Chega de stress!

Todo mundo passa por situações de stress, vez ou outra. Algumas pessoas, porém, convivem com o stress em base diária. O problema, é que o stress tem sido considerado uma causa provável – ou no mínimo um acelerador – de inúmeros problemas de saúde, como doenças cardíacas, derrames, doenças auto-imunes, problemas gastrointestinais, diabetes, distúrbio do sono, disfunção sexual. Aprender a reduzir o nível de stress em sua vida pode ser o primeiro passo para ter uma vida mais saudável, mais feliz e possivelmente, mais longa.

Anote as dicas abaixo para reduzir ou controlar o nível de stress:

Seja realista. Adote metas realistas para você. Aprenda a dizer não. Se estiver se sentindo sobrecarregado, tente eliminar uma atividade que não seja absolutamente essencial. Questione se algo precisa ser realmente feito. Questione se o prazo é realista. E pare de assumir responsabilidade por resolver todos os problemas do mundo. Ninguém é perfeito, portanto, não espere que você também o seja. E aprenda a pedir ajuda, quando precisar.

Relaxe. Acostume-se a reservar de 10 a 20 minutos diários para si. Você pode meditar, ouvir música de olhos fechados, ler algo que o tranquilize. Esses poucos momentos de quietude e reflexão irão não apenas reduzir o nível de stress, mas também aumentar sua tolerância a ele.

Visualize. Gaste alguns minutos visualizando como poderia lidar com uma situação de stress de forma mais calma e produtiva. Isso funciona com praticamente tudo, desde uma apresentação importante no trabalho até a mudança para uma nova residência ou um exame de seleção importante. Ensaiar mentalmente como lidar com a situação pode aumentar sua autoconfiança e ajuda-lo a ter uma atitude mais positiva com relação a uma tarefa difícil.

Resolva uma coisa por vez. Quando começar a se sentir sobrecarregado, dedique-se a uma tarefa ou atividade por vez. Faça uma lista das coisas que precisa fazer, começando pelas mais urgentes. Quando terminar a primeira, risque-a da lista e passe para a segunda. O sentimento de alívio e de dever comprido vai servir de  motivação para dar conta das demais tarefas.

Exercite-se. Exercícios regulares ajudam a reduzir o stress e fazem bem para o corpo e para a mente. Bastam 20 a 30 minutos de atividade física para você se sentir relaxado e bem disposto.

Tenha hobbies. Dê uma pausa nas coisas da vida que o estressam e dedique algum tempo a algo que você goste muito de fazer. Pode ser qualquer coisa: jardinagem, pintura, marcenaria, leitura. Melhor ainda, reserve espaço em sua agenda para se dedicar àquilo que o faz feliz.

Adote um estilo de vida saudável. Se alimentar bem faz uma enorme diferença. Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool e cafeína também trazem uma sensível melhora em sua sensação de bem-estar. Esforce-se para ter uma boa noite de sono, ter atividades físicas e equilibrar o trabalho com o lazer.

Fale de seus sentimentos. Abrir seu coração vai fazer você se sentir melhor. Conversar com alguém vai ajuda-lo a relaxar. Ouvir com atenção o que o outro tem a dizer vai tirar o foco de seus problemas – algo que a gente precisa fazer de vem em quando. Mantenha-se perto de sua família e de seus amigos.

Seja flexível. Esperar demais de si próprio ou dos outros quase sempre termina em frustração e desapontamento. Lembre-se de que todo mundo, inclusive você, tem dificuldades e imperfeições. Mas todo mundo, como você, tem também qualidades maravilhosas para compartir com o mundo.

O que você precisa saber sobre a osteoporose

1 Osteoporose

Osteoporose é uma doença que provoca o enfraquecimento dos ossos. E,  à medida em que os ossos se tornam mais fracos, aumenta o risco de fraturas repentinas.

Osteopenia é o estágio anterior à osteoporose, em que aparecem os primeiros sinais de perda óssea e que pode evoluir para osteoporose.  Na osteopenia, a densidade mineral dos ossos é menor do que a normal, mas ainda insuficiente para ser classificada como osteoporose.

A perda óssea ao longo do tempo pode ser tão severa que o estresse sobre os ossos em situações normais como sentar, ficar em pé, tossir ou mesmo abraçar um familiar, pode resultar em fraturas. Essas fraturas podem provocar dores crônicas ou incapacitações.

Quais são os sintomas?

