Essas informações também podem ser atualizadas através de contatos de seu network ou de empresas de recolocação profissional.

…têm jogo de cintura. Profissionais experientes sabem com o jogo político do mundo corporativo. E, mais importante, sabem que precisam jogar esse jogo. Eles aprenderam a se comunicar com todos os níveis hierárquicos da empresa e a transitar sem tropeços entre diferentes grupos de interesse.

Como você pode ver, assim como o vinho, os melhores profissionais da empresa costumam ser aqueles que sabem envelhecer com elegância e sabedoria.

Começando o seu negócio depois dos 50

Senior couple using laptop in classroom

Começar um negócio próprio é difícil em qualquer idade, mas para quem se aproximada da aposentadoria, tornar-se empreendedor é ainda mais complicado.

Pessoas nesta fase da vida têm maior capital para investir, mas ao mesmo tempo, muito mais a perder, caso a empreitada não seja bem sucedida. Afinal, não se pode contar mais com algumas décadas de salário garantido para repor as economias perdidas.

Por outro lado, a experiência e o conhecimento acumulados ao longo dos anos são fatores extremamente valiosos para quem vai começar um novo negócio.

Escolha bem o seu novo negócio

Escolher o que fazer nem sempre é a maior dificuldade, já que os empreendedores de sucesso em sua maioria acabam trabalhando com produtos ou serviços sobre os quais já têm algum conhecimento. Afinal, tudo fica mais fácil quando se conhece as características do produto, quem pode fornecer as matérias primas ou onde encontrar a mão de obra necessária. Para quem vai partir para uma área desconhecida, é bom tomar cuidado com segmentos da indústria, comércio ou serviços que estejam atraindo muitos empreendedores e que possam saturar o mercado se a demanda não crescer rapidamente.

Para quem prefere não começar da estaca zero, a franquia pode ser uma opção, já que oferece um pacote completo que inclui o produto, fornecedores, identidade visual do ponto de venda, estratégias de marketing e comunicação e até mesmo processos administrativos. Ainda assim, uma franquia não é garantia de sucesso e é preciso avaliar com cuidado os aspectos financeiros, como investimento necessário e taxa de retorno, os aspectos comerciais como localização e fluxo de clientes e até mesmo aspectos culturais do franqueador, como o relacionamento com clientes, funcionários e os próprios franqueados, ética nos negócios, etc.

Ter seu próprio negócio não é para todo mundo. Para ser bem sucedido à frente de um empreendimento, é preciso ser ágil na tomada de decisões, ser capaz de planejar e administrar todos os aspectos do negócio, saber se relacionar com funcionários, clientes e fornecedores e ter muita, muita energia.

Encontre suas fontes de financiamento

Uma das maiores barreiras para começar um negócio próprio é levantar o capital necessário. Se for usar seus próprios recursos, o que dependendo das taxas de juros vigentes no mercado pode ser uma boa idéia, separe antes o dinheiro necessário para sua aposentadoria.

Avalie todas as suas opções: algumas cidades oferecem incentivos como forma de atrair empresas. Procure financiamento em condições mais favoráveis, como os oferecidos pelo BNDES. Considere fundos de startup, que investem em pequenas empresas com grandes idéias. Avalie a possibilidade de ter sócios, investidores ou não, que apostem no sucesso do empreendimento. Dois cuidados a tomar neste caso: avalie as implicações de ter familiares como sócios e assegure-se de que qualquer investidor esteja ciente dos  riscos envolvidos.

Crie um plano de negócios

Prepare um plano de negócios, que nada mais é do que um documento em que você define as características do negócio que deseja ter, como tipo de produto ou serviço, segmento de mercado, público alvo, faixa de preço, fornecedores, concorrência, equipe de funcionários, projeção financeira para no mínimo 3 anos e investimentos necessários.

Uma vez desenhado o modelo de negócio, é preciso passar para a fase de avaliação. Você pode obter informações importantes em associações de classe, sindicatos da categoria, prefeitura, órgãos públicos, etc. E não deixe de contatar o Sebrae, referência para todo pequeno e médio empreendedor.

Se não puder contratar uma pesquisa de mercado, lance mão de uma receita caseira: converse com pessoas que utilizem os produtos ou serviços de seus futuros concorrentes. Organize um encontro de amigos e amigos de amigos – descreva seu produto ou serviço e pergunte se eles o comprariam. Pergunte qual o valor máximo que se sentiriam confortáveis em pagar por ele. Que diferencial os levaria a pagar um valor maior por seu produto ou serviço?

