Chega de stress!

Todo mundo passa por situações de stress, vez ou outra. Algumas pessoas, porém, convivem com o stress em base diária. O problema, é que o stress tem sido considerado uma causa provável – ou no mínimo um acelerador – de inúmeros problemas de saúde, como doenças cardíacas, derrames, doenças auto-imunes, problemas gastrointestinais, diabetes, distúrbio do sono, disfunção sexual. Aprender a reduzir o nível de stress em sua vida pode ser o primeiro passo para ter uma vida mais saudável, mais feliz e possivelmente, mais longa.

Anote as dicas abaixo para reduzir ou controlar o nível de stress:

Seja realista. Adote metas realistas para você. Aprenda a dizer não. Se estiver se sentindo sobrecarregado, tente eliminar uma atividade que não seja absolutamente essencial. Questione se algo precisa ser realmente feito. Questione se o prazo é realista. E pare de assumir responsabilidade por resolver todos os problemas do mundo. Ninguém é perfeito, portanto, não espere que você também o seja. E aprenda a pedir ajuda, quando precisar.

Relaxe. Acostume-se a reservar de 10 a 20 minutos diários para si. Você pode meditar, ouvir música de olhos fechados, ler algo que o tranquilize. Esses poucos momentos de quietude e reflexão irão não apenas reduzir o nível de stress, mas também aumentar sua tolerância a ele.

Visualize. Gaste alguns minutos visualizando como poderia lidar com uma situação de stress de forma mais calma e produtiva. Isso funciona com praticamente tudo, desde uma apresentação importante no trabalho até a mudança para uma nova residência ou um exame de seleção importante. Ensaiar mentalmente como lidar com a situação pode aumentar sua autoconfiança e ajuda-lo a ter uma atitude mais positiva com relação a uma tarefa difícil.

Resolva uma coisa por vez. Quando começar a se sentir sobrecarregado, dedique-se a uma tarefa ou atividade por vez. Faça uma lista das coisas que precisa fazer, começando pelas mais urgentes. Quando terminar a primeira, risque-a da lista e passe para a segunda. O sentimento de alívio e de dever comprido vai servir de  motivação para dar conta das demais tarefas.

Exercite-se. Exercícios regulares ajudam a reduzir o stress e fazem bem para o corpo e para a mente. Bastam 20 a 30 minutos de atividade física para você se sentir relaxado e bem disposto.

Tenha hobbies. Dê uma pausa nas coisas da vida que o estressam e dedique algum tempo a algo que você goste muito de fazer. Pode ser qualquer coisa: jardinagem, pintura, marcenaria, leitura. Melhor ainda, reserve espaço em sua agenda para se dedicar àquilo que o faz feliz.

Adote um estilo de vida saudável. Se alimentar bem faz uma enorme diferença. Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool e cafeína também trazem uma sensível melhora em sua sensação de bem-estar. Esforce-se para ter uma boa noite de sono, ter atividades físicas e equilibrar o trabalho com o lazer.

Fale de seus sentimentos. Abrir seu coração vai fazer você se sentir melhor. Conversar com alguém vai ajuda-lo a relaxar. Ouvir com atenção o que o outro tem a dizer vai tirar o foco de seus problemas – algo que a gente precisa fazer de vem em quando. Mantenha-se perto de sua família e de seus amigos.

Seja flexível. Esperar demais de si próprio ou dos outros quase sempre termina em frustração e desapontamento. Lembre-se de que todo mundo, inclusive você, tem dificuldades e imperfeições. Mas todo mundo, como você, tem também qualidades maravilhosas para compartir com o mundo.

As crianças se foram…e agora?

A instituição do casamento não é mais a mesma…será que está na hora de se repensar alguns aspectos tradicionais do casamento, como o “até que a morte nos separe”, por exemplo?