A osteopenia e a osteoporose independem da idade e do sexo e vão se instalando de forma silenciosa e gradativa ao longo dos anos.

Na maior parte das vezes, não há sintomas. Você talvez esteja sofrendo uma significativa perda óssea sem saber. É provável que você não perceba que tem osteoporose até sofrer uma fratura ou notar uma mudança óbvia em sua postura.  Dor nas costas, causadas por mudanças nas vértebras, pode indicar que algo está errado mas, na maioria das vezes, o primeiro sinal do problema vai ser mesmo um osso quebrado, frequentemente nas costas ou nos quadris.

 Quais são as causas?

As causas da osteoporose ainda não são totalmente conhecidas.

Os ossos são tecidos complexos, vivos. O corpo está constantemente reconstruindo sua estrutura óssea. Durante a fase de crescimento, a velocidade de reconstrução de tecido ósseo é maior que a velocidade de perda óssea. O pico de massa muscular ocorre ao redor da terceira década de vida. A partir de um certo momento, o processo de reconstrução se torna mais lento e a perda óssea mais acelerada. Se atingir um certo ponto, você terá osteopenia; se a perda óssea se tornar severa, você terá osteoporose.

Quais são os fatores de risco?

  • Sexo: as mulheres têm quatro vezes maior propensão a desenvolver osteoporose do que os homens.
  • Idade: osteoporose pode ocorrer em qualquer idade, mas o risco aumenta com o tempo; mulheres com mais de 50 anos apresentam o maior risco de desenvolver o  problema.
  • Histórico familiar: a osteoporose tem tendência familiar. Caso um membro de sua família tenha osteoporose ou quebre um osso, há uma maior chance de você ter os mesmos problemas.
  • Peso e estrutura óssea: pessoas magras e de pequena estatura têm maior risco de desenvolver osteoporose.
  • Histórico de fraturas: ter sofrido uma fratura aumenta as chances de novas fraturas.
  • Cigarro: estudos demonstraram que fumantes e ex-fumantes possuem menor densidade óssea e, portanto,  maior risco de fraturas.
  • Medicamentos: alguns medicamentos usados por períodos prolongados de tempo, tais como esteroides, corticóides, anticonvulsivos e antiácidos podem aumentar o risco de osteoporose.
  • Estilo de vida: alimentação deficiente em cálcio e vitamina D, baixa exposição à luz solar; imobilização e repouso prolongados e sedentarismo contribuem para a osteoporose.

Por que as mulheres correm mais riscos?

As mulheres são particularmente afetadas pela osteoporose porque durante a menopausa, há um declínio dramático no nível do hormônio feminino estrogênio, o que reduz o ritmo de reconstrução e acelera o processo de perda óssea por um período de aproximadamente 10 anos após a menopausa. O ritmo de perda retorna eventualmente aos níveis pré-menopausa, mas a reconstrução óssea, não.

Como é feito o diagnóstico?

O exame utilizado para diagnóstico de osteoporose é a densitometria óssea, um exame por raio X não invasivo que mede a densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur e compara os resultados com valores de referência pré-definidos, baseados na população jovem (pico de massa óssea): normal: abaixo de -1,0; osteopenia: entre -1,0 e -2,5 e osteoporose: acima de  -2,5.

Como é o tratamento?

Tratamentos para a osteoporose podem incluir mudanças na alimentação, no estilo de vida, exercícios para fortalecer a musculatura e medicamentos específicos, que podem reduzir a perda óssea ou ajudar na formação de novo tecido ósseo.

É possível  prevenir?

Existem maneiras comprovadas de prevenir a osteoporose e consequentes fraturas:

Exercícios: Adote um programa regular de exercícios para fortalecer ossos e músculos e prevenir a perda óssea. Exercícios como andar, correr e esportes com raquetes são particularmente recomendados. Exercícios de força e equilíbrio ajudam a evitar quedas e, por consequência, fraturas. Estudos mostram que mulheres que andam 1,5 km por dia têm cerca de 4 a 7 anos de reserva óssea a mais do que aquelas que não caminham.

Alimentação: Alimentos ricos em cálcio ajudam a proteger os ossos, independente da idade. Alimentos derivados do leite fornecem cálcio. Peixes como salmão e atum contém vitamina D, que ajuda a absorção do cálcio. Verduras fornecem magnésio, necessário para a saúde dos ossos. Alguns alimentos atacam o cálcio de seu organismo. Reduza o consumo de alimentos ricos em sódio como produtos enlatados e frios.