Prepare-se, em todos os sentidos

Ter seu próprio negócio envolve longas horas de trabalho e uma dose considerável de estresse. Na maioria das vezes, quem começa um negócio próprio precisa controlar as despesas e não pode contratar o número de pessoas que gostaria, o que significa fazer o trabalho sozinho. Para quem tem mais de 50 anos, é importante decidir de antemão a quantidade de tempo e energia que deseja investir no trabalho nesta fase da vida.

Antes de investir dinheiro e energia em um novo negócio, vá atrás dos conhecimentos e habilidades necessárias para ser bem sucedido em sua empreitada. Você não precisa se tornar um expert em todas as áreas do negócio, mas precisa entender um pouco de administração, marketing e finanças. Isso é particularmente importante no início, quando não é possível contratar profissionais especializados.

Outro aspecto que exige preparo é o financeiro: um novo negócio pode levar meses – ou até mesmo anos – para dar lucro e atingir os resultados financeiros esperados. Enquanto isso, é preciso ter dinheiro para bancar a operação do negócio, o chamado capital de giro. Além disso, é preciso ter ainda uma reserva financeira, para cobrir suas despesas pessoais durante esse período.

Tenha um plano B

Começar um negócio próprio envolve inúmeras variáveis e um nível reduzido de previsibilidade. Por isso, é importante estar preparado, caso as coisas não saiam como você imaginava.

Além de separar o dinheiro necessário para sua aposentadoria do dinheiro necessário para montar e operar o seu negócio, é necessário avaliar todos os aspectos de sua vida que seriam afetados caso o empreendimento não seja bem sucedido. Seu local de residência seria afetado? Suas relações familiares? Seu estilo de vida?

Isso não é ser pessimista, é ser realista. Você vai empreender todos os seus esforços para que seu novo negócio seja um sucesso, mas vai fazer isso com muito mais tranquilidade se tiver um plano B na manga…

Ter seu próprio negócio dá trabalho, pode ser arriscado e exige alguns cuidados, mas o retorno pode ser extremamente gratificante – e não apenas em termos financeiros.

Qual é sua estratégia para procurar emprego?

Imagine tentar chegar a um destino a 1.000 km de distância, sem ter um mapa ou endereço. Você possivelmente chegaria lá em algum momento, mas certamente levaria muito mais tempo do que o necessário. Acontece o mesmo com a busca de um emprego. Não ter uma estratégia definida pode significar levar mais tempo no processo e sofrer alguns percalços no caminho.

Muita gente se lança de cabeça no processo, ansiosa por voltar a trabalhar, mas buscar um emprego sem ter uma estratégia previamente definida pode rapidamente se tornar um processo aleatório e improdutivo. Responder a todos os anúncios sem avaliar se são compatíveis com suas expectativas, enviar dezenas de currículos sem priorizar as oportunidades mais interessantes e não ter objetivos e formas de avaliar seu progresso, na maioria das vezes resultam em frustração e sentimento de impotência.

Alguns sintomas de que você precisa de uma estratégia em sua busca de emprego:

  • Objetivo de trabalho indefinido (“Eu posso fazer qualquer coisa”)
  • Falta de uma agenda diária (“O que eu deveria fazer hoje?”)
  • Medir o sucesso pelo número de currículos enviados
  • Falta de diversificação nas atividades relacionadas à busca de emprego (“O que mais eu posso fazer?”)
  • Frustração ou desânimo (“Eu tentei de tudo e nada funcionou”)
  • Nível errático de atividades, como por exemplo, correr para enviar um lote de currículos e depois ficar dias sem que algo aconteça.
  • Falta de consistência e de objetivos no uso de ferramentas como o Linkedin, Facebook, etc.
  • Progresso mínimo (“Sinto que não estou saindo do lugar”)

Você pode superar esses fatores através da adoção de uma estratégia bem elaborada para se apresentar ao mercado de trabalho. Sua estratégia deveria incluir:

  1. Um objetivo de carreira claro e realista:
    • Saiba o que você quer fazer
    • Saiba o que está qualificado para fazer
    • Saiba o que o mercado procura
    • Se não houver demanda em sua área, prepare-se para fazer uma transição de carreira
  2. Materiais cuidadosamente preparados para divulgar seu potencial e sua experiência (currículo, carta de apresentação, etc.)
    • Atualize seu currículo – prepare-o de forma que possa ser customizado para cada oportunidade
    • Prepare uma carta de apresentação que possa ser customizada para cada oportunidade
    • Atualize seu perfil no Linkedin
  3. Um plano de marketing que utilize múltiplos canais para gerar oportunidades de emprego
    • Priorize o networking como a forma mais efetiva de encontrar oportunidades
    • Incorpore as mídias sociais em sua estratégia
    • Mantenha o foco ao responder aos anúncios de emprego
  4. Escolha consciente de como vai dividir seu tempo entre as várias atividades
    • Reserve tempo para continuar a se atualizar sobre as melhores práticas na busca de emprego
    • Reserve tempo para continuar a expandir seu network
    • Reserve tempo para manter suas habilidades afiadas (aprenda, ensine) e seu currículo atualizado (acrescente suas novas realizações ao currículo)
  5. Um sistema para gerenciar e manter organizados seus contatos, oportunidades, lista de tarefas e etapas do processo
  6. Um plano – passo a passo –para implementar sua estratégia
    • Desenvolva uma lista de objetivos diários, semanais e mensais
    • Estabeleça uma rotina que inclua o agendamento de todas as atividades
    • Celebre seu progresso no atingimento dos objetivos estabelecidos
  7. Um método simples mas consistente,  para acompanhar seu progresso com relação aos objetivos traçados

Criar uma estratégia de busca de emprego requer algum tempo e esforço no início, mas trará resultados mais rápidos e produtivos no curto e no médio prazos. Ao invés de pensar no que precisa fazer a seguir, você vai começar cada dia com um sentimento de propósito e energia renovada, ao perceber que progride continuamente em direção a seu objetivo.

Currículo pronto – e agora?

Em matérias anteriores, você ficou sabendo como fazer com que o conteúdo e estilo de seu currículo contribuam para o sucesso de sua busca por uma colocação profissional.

Agora nós vamos falar sobre como submeter seu currículo às empresas em que tiver interesse em trabalhar.

Submetendo seu currículo

Na maioria das vezes, basta publicar seu currículo na página de seleção da empresa na internet. Pode ser necessário cortar e colar para adaptar o formato e talvez seja preciso retirar toda a formatação do texto ao colar o conteúdo do CV em formulários online ou banco de dados.

Mais uma vez, revise o CV e a carta várias vezes antes de enviar e se puder, peça a alguém para reler seu material. Pequenos erros podem afetar drasticamente suas chances de sucesso.

Caso a empresa solicite o envio do currículo por email ou pelo correio, você deverá preparar um texto de apresentação para acompanhá-lo.

O texto de apresentação

O objetivo do texto de apresentação é demonstrar sua capacidade de se comunicar por escrito e não resumir seu histórico profissional. Isso significa que ele deve ser curto e objetivo, com no máximo meia página. Esforce-se para endereçar o email ou a carta a uma pessoa real – tente obter o nome completo e o título do cargo da pessoa responsável pelo processo de contratação. Se tiver sido recomendado ao empregador, mencione o nome da pessoa que o indicou, seja ele um funcionário atual ou alguém que o recrutador conheça.

O texto de apresentação deve, de modo firme mas objetivo, afirmar seu interesse na empresa e na posição. Ressalte dois ou três itens de sua experiência que possam chamar a atenção do recrutador e mostre entusiasmo pela oportunidade, ao mesmo tempo em que mantém um tom profissional. Demonstre confiança em sua capacidade e sua crença de ser o candidato ideal para a vaga, mas cuidado para não tornar a carta longa, presunçosa ou desesperada.

Você enviou seu currículo – e agora?

Depois de enviar seu CV, aguarde o retorno. Muitas empresas não confirmam imediatamente o recebimento dos currículos e algumas chegam a informar de antemão que somente as pessoas selecionadas serão contatadas. Isso ocorre principalmente com empresas que recebem regularmente uma quantidade enorme de currículos.

Caso a empresa não tenha declarado de forma expressa o desejo de não ser contatada, você pode pensar em voltar à carga depois de aproximadamente duas semanas sem notícias. Se tiver conseguido obter um nome de contato, envie um email reafirmando seu interesse na posição. Essa é uma forma de manter a visibilidade e demonstrar sua persistência e capacidade de follow-up, características certamente necessárias, qualquer que seja o trabalho ao qual está se candidatando.

É claro que para ser bem sucedido em um processo de seleção você precisa possuir um leque de competências que variam conforme o perfil do cargo e da empresa, mas ter um CV bem elaborado, um texto de apresentação bem escrito e uma comunicação eficaz são o primeiro passo para chegar lá.