Durante séculos, uma das principais premissas do casamento era a reprodução e a perpetuação da espécie. E nesse aspecto, continua sendo – a criação dos filhos sob os nossos olhos ainda é uma circunstância primordial do casamento. Mas esse foco ocorre apenas nas primeiras décadas de um relacionamento. Quando o trabalho de criar os filhos se encerra, a preocupação principal dos casais mais velhos é o bem estar do parceiro. Casais que vivem juntos há décadas, normalmente já aprenderam a resolver seus conflitos e este novo estágio da vida, depois que os filhos se foram, representa um recomeço para o relacionamento. Para outros, porém, o casamento pode ter se transformado em uma sequência de dias sem graça e monótonos.

Muitos casais descobrem que o que segurava o casamento eram os filhos e que o papel de pai e mãe – e não o de esposo e esposa – é o que fazia a relação funcionar. Sem os filhos em casa, essa estrutura deixa de fazer sentido e não há muita coisa para por em seu lugar. As mulheres são responsáveis pela maior parte dos processos de separação. E o adultério não parece ser o principal motivo de divórcio entre casais mais velhos. Afinal, o que está acontecendo com os casais grisalhos?

Uma das razões para essa tendência é o aumento da longevidade. Quando olham ao redor para o ninho vazio e vislumbram décadas de vida saudável pela frente, um número cada vez maior de pessoas está decidindo que já cumpriram a obrigação de pais e agora querem cuidar de sua própria vida. Um advogado do direito civil relatou que foi procurado por um homem de 83 anos que queria se divorciar da segunda esposa, de77 anos. Esse cliente queria terminar o seu segundo casamento de 19 anos porque, conforme disse, “não queria viver o resto de sua vida casado com ela”.

Isso está mudando o conceito do tradicional voto de “até que a morte nos separe”, já que muitos casamentos que no passado terminariam com a morte, agora terminam em divórcio. A verdade é que muita gente simplesmente não vivia o suficiente para chegar à crise dos 40 anos de casados. Mas essa não é a única razão. A maioria dos sociólogos aponta que esta geração entrou no casamento com expectativas muito diferentes das gerações anteriores.

No início do século passado, o casamento era visto como uma união econômica. Mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, o conceito de companheirismo passou a ter prioridade, e cada cônjuge tinha um papel definido na união: os maridos eram avaliados quanto à sua capacidade de prover as necessidades da família, enquanto as esposas eram avaliadas quanto às suas habilidades domésticas e maternais. A partir da década de 70, pela primeira vez o casamento passou a ser visto como a oportunidade de cada um preencher suas necessidades pessoais e as pessoas passaram a se ver como indivíduos e não apenas como pais ou como esposo e esposa.

Para quem chega à meia-idade, a síndrome do ninho vazio pode desencadear pensamentos de mortalidade e a percepção de que as oportunidades de realização pessoal estão diminuindo. É natural que uma pessoa infeliz no casamento, ao se imaginar viver por mais 20 ou 30 anos, acabe se perguntando se quer passar esse tempo ao lado do parceiro. Para essas pessoas, há um sentimento de urgência, de que precisam fazer algo a respeito agora, ou nunca mais terão a chance de fazê-lo. Mas muitas pessoas que optam pelo divórcio nesta fase da vida, não avaliam todas as suas consequências.

Alguns aspectos precisam ser cuidadosamente analisados no momento da separação, entre eles alguns de ordem econômica e tributária. O período de criação de patrimônio ficou para trás e a previdência social tem regras rígidas para pagamento do benefício, portanto é preciso cuidado ao avaliar e tomar decisões relacionadas aos bens do casal. É preciso rever os beneficiários de apólices de seguro e planos de previdência privada, por exemplo. Existem ainda uma série de questões de ordem prática, social e emocional que precisam ser resolvidas entre as duas partes. As mulheres tendem a se queixar de aspectos econômicos, os homens, do contato reduzido com os filhos. Ainda assim, muitos divorciados se consideram felizes.