Seu médico pode indicar suplementos de cálcio e vitamina D para manter a massa óssea, especialmente nos pacientes cujas dietas são pobres em leite e laticínios e que apanham pouco sol.

Se você ainda não tem problemas ou está na fase de osteopenia, adote os cuidados necessários para reduzir o nível de perda óssea e garantir sua qualidade de vida futura. Se já teve o diagnóstico de osteoporose, siga as recomendações de seu médico para controlar o quadro e conviver melhor com essa situação.

Cuide da alimentação, tome os medicamentos indicados, peça ajuda para carregar itens pesados e use corrimãos para se apoiar, se necessário, mas saia de casa e mantenha suas atividades físicas. A osteoporose não precisa interferir com seu ritmo de vida. Pelo contrário, a inatividade prejudica sua saúde em geral, e a saúde de seus ossos em particular.

As informações contidas neste artigo não substituem em hipótese alguma as orientações dadas pelo seu médico. Somente ele está apto a diagnosticar e tratar qualquer problema de saúde.

As crianças se foram…e agora?

A instituição do casamento não é mais a mesma…será que está na hora de se repensar alguns aspectos tradicionais do casamento, como o “até que a morte nos separe”, por exemplo?

Durante séculos, uma das principais premissas do casamento era a reprodução e a perpetuação da espécie. E nesse aspecto, continua sendo – a criação dos filhos sob os nossos olhos ainda é uma circunstância primordial do casamento. Mas esse foco ocorre apenas nas primeiras décadas de um relacionamento. Quando o trabalho de criar os filhos se encerra, a preocupação principal dos casais mais velhos é o bem estar do parceiro. Casais que vivem juntos há décadas, normalmente já aprenderam a resolver seus conflitos e este novo estágio da vida, depois que os filhos se foram, representa um recomeço para o relacionamento. Para outros, porém, o casamento pode ter se transformado em uma sequência de dias sem graça e monótonos.

Muitos casais descobrem que o que segurava o casamento eram os filhos e que o papel de pai e mãe – e não o de esposo e esposa – é o que fazia a relação funcionar. Sem os filhos em casa, essa estrutura deixa de fazer sentido e não há muita coisa para por em seu lugar. As mulheres são responsáveis pela maior parte dos processos de separação. E o adultério não parece ser o principal motivo de divórcio entre casais mais velhos. Afinal, o que está acontecendo com os casais grisalhos?

Uma das razões para essa tendência é o aumento da longevidade. Quando olham ao redor para o ninho vazio e vislumbram décadas de vida saudável pela frente, um número cada vez maior de pessoas está decidindo que já cumpriram a obrigação de pais e agora querem cuidar de sua própria vida. Um advogado do direito civil relatou que foi procurado por um homem de 83 anos que queria se divorciar da segunda esposa, de77 anos. Esse cliente queria terminar o seu segundo casamento de 19 anos porque, conforme disse, “não queria viver o resto de sua vida casado com ela”.

Isso está mudando o conceito do tradicional voto de “até que a morte nos separe”, já que muitos casamentos que no passado terminariam com a morte, agora terminam em divórcio. A verdade é que muita gente simplesmente não vivia o suficiente para chegar à crise dos 40 anos de casados. Mas essa não é a única razão. A maioria dos sociólogos aponta que esta geração entrou no casamento com expectativas muito diferentes das gerações anteriores.

No início do século passado, o casamento era visto como uma união econômica. Mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, o conceito de companheirismo passou a ter prioridade, e cada cônjuge tinha um papel definido na união: os maridos eram avaliados quanto à sua capacidade de prover as necessidades da família, enquanto as esposas eram avaliadas quanto às suas habilidades domésticas e maternais. A partir da década de 70, pela primeira vez o casamento passou a ser visto como a oportunidade de cada um preencher suas necessidades pessoais e as pessoas passaram a se ver como indivíduos e não apenas como pais ou como esposo e esposa.

Para quem chega à meia-idade, a síndrome do ninho vazio pode desencadear pensamentos de mortalidade e a percepção de que as oportunidades de realização pessoal estão diminuindo. É natural que uma pessoa infeliz no casamento, ao se imaginar viver por mais 20 ou 30 anos, acabe se perguntando se quer passar esse tempo ao lado do parceiro. Para essas pessoas, há um sentimento de urgência, de que precisam fazer algo a respeito agora, ou nunca mais terão a chance de fazê-lo. Mas muitas pessoas que optam pelo divórcio nesta fase da vida, não avaliam todas as suas consequências.

Alguns aspectos precisam ser cuidadosamente analisados no momento da separação, entre eles alguns de ordem econômica e tributária. O período de criação de patrimônio ficou para trás e a previdência social tem regras rígidas para pagamento do benefício, portanto é preciso cuidado ao avaliar e tomar decisões relacionadas aos bens do casal. É preciso rever os beneficiários de apólices de seguro e planos de previdência privada, por exemplo. Existem ainda uma série de questões de ordem prática, social e emocional que precisam ser resolvidas entre as duas partes. As mulheres tendem a se queixar de aspectos econômicos, os homens, do contato reduzido com os filhos. Ainda assim, muitos divorciados se consideram felizes.

Embora “ficar sozinho” seja o principal receio entre homens e mulheres, para quem não conseguiu continuar casado, são grandes as chances de encontrar um novo parceiro ou parceira. A oferta de atividades sociais, culturais, esportivas e de lazer direcionadas a pessoas mais velhas tem evoluído consistentemente e nos sites de relacionamento, o número de usuários com mais de 50 anos é o que mais tem crescido.

Chegou a hora de aposentar a habilitação?

Todo mundo se lembra do momento em que recebeu sua carta de habilitação e do passo que isso representou em direção à idade adulta. Décadas mais tarde, um outro rito de passagem está à espera, desta vez sem grandes comemorações ou entusiasmo: o momento de parar de dirigir.

A maioria das pessoas sabe quando esse momento se aproxima e, mesmo que relutante, aposenta as chaves do carro ou faz ajustes em seus hábitos de direção. Algumas pessoas, entretanto, insistem em manter suas mãos no volante, independente da quantidade de buzinas, dos pequenos acidentes de percurso ou do aumento na frequência com que se perdem na cidade. Afinal, deixar de dirigir é uma decisão difícil. As pessoas temem perder sua autonomia e a capacidade de continuar suas atividades rotineiras, como fazer compras, ir ao dentista ou visitar os amigos.

Antes de decidir que está na hora de seus pais aposentarem as chaves do carro, pegue uma carona com eles – eles podem estar se saindo melhor do que você imagina. Você também pode pedir a avaliação de um terapeuta especializado.

Muitas vezes, a pessoa está apenas começando a apresentar algum tipo de dificuldade e não será necessário parar de dirigir totalmente. Ao invés disso, é possível chegar a um acordo para evitar as situações de maior risco, como dirigir em rodovias ou vias expressas, em horários de pico, à noite ou longe de casa.

Há situações, porém, em que a deterioração da capacidade de dirigir é inconfundível. Alguns sinais são indiretos, como aumento no prêmio da seguradora, no número de multas de trânsito ou na frequência de pequenos danos à pintura ou lataria do veículo. Outros, entretanto, só podem ser observados pessoalmente. Alguns sinais de que é preciso lidar com a situação:

  • Dirigir em velocidade significativamente acima ou abaixo da recomendada para as condições
  • Dirigir de modo inseguro ou errático (ultrapassar a faixa de pedestres, passar no semáforo vermelho, se assustar com a aproximação de outros veículos)
  • Erros no julgamento da distância dos objetos
  • Demora para reagir às situações (demora para freiar ao ver um pedestre atravessar a rua, por exemplo)
  • Dificuldade na coordenação dos movimentos do pés e mãos ou confundir os pedais do acelerador e do freio
  • Dificuldade em enxergar pedestres, sinais de trânsito ou placas de sinalização – normalmente mais frequente à noite
  • Falta de concentração
  • Dificuldade para estacionar (manobrar o carro em uma vaga de estacionamento abrange várias habilidades envolvidas no ato de dirigir)
  • Cansaço ou estresse excessivo depois de dirigir
  • Uso de medicamentos que interfiram com a capacidade cognitiva ou motora
  • Dificuldade em se lembrar do caminho de casa ou para onde estava indo

Prepare-se para conversar sobre o assunto. Faça perguntas, ao invés de chegar com um plano já pronto. Saiba quais são os recursos disponíveis para minimizar os efeitos que parar de dirigir terá sobre o estilo de vida de seus pais. Alguém da família pode se colocar à disposição quando eles precisarem? É possível contratar taxistas de confiança? O transporte público pode ser uma opção segura?