Embora “ficar sozinho” seja o principal receio entre homens e mulheres, para quem não conseguiu continuar casado, são grandes as chances de encontrar um novo parceiro ou parceira. A oferta de atividades sociais, culturais, esportivas e de lazer direcionadas a pessoas mais velhas tem evoluído consistentemente e nos sites de relacionamento, o número de usuários com mais de 50 anos é o que mais tem crescido.

Você cuida de alguém doente? Cuidado com o stress!

É fato sabido que a maioria das pessoas que cuidam de familiares doentes é composta por mulheres adultas, que em sua maior parte acumulam as responsabilidades com sua própria família. Em muitos casos, a tudo isso ainda vem se somar um trabalho em período parcial ou integral.

Tomar conta de uma pessoa da família pode ser uma responsabilidade extremamente pesada, mesmo que você esteja apta a realizá-la. As demandas físicas e emocionais relacionadas ao trabalho de cuidar de alguém, somadas à necessidade de coordenar pagamentos, trâmites burocráticos junto ao hospital ou assistência médica, consultas médicas e administração de medicamentos podem resultar em sentimentos de frustração, raiva, culpa e, obviamente, total exaustão.

O resultado pode ser um estado de estresse que faz com que seu organismo libere adrenalina e cortisol, podendo resultar em aumento do ritmo cardíaco, nível de açúcar no sangue, pressão arterial e afetar seu sistema imunológico. Embora essas reações sejam uma forma de fazer com que seu corpo funciona em um alto nível de alerta, a sua manutenção por períodos prolongados afetam negativamente seu organismo, tornando seu corpo suscetível a doenças e infecções.

Preste atenção a oito sinais que podem indicar um nível de estresse perigoso em pessoas responsáveis por cuidar de familiares, embora, ironicamente, o maior sinal costume ser a negação de que exista algum problema:

  • Dificuldades em dormir, apesar do cansaço.
  • Irritação provocada por coisas sem importância.
  • Sentimento de estar continuamente exausta, desanimada ou ter recorrentes ataques de resfriado ou problemas estomacais.
  • Reação impaciente ou agressiva contra o doente, por coisas que estão fora de seu controle.
  • Excesso de auto-crítica com relação às suas habilidades e desempenho.
  • Perda de contato com os amigos com quem costumava sair e distanciamento das pessoas da família, que parecem ter uma vida mais fácil que a sua.
  • Descuido com relação às suas responsabilidades pessoais, como esquecimento de pagar contas, por exemplo.
  • Descuido com relação à sua aparência pessoal
  • Abandono dos  interesse e atividades de lazer que costumava praticar
  • Sentimento de depressão e ansiedade a maior parte do tempo​

Ao identificar esses sinais, adote de imediato as recomendações a seguir:

  • Consulte seu médico sobre sua dificuldade em dormir e outros sintomas físicos (ex. dores musculares provocadas pelo esforço de ajudar a pessoa a se movimentar ou constantes surtos de resfriado). Ele vai poder avaliar se você necessita de anti-depressivos.
  • Procure um terapeuta que possa ajudar a desenvolver formas construtivas de lidar com o estresse.
  • Seja realista sobre o que você pode ou quer fazer. Definir seus limites é uma das atitudes mais saudáveis que você pode adotar nessa situação.
  • Mantenha contato social. Se não puder sair, convide seus amigos para um café e um bate-papo.
  • Tenha alguém que possa ficar em seu lugar se você tiver algum problema de saúde ou precisar se ausentar por algum tempo. Pode ser outro membro da família ou um profissional da saúde que preste serviço a domicílio.
  • Use os serviços disponíveis em sua comunidade que possam facilitar sua vida: entregas a domicílio de compras do supermercado e da farmácia, diaristas para limpeza, grupos de apoio e até mesmo voluntários.
  • Sempre que o doente puder fazer algo sozinho, encoraje-o. Você ainda está disponível para ajudá-lo, mas não precisa fazer tudo sozinha.
  • Uma grande parte do trabalho de cuidar de alguém doente envolve algum tipo de esforço físico, com conseqüentes dores musculares. Tente encontrar tempo para sessões semanais de yoga ou alongamento. Se não puder freqüentar uma escola ou academia, habitue-se a fazer exercícios de alongamento em casa.
  • Peça ajuda da família. Não espere que outros familiares se ofereçam e, se isso ocorrer, aceite a ajuda. Diga o que gostaria que eles fizessem, explique como fazer e deixe que saibam que você não vai conseguir cuidar de tudo sozinha.
  • Use toda oportunidade que puder para dar risadas. Assista a comédias e seriados divertidos, escolha leituras que a ajudem a espairecer. Use seu tempo com o doente de forma a tornar mais leve a situação em que tanto você quanto ele se encontram.