Negociar um meio-termo com um motorista resistente pode ser um ponto de partida para lidar com a situação. Algumas opções a serem discutidas:

  • Dirigir somente de dia
  • Utilizar apenas rotas conhecidas
  • Limitar as viagens de carro a uma certa distância da casa
  • Evitar rodovias e vias expressas
  • Evitar os horários de pico do trânsito e os cruzamentos mais movimentados

Uma outra forma de abordar o assunto sem colocar seus pais na defensiva é se  focar no aspecto da saúde e pedir a eles que concordem em passar por uma avaliação médica antes de voltarem a dirigir. Fatores físicos como a visão, audição ou outras condições que interferem com a habilidade de dirigir podem ser facilmente avaliadas por um médico.

Você também pode utilizar o argumento econômico: compare o total de quilômetros rodados por ano com os custos envolvidos na manutenção do veículo: amortização, licenciamento, seguros, combustível, lavagens e manutenção. Compare o rendimento gerado por esse valor, caso ele fosse investido, com os custos de utilização de taxis para a locomoção.

Legalmente falando, suas opções são limitadas. Algumas famílias apelam para medidas mais drásticas como esconder as chaves do carro, vender o veículo ou retirar sua bateria para que não funcione. Essas soluções são desrespeitosas e não levam em consideração os sentimentos das pessoas envolvidas. Seu uso só se justifica em casos extremos e devem ser tomadas com o apoio de toda a família.

Dirigir é uma atividade importante que contribui para a autonomia, socialização e auto-estima das pessoas – fatores essenciais para o envelhecimento saudável. Tenha isso em mente quando conversar a respeito do assunto. Deixe seus pais saberem que você está do lado deles; enfatize sua preocupação com a segurança deles e a dos outros nas estradas e pergunte como podem resolver essa questão em conjunto.

Esta é uma das conversas mais difíceis que filhos adultos precisam ter com seus pais. A maioria dos motoristas mais velhos decide reduzir o ritmo ou parar de dirigir por conta própria, mas se seus pais não fizerem parte desse grupo, é seu papel conversar com eles para chegar a uma solução que garanta a segurança de todos.

Kit de sobrevivência para o recém-aposentado

O primeiro dia de sua vida de aposentado começa da melhor forma possível: sem hora para acordar, sem pressa para o café, todo o tempo do mundo para ler o jornal e acompanhar o que aconteceu no mundo desde o dia anterior. E pensar que isto vai se repetir pelos próximos dias, semanas, meses e anos…êpa, agora essa idéia começa a não parecer tão boa assim.

O aspecto preocupante da aposentadoria é o risco da depressão causado pela sensação de falta de propósito na vida. Portanto, por mais atraente que possa parecer a possibilidade de nunca mais ter horários e compromissos, o que o aposentado mais necessita é um jeito de colocar alguma estrutura em seus dias. Ele precisa de novos objetivos e de um novo conjunto de rotinas gratificantes e produtivas. É comum ver pessoas que param de trabalhar para assumir uma vida de passividade frente à televisão, com grandes períodos de sono durante o dia e uma tendência a se exceder na comida ou bebida.

Para que isso não aconteça com você, prepare-se de antemão com um kit de sobrevivência. Avalie a lista de estratégias práticas que se segue. Não se deixe enganar por sua simplicidade – novos estilos de vida nada mais são do que um conjunto de rotinas úteis e saudáveis.

Comece a usar uma lista de tarefas diária

Este é um ponto chave. Uma lista de tarefas proporciona objetivos de curto prazo e asseguram o cumprimento das coisas que você precisa fazer. Todas as noites, faça uma lista para o dia seguinte – mas mantenha essa lista curta, prática e realista. No dia seguinte, vá riscando cada item à medida em que os for realizando.

Planeje com antecedência

Ao menos uma vez por semana, considere algum projeto maior, que requeira mais tempo, ajuda de alguém, locomoção para outro local ou recursos especiais para ser realizado. Levar o carro para consertar, reunir amigos, refazer o jardim ou aprender a usar um novo recurso tecnológico. Planeje os passos necessários para esse projeto e coloque-os em sua lista de tarefas.