Por último, lembre-se de que cada família e cada situação é diferente. Acredite em suas decisões e nas soluções que funcionam melhor para você.

O motivo mais provável para ter tomado para si uma responsabilidade tão pesada é o amor e o carinho que sente pela pessoa que necessita de cuidados. Esse sentimento é certamente recíproco e você pode ter certeza de que ela deseja o seu bem estar, físico, mental e emocional. Não dá para negar que a situação é difícil, mas não perca de vista que a vida continua – permita-se acreditar que tempos melhores virão.

As informações contidas neste site não substituem em hipótese alguma as orientações dadas pelo seu médico. Somente ele está apto a diagnosticar e tratar qualquer problema de saúde.

Uma boa hora para mudar

Uma das coisas boas de se atingir a meia-idade é alcançar um estágio da vida com maior liberdade em todos os sentidos: você não tem mais horários fixos e compromissos profissionais, não precisa mais estar próximo à escola dos filhos ou morar perto do trabalho. Você pode ir viver na praia, viajar para lugares que sempre quis conhecer ou até mesmo voltar a estudar. Enfim, é como uma segunda juventude, com experiência e recursos financeiros.

Entre as novas possibilidades a seu alcance, mudar de casa merece uma atenção especial. A decisão de se mudar – seja de uma casa para um apartamento ou da cidade grande para uma região litorânea – geralmente afeta todos os aspectos da vida: a dinâmica familiar, as relações sociais, a área financeira e até mesmo a saúde.

O local onde você vai viver deve estar alinhado ao estilo de vida que você pretende levar. Se você quer continuar trabalhando, não é bom que se mude para um local muito afastado, no qual encontre maior dificuldade em se manter conectado com sua área de atuação. Se tem problemas de saúde, alguns locais específicos podem trazer mais qualidade de vida. 

Se estiver pensando em morar em outro local, vários fatores merecem ser avaliados como parte de seu processo de decisão:

  • Existe algum lugar onde gostaria de viver por razões emocionais ou por ser próximo dos parentes e amigos mais próximos?
  • Existe algum lugar cujo custo de vida e moradia sejam mais interessantes que seu local atual de residência?
  • Você pretende continuar vivendo ali pelo resto de sua vida ou irá se mudar quando ficar mais velho?
  • A região permite que você faça uso de sua experiência e habilidades em um trabalho remunerado ou voluntário?
  • Há boas opções locais em termos culturais, esportivos e de lazer que propiciem a oportunidade de exercer suas atividades de interesse e desenvolver novas amizades?
  • A residência permite que você coloque em prática seus projetos pessoais, como voltar a estudar, ter uma horta ou poder montar uma oficina para pequenos consertos?
  • O local é próximo aos serviços mais utilizados por você? Há um mercado por perto? Os estabelecimentos fazem entregas à domicílio?
  • É uma área segura, com baixo índice de criminalidade? Além da preocupação natural com a segurança física, o nível de criminalidade afeta o comportamento das pessoais mais velhas, que tendem a sair menos de casa que as pessoas mais jovens. Portanto, o medo pode ter um efeito negativo na socialização.
  • Existe uma boa estrutura de transporte local? Uma oferta abundante de transporte público oferece independência a baixo custo para as pessoas que não querem ou não podem mais dirigir.
  • Existe uma boa estrutura de serviços médicos disponíveis? Considere que 30 anos de aposentadoria significam uma fase inicial, ativa e saudável, e uma fase final, de possíveis limitações físicas ou problemas de saúde e você pode necessitar de cuidados médicos mais frequentes.
  • Existem parques e praças nas proximidades? Locais públicos como parques, bibliotecas, centros para a terceira idade e teatros permitem que os residentes se relacionem com outras pessoas com interesses semelhantes e ainda promovem o bem estar físico e mental.
  • As ruas são planas? Caminhar é o segundo modo de locomoção mais utilizado por uma grande parte da população. A falta de calçadas ou calçadas esburacadas e em desnível e de lugares em que se possa descansar ou se abrigar da chuva podem representar uma barreira não apenas para pessoas com restrições físicas, mas para qualquer pessoa que caminhe como forma de se exercitar ou de acessar os serviços locais.
  • Existem oportunidades de engajamento na comunidade, através de serviço voluntário? Atividades voluntárias são importantes não apenas pelo seu valor em si mas também porque são benéficas para a saúde física e mental das pessoas que as praticam.

Essas coisas podem nem parecer tão relevantes agora, mas com o tempo você pode estar menos disposto a ir para longe de casa para comprar pão, preferir que a farmácia entregue seus remédios em casa e reduzir a distância percorrida em suas caminhadas.

Avalie esses fatores cuidadosamente e discuta suas opções com seus familiares, caso esteja prestes a comprar, construir ou reformar sua casa. As decisões que tomar agora irão determinar por quanto tempo você poderá viver nela de forma autônoma e segura. 

Sozinho na hora da aposentadoria

Pessoas próximas à aposentadoria têm muita coisa com que se preocupar. Precisam ter certeza de que pouparam o suficiente para cobrir suas despesas, incluindo os possíveis aumentos dos custos de saúde, e pensar em como distribuir seus bens quando se forem. E quem vive sozinho precisa enfrentar tudo isso sem o apoio de um parceiro. Você talvez tenha chegado à aposentadoria sozinho por ter preferido não se casar, por ter passado por um divórcio ou por ter perdido seu cônjuge. Qualquer que seja a razão, você precisa se preparar para administrar essa situação da forma mais produtiva e serena possível.

Muitas pessoas vivem sozinhas há muito tempo e já estão habituadas a tomar decisões financeiras por conta própria, sem contarem com alguém para lançar outra perspectiva sobre o assunto ou propor uma alternativa mais interessante.  Para quem não tem filhos, alguns aspectos podem ser até mais fáceis, já que deixa de existir a preocupação com os custos de  educação ou a necessidade de assistência financeira no início da vida adulta dos mesmos. Por outro lado, será preciso planejar com muito cuidado a questão de cuidados médicos e assistência em casos de doenças mais sérias ou incapacidade física. Uma opção para quem não pode contar com o suporte do cônjuge é contratar uma assistência médica que inclua cuidados médicos prolongados em casa ou em instituições especializadas.

Pessoas que vivem sozinhas também precisam ter procurações para que algum familiar ou amigo possa tomar decisões financeiras ou médicas em seu lugar, caso estejam incapacitadas para fazê-lo. Uma pessoa casada conta com seu esposo ou esposa para tomar esse tipo de decisão, mas quem é sozinho precisa decidir antecipadamente a quem vai confiar essa responsabilidade.

Pessoas recém-divorciadas ou viúvas enfrentam dificuldades adicionais. Para começar, elas frequentemente precisam retomar o controle das finanças rapidamente. Em muitos casais, a administração financeira fica a cargo de um dos cônjuges, enquanto o outro nem mesmo acompanha o que está acontecendo com as receitas, as despesas e o patrimônio comum.

O melhor momento para resolver essa situação é antes que ela ocorra. Certifique-se de que vocês dois estejam envolvidos na administração financeira. No mínimo, o cônjuge responsável pelas finanças deveria manter – em local seguro e de conhecimento de ambos – uma lista das contas bancárias, contatos e a localização de documentos importantes.

Retomar o controle rapidamente é crucial, porque um divórcio ou a perda do cônjuge irão provavelmente alterar significativamente seus recursos e planejamento financeiros. Algumas despesas se manterão, mas outras serão reduzidas ou eliminadas. É possível que você passe a ter gastos que antes não existiam, como salários com prestadores de serviços domésticos ou com alimentação.

Em caso de falecimento do cônjuge, é possível que você passe a receber benefícios de aposentadoria ou de seguro de vida. Em caso de divórcio, o casal terá que arcar com despesas legais da separação e com a divisão dos bens.

Qualquer uma dessas situações irá requerer uma reavaliação de seu orçamento, incluindo receitas e despesas mensais e a adoção de medidas necessárias para adequar seu nível de gastos às suas receitas atuais.

Evite tomar decisões financeiras de grande impacto em um momento como este. Um divórcio ou a morte do cônjuge trazem enorme carga emocional e é preciso cuidado para não tomar decisões impulsivas que serão lamentadas mais tarde.

Espere dois ou três meses para tomar decisões definitivas sobre os aspectos mais importantes de sua vida. Aproveite esse período para rever alguns documentos importantes, como procurações, testamentos, beneficiários em planos de previdência ou seguro de vida, por exemplo, para ter certeza de que eles continuam a refletir seus desejos.

Estar sozinho no momento da aposentadoria representa um desafio mas esse pensamento não deve impedi-lo de buscar seus objetivos de vida. O segredo está em ajustar seu planejamento financeiro de modo a refletir a realidade de suas circunstâncias e a atender seus objetivos e necessidades individuais, quaisquer que sejam eles.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

Quando a aposentadoria não é o que você esperava

A aposentadoria está chegando e você está confiante de que juntou recursos financeiros para viver tranqüilo pelo resto da vida. Mas agora você começa a se perguntar o que vai fazer com todo o tempo livre que terá pela frente. Como se preparar para essa nova fase da vida?

A maioria das pessoas acredita que o planejamento da aposentadoria se limita ao aspecto financeiro. E passa anos planejando, executando e acompanhando seus investimentos, confiante de que está preparada para a vida pós-aposentadoria. Mas quem disse que dinheiro é tudo?

Tão ou mais importante do que assegurar recursos financeiros é se preparar para viver uma vida ativa e produtiva nos anos que virão. E esse processo deve começar muito antes do momento de parar de trabalhar porque a realidade da aposentadoria costuma ser muito diferente do que se imagina.

Muita gente acredita que, tendo juntado o suficiente para garantir uma aposentadoria tranquila, basta parar de trabalhar e começar a aproveitar a vida. Mas as pessoas subestimam o papel que o trabalho representa em suas vidas. Através do trabalho as pessoas estruturam seu tempo e desenvolvem o sentimento de fazer parte de um grupo e de compartilhar um objetivo em comum.

Não há nada de errado em querer aproveitar o tempo para descansar ou viajar, mas a novidade desse estilo de vida se desgasta rapidamente. Planeje descansar por um período – afinal, você merece se dar um tempo depois de anos de trabalho. Mas, depois disso, encontre formas de se sentir produtivo.

O sentimento de vazio e frustração que pode resultar da falta de propósito e ocupação durante a aposentadoria pode resultar em abuso de substâncias químicas ou tempo excessivo em frente à televisão, por exemplo. Algumas vezes, o aposentado desenvolve uma dependência em relação ao cônjuge ou desenvolve hábitos que tornam difícil a convivência do casal.