Planeje sua vida social

Manter seus contatos sociais é uma das coisas mais importantes nesta fase da vida. É comum o contato regular com outras pessoas ser interrompido ao se parar de trabalhar. Isso acontece principalmente com os homens, que tendem a limitar seus relacionamentos a colegas de trabalho. Esse tipo de amizade tende a ser prejudicado com o tempo porque a interação social que ocorria no ambiente de trabalho deixa de existir. Talvez seja necessário reinventar sua vida social. Pergunte-se: Para quem eu posso telefonar? Quem eu posso visitar? Quem eu posso chamar para um café ou um chopp?  A que organização eu posso me filiar para encontrar outras pessoas? Não se esqueça da família: aproxime-se das várias gerações, aceitando suas diferenças e respeitando as particularidades de cada uma. Faça o que for possível para ampliar seu círculo social, mas abra mão de relacionamentos estressantes ou prejudiciais à sua paz de espírito.

Inclua atividades físicas em sua rotina diária

Músculos e sistema cardiovascular tendem a se atrofiar quando não utilizados. Sentar-se para ver televisão ou ler um livro são atividades que requerem um nível mínimo de esforço. Busque maneiras agradáveis de se exercitar ao longo do dia. Caminhe, suba escadas ao invés de tomar o elevador. Museus, parques e exposições vão enriquecer sua cultura ao mesmo tempo em que exigem que você se movimente. Faça aulas de natação, ande de bicicleta. Você vai ter mais energia, ficar mais bem disposto e dormir melhor.

Simplifique sua vida

Durante a vida toda você acumulou objetos que em grande parte estão obsoletos ou simplesmente gastos. Alguns não funcionam mais ou não servem ao propósito a que se destinavam. Aproveite o tempo para fazer uma limpeza geral e abrir mão dessa bagagem que você foi juntando ao longo dos anos. Doe. Faça uma venda de garagem ou simplesmente jogue fora. Livre-se do lixo em sua vida. Simplifique. Mantenha o que for útil e necessário, e descarte o resto. Um conselho: guarde algumas coisas belas, que tragam boas lembranças, mesmo que inúteis. A vida não tem graça desprovida de beleza.

Permita-se fazer as coisas que você gosta

Quando você trabalhava, é provável que não tivesse tempo para dedicar às atividades que lhe davam prazer: viajar, praticar esportes, praticar um hobby. Dê a essas atividades um lugar de destaque em sua nova vida. Você pode e você merece. Dedique-se aos interesses e hobbies que já tinha, mas desenvolva alguns novos!

Desenvolva suas habilidades de aposentado

Só porque você foi um profissional bem sucedido enquanto trabalhava, não signfica que será automaticamente bem sucedido naquilo que resolver fazer depois de aposentado. O seu sucesso na vida profissional deveu-se a treinamentos, estudos, seminários para desenvolver novas habilidades e prática, muita prática. A aposentadoria não é diferente. Se acha que vai se tornar um bom jardineiro só porque tem tempo para gastar, você está enganado. Novos hobbies exigem tempo de aprendizado. Felizmente, há cursos sobre praticamente tudo para ajudá-lo a se sair bem nas atividades que deseja adotar daqui para a frente.

Junte-se a um grupo de apoio

Para qualquer coisa que você deseje fazer, vai haver um grupo de pessoas que já se dedicam ao assunto. Descubra onde está esse grupo e junte-se a ele. É muito mais divertido fazer qualquer coisa quando se tem companhia.

Apaixone-se pelos seus projetos

As atividades diárias como ir ao shopping, assistir televisão ou ler o jornal são ótimas para passar o tempo. Entretanto, para quem deixou uma vida profissional para trás, o ideal é buscar projetos que o desafiem física, emocional e intelectualmente. O que lhe desperta paixão? Organizar eventos? Serviço voluntário? Atividades criativas? Trabalhos manuais? Viagens?  Procure atividades que o mantenham entusiasmado, feliz e gratificado.

Para concluir, tenha em mente que vidas extraordinárias são vividas por pessoas comuns, com uma paixão incomum por alguma coisa maior do que elas mesmas.

Você cuida de alguém doente? Cuidado com o stress!

É fato sabido que a maioria das pessoas que cuidam de familiares doentes é composta por mulheres adultas, que em sua maior parte acumulam as responsabilidades com sua própria família. Em muitos casos, a tudo isso ainda vem se somar um trabalho em período parcial ou integral.

Tomar conta de uma pessoa da família pode ser uma responsabilidade extremamente pesada, mesmo que você esteja apta a realizá-la. As demandas físicas e emocionais relacionadas ao trabalho de cuidar de alguém, somadas à necessidade de coordenar pagamentos, trâmites burocráticos junto ao hospital ou assistência médica, consultas médicas e administração de medicamentos podem resultar em sentimentos de frustração, raiva, culpa e, obviamente, total exaustão.

O resultado pode ser um estado de estresse que faz com que seu organismo libere adrenalina e cortisol, podendo resultar em aumento do ritmo cardíaco, nível de açúcar no sangue, pressão arterial e afetar seu sistema imunológico. Embora essas reações sejam uma forma de fazer com que seu corpo funciona em um alto nível de alerta, a sua manutenção por períodos prolongados afetam negativamente seu organismo, tornando seu corpo suscetível a doenças e infecções.

Preste atenção a oito sinais que podem indicar um nível de estresse perigoso em pessoas responsáveis por cuidar de familiares, embora, ironicamente, o maior sinal costume ser a negação de que exista algum problema:

  • Dificuldades em dormir, apesar do cansaço.
  • Irritação provocada por coisas sem importância.
  • Sentimento de estar continuamente exausta, desanimada ou ter recorrentes ataques de resfriado ou problemas estomacais.
  • Reação impaciente ou agressiva contra o doente, por coisas que estão fora de seu controle.
  • Excesso de auto-crítica com relação às suas habilidades e desempenho.
  • Perda de contato com os amigos com quem costumava sair e distanciamento das pessoas da família, que parecem ter uma vida mais fácil que a sua.
  • Descuido com relação às suas responsabilidades pessoais, como esquecimento de pagar contas, por exemplo.
  • Descuido com relação à sua aparência pessoal
  • Abandono dos  interesse e atividades de lazer que costumava praticar
  • Sentimento de depressão e ansiedade a maior parte do tempo​

Ao identificar esses sinais, adote de imediato as recomendações a seguir:

  • Consulte seu médico sobre sua dificuldade em dormir e outros sintomas físicos (ex. dores musculares provocadas pelo esforço de ajudar a pessoa a se movimentar ou constantes surtos de resfriado). Ele vai poder avaliar se você necessita de anti-depressivos.
  • Procure um terapeuta que possa ajudar a desenvolver formas construtivas de lidar com o estresse.
  • Seja realista sobre o que você pode ou quer fazer. Definir seus limites é uma das atitudes mais saudáveis que você pode adotar nessa situação.
  • Mantenha contato social. Se não puder sair, convide seus amigos para um café e um bate-papo.
  • Tenha alguém que possa ficar em seu lugar se você tiver algum problema de saúde ou precisar se ausentar por algum tempo. Pode ser outro membro da família ou um profissional da saúde que preste serviço a domicílio.
  • Use os serviços disponíveis em sua comunidade que possam facilitar sua vida: entregas a domicílio de compras do supermercado e da farmácia, diaristas para limpeza, grupos de apoio e até mesmo voluntários.
  • Sempre que o doente puder fazer algo sozinho, encoraje-o. Você ainda está disponível para ajudá-lo, mas não precisa fazer tudo sozinha.
  • Uma grande parte do trabalho de cuidar de alguém doente envolve algum tipo de esforço físico, com conseqüentes dores musculares. Tente encontrar tempo para sessões semanais de yoga ou alongamento. Se não puder freqüentar uma escola ou academia, habitue-se a fazer exercícios de alongamento em casa.
  • Peça ajuda da família. Não espere que outros familiares se ofereçam e, se isso ocorrer, aceite a ajuda. Diga o que gostaria que eles fizessem, explique como fazer e deixe que saibam que você não vai conseguir cuidar de tudo sozinha.
  • Use toda oportunidade que puder para dar risadas. Assista a comédias e seriados divertidos, escolha leituras que a ajudem a espairecer. Use seu tempo com o doente de forma a tornar mais leve a situação em que tanto você quanto ele se encontram.

Por último, lembre-se de que cada família e cada situação é diferente. Acredite em suas decisões e nas soluções que funcionam melhor para você.

O motivo mais provável para ter tomado para si uma responsabilidade tão pesada é o amor e o carinho que sente pela pessoa que necessita de cuidados. Esse sentimento é certamente recíproco e você pode ter certeza de que ela deseja o seu bem estar, físico, mental e emocional. Não dá para negar que a situação é difícil, mas não perca de vista que a vida continua – permita-se acreditar que tempos melhores virão.