O trabalho depois de aposentado pode tomar várias formas. Você pode continuar trabalhando para a mesma empresa, em meio-período ou como consultor. Ou se oferecer como voluntário em projetos sociais da comunidade. Você pode ainda voltar a estudar ou usar seu conhecimento para ensinar.

Nossa vida é feita de rotinas e rituais e eles fazem parte de quem somos. Todo mundo precisa de estrutura em sua vida, mesmo quem não trabalha. Adote um horário para acordar e para as principais refeições. Mantenha ativos seus vínculos sociais. Continue a praticar esportes, ir ao cinema, ao shopping ou a jogos de futebol, como fazia antes. Não há motivo para abandonar o que lhe dava prazer, só porque deixou de trabalhar.

Se seu círculo de amizades girava em torno do escritório, está na hora de criar novos amigos. Junte-se a grupos que desenvolvam uma atividade de seu interesse. Inscreva-se em cursos – você vai aprender coisas novas ao mesmo tempo em que faz novos amigos. E aproveite para conviver com seus familiares.

Com tudo isso é bem provável que você descubra que a aposentadoria é muito mais interessante do que você imaginava.

Carinho faz bem à saúde

Está cientificamente comprovada a importância das relações afetivas para a saúde física e mental das pessoas. Nosso estilo de vida moderno tem resultado em famílias desfeitas e no distanciamento de pessoas que até então faziam parte de nosso círculo familiar e social. 

A estrutura familiar tem mudado face às mudanças de nosso estilo de vida. É cada vez mais comum encontrarmos famílias em um segundo ou até mesmo terceiro casamento, crianças convivendo com as famílias dos pais biológicos e adotivos. Ao mesmo tempo em que isso propicia uma extensão do círculo social e familiar, também contribui para o enfraquecimento ou a dissolução de laços familiares importantes para todos os envolvidos. 

Esse processo, natural para a dinâmica familiar, pode ter um impacto maior nas pessoas que chegaram ou se aproximam da terceira idade.  

Amigos e contatos sociais de qualquer natureza são fundamentais em qualquer época de nossas vidas. A sua presença ao nosso redor nos faz sentir amados, apoiados e valorizados, sentimentos essenciais para a nossa saúde física e emocional. Ao mesmo tempo, amigos nos dão a oportunidade de retribuirmos esses sentimentos, o que nos dá a sensação de propósito de vida e facilitam nossa adaptação às diferentes fases pelas quais passamos.

Nós deveríamos ser capazes de manter um bom círculo de relações sociais ao longo do tempo e ajustá-las à medida em que nossos objetivos de vida e necessidades se transformam. Por que não adotar algumas das dicas abaixo?

  • Cultive e amplie suas relações sociais, em todos os níveis
  • Desenvolva e mantenha um relacionamento com as várias gerações da família
  • Aprenda a cuidar dos outros sem se deixar aprisionar por eles
  • Envolva-se com assuntos de interesse social 
  • Aprenda a se divertir com as coisas mais simples
  • Respeite as particularidades de todos os membros da família
  • Desenvolva interesses que extrapolem seu papel na família ou no trabalho
  • Mantenha os interesses e hobbies que já tinha mas desenvolva alguns novos!
  • Abra mão de relacionamentos estressantes ou prejudiciais à sua paz de espírito
  • Fique atento às oportunidades de prestar ajuda – de qualquer tipo – mas saiba também recebê-la
  • Reorganize suas atividades sociais quando deixar de trabalhar: substitua as que não lhe gratificam mais por outras mas, por favor, não deixe de ter atividades sociais fora do âmbito familiar
  • Esteja preparado para o melhor e o pior do futuro e ajude as pessoas próximas a você a fazer o mesmo 

Construa, alimente e fortaleça uma base de relacionamentos sólidos – invista neles o máximo que puder e poderá usufruir dos rendimentos pelo resto de sua vida.

As informações contidas neste site não substituem em hipótese alguma as orientações dadas pelo seu médico. Somente ele está apto a diagnosticar e tratar qualquer problema de saúde.