As informações contidas neste site não substituem em hipótese alguma as orientações dadas pelo seu médico. Somente ele está apto a diagnosticar e tratar qualquer problema de saúde.

Socorro! Estou engordando!

Como num passe de mágica, ou de magia negra, no caso, a partir dos 35 – 40 anos a balança começa a acusar aumentos de peso a uma velocidade nunca vista até então. Mesmo pessoas que se mantiveram magras ao longo da vida, começam a notar o ponteiro da balança continuar sua escala ascendente a partir dessa fase.

A explicação é simples: esse ganho de peso é resultado em grande parte da desaceleração do metabolismo, um fato que ocorre naturalmente à medida em que envelhecemos. Ainda que os hábitos alimentares continuem os mesmos, a redução do metabolismo diminui o ritmo com que as calorias são queimadas para gerar energia e esse excedente calórico se transforma em gordura.

A velocidade de nosso metabolismo está diretamente relacionada à nossa massa muscular. Quanto maior a quantidade de músculos em nosso corpo, mais acelerado será nosso processo metabólico. Infelizmente, um dos efeitos colaterais da idade é o envelhecimento da massa muscular. Uma pessoa na faixa dos 70 anos pode pesar o mesmo que pesava quando tinha 25, mas a porcentagem de músculos em seu corpo agora é significativa-mente menor.

Células musculares jovens recuperam-se rapidamente quando danificadas. Com o passar dos anos, essa capacidade diminui e as células musculares encolhem e morrem. Como se isso não bastasse, as células restantes já não são mais tão eficientes na queima de calorias para gerar energia. E existe ainda um outro fator que pode contribuir para a perda das fibras musculares e sua incapacidade de regeneração: a queda nos níveis de hormônios como o estrogênio, testosterona ou hormônio do crescimento.

O declínio da capacidade física começa por volta dos 30 anos e continua ao longo da vida, atingindo um plateau entre os 60 e os 70 anos, voltando a cair mais lentamente depois disso. O ritmo de declínio varia com o nível de condicionamento físico e o estilo de vida de cada um, mas em geral até atingir os 80 anos há uma perda de massa muscular ao redor de 40%, o que provoca redução da taxa metabólica. Infelizmente, não há uma perda correspondente no apetite com o passar dos anos. A maioria das pessoas continua a consumir mais calorias do que necessita – ou do que consegue queimar – ao longo do tempo.

Cada quilo de músculo que se perde representa aproximadamente 100 calorias queimadas a menos por dia. Portanto, se você perder 10 Kg de massa muscular ao longo de 20 anos, acabará com um excedente diário de 1000 calorias. E caso você não saiba, um quilo de gordura equivale a aproximadamente 7500 calorias. Faça as contas. Continue comendo o que sempre comeu e a partir de uma certa idade você pode estar engordando a um ritmo de  quase um quilo por semana…

A boa notícia – sim, existe luz no fim do túnel – é que esses danos podem ser em grande parte revertidos. Exercícios regulares ajudam a preservar a massa muscular – eles não apenas aumentam o tamanho das células musculares como as tornam mais fortes. Estudos realizados com um grupo de homens e mulheres saudáveis entre 62 e 84 anos de idade indicaram um aumento da força muscular de cerca de 57% após um curto período de treinamenito.

Você deveria atacar o problema pelos dois lados: reduzir o consumo calórico através de uma dieta saudável e diversificada e aumentar o ritmo com que seu organismo queima as calorias ingeridas. Antes de iniciar um programa de exercícios mais abrangente, faça uma avaliação médica e procure a orientação de um especialista em condicionamento físico. Ele poderá recomendar a melhor combinação de exercícios para ajudá-lo a queimar calorias, melhorar seu condicionamento respiratório e cardiovascular e aumentar a massa muscular.

E, se você acha que fortalecer seus músculos não passa de uma preocupação estética, se enganou. Além de controlar seu peso, você também vai estar combatendo problemas comuns em pessoas com mais de 75 anos, como a artrite, processos inflamatórios crônicos das articulações e problemas de coluna. E um último lembrete, caso você ache que nada disso se aplica a você: por mais jovem que você seja hoje, se tudo correr bem, você vai chegar lá…

As informações contidas neste site não substituem em hipótese alguma as orientações dadas pelo seu médico. Somente ele está apto a diagnosticar e tratar qualquer problema de saúde.