Você cuida bem de seus investimentos?

Economizar é o primeiro grande passo para ter segurança financeira durante a aposentadoria, mas decidir onde aplicar esse dinheiro é ainda mais crítico. Nada afeta mais a capacidade de seu portfolio sustentar sua aposentadoria do que a alocação que você faz dos seus ativos.

Você não precisa se tornar um consultor financeiro, mas deve ter noções básicas de como essa área funciona.

Antes porém de montar uma carteira de investimentos, pense em criar seu fundo de emergência – uma reserva financeira para cobrir imprevistos como a perda do emprego ou problemas de saúde. Seu fundo de emergência deveria ser suficiente para cobrir as despesas mensais por um período de 3 a 6 meses e estar aplicado em ativos seguros de alta liquidez, que possam ser resgatados rapidamente

Horizonte de investimento

Quanto tempo seu dinheiro pode ficar investido até você precisar dele? Esse é seu horizonte de investimento e ele determina o nível de risco – e de retorno – de sua carteira. Alguém que vai se aposentar em 2 anos, passando a ter menos oportunidades para aumentar ou reconstruir seu patrimônio, será muito mais conservador do que alguém com 25 anos de idade e que esteja começando a crescer profissionalmente.

Investidores jovens, com um longo horizonte de investimento pela frente, devem dar preferência a um portfólio mais agressivo. O seu foco vai ser crescimento, com maior participação de produtos de renda variável, mas deve incluir diferentes classes de ativos, para melhorar a performance e reduzir a volatilidade.

Um portfolio conservador é o mais indicado para pessoas já próximas da aposentadoria, e o seu foco está não apenas no crescimento mas principalmente na preservação do capital. Um portfolio conservador irá ter predominância de produtos de renda fixa.

Necessidade de liquidez

Ao decidir onde investir seu dinheiro, você deve ter em mente seus objetivos de curto, médio e longo prazos. Ao mesmo tempo em que deseja economizar para a casa de campo, você terá que poupar o suficiente para trocar de carro daqui a dois anos. Essa perspectiva irá ajudá-lo a selecionar aplicações cuja liquidez seja compatível com o horizonte de seus objetivos, ao mesmo tempo em que otimiza a questão fiscal.

Perfil de risco do investidor

Você deve conhecer o ditado “Não existe almoço grátis.” Isso, aplicado a seus investimentos, significa que quanto maior o retorno oferecido, maior o risco. Tente ficar longe de investimentos que o façam perder o sono pensando em possíveis prejuízos, mas seja realista: retornos maiores exigem certa margem de risco.  As pessoas precisam conhecer sua tolerância a riscos e escolher com cuidado produtos de investimento compatíveis com seu perfil. Afinal de contas, sofrer com os altos e baixos do mercado resulta em decisões precipitadas de compra e venda de ativos, o que costuma resultar em perda de rentabilidade.

Diversificação do Portfólio

As pessoas tendem a subestimar a importância de diversificar seu portfólio. A idéia por detrás da diversificação é distribuir seu dinheiro entre classes de ativos que tenham pouca coisa em comum entre si, de modo que as varíaveis do mercado e da economia não afetem todos eles da mesma forma, simultaneamente. Isso significa, por exemplo, ter produtos de renda fixa, multimercados e renda variável.

Sua carteira também deve ter produtos de curto, médio e longo prazos, conforme seus objetivos financeiros, até porque investimentos de longo prazo tendem a oferecer vantagens fiscais, o que gera melhor rentabilidade.

Acompanhamento

Por último, revise sua alocação de ativos periodicamente. Mudanças no cenário econômico, tanto interno quanto externo, podem desbalancear seu portfolio e demandar realocações em seus investimentos. Uma vez por ano, certifique-se de que seu portfolio reflete seu horizonte de investimento, sua tolerância a riscos e suas prioridades.

Nesse momento, pode ser necessário rebalanceá-lo, vendendo ativos que se valorizaram e comprando ativos cujo preço de mercado esteja interessante, de modo a preservar a sua estratégia de investimentos.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

Estratégias financeiras para você adotar agora

Pouca gente planeja com cuidado sua aposentadoria mas as estratégias abaixo podem ser o empurrãozinho que você precisava para pensar seriamente no assunto.

1. Deposite parte de seu salário diretamente em seu plano de previdência.

O jeito mais simples e efetivo para poupar para a aposentadoria é programar depósitos automáticos em seu plano de aposentadoria, assim que seu salário cair em sua conta corrente. Se você não tiver um plano de previdência, esse é um bom momento para começar um. Não sabe qual? O artigo PGBL ou VGBL  vai ajudá-lo a escolher. Se já tiver um plano, considere a possibilidade de aumentar seu percentual de contribuição.

2.  Tire proveito das vantagens fiscais.

Um dos maiores benefícios do PGBL é o diferimento do pagamento do IR para o momento do resgate. Além disso, tanto o PGBL quanto o VGBL oferecem a opção pelo regime tributário regressivo, no qual a alíquota de IR cai com o passar do tempo, chegando a 10% ao final de 10 anos.

3. Simplifique seus investimentos.

Poucas pessoas são realmente experts em finanças e conseguem administrar uma carteira de investimentos muito diversificada. Considere consolidar todas as suas contas em um único lugar para facilitar a escolha da melhor estratégia de investimentos. Se o tamanho de seu portfólio justificar, pode valer a pena pedir a um consultor financeiro para analisar sua carteira e recomendar os ajustes necessários.

4. Reduza seus custos de investimentos.

É difícil controlar o retorno de seus investimentos, mas você pode controlar os custos envolvidos em sua administração. Nos tempos de altas taxas de juros, o percentual cobrado para administração de suas aplicações não tinha um impacto tão grande na rentabilidade da carteira mas hoje isso é diferente. Com taxas de juros menores, qualquer 0.5% de redução nas taxas de administração representam um aumento considerável na rentabilidade de seus investimentos.

5. Redistribua seu portfólio.

Com tantas mudanças na economia impactanto a rentabilidade de seus investimentos, é bem provável que a distribuição de seus investimentos tenha sido alterada ao longo do ano. Este é um bom momento para analisar como está sua carteira e realocar seus investimentos para que estejam alinhados com seus objetivos financeiros, seu horizonte de investimento e sua tolerância a riscos.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

Mudanças no horizonte

De repente, sua aposentadoria está chegando. Depois de planejar por longo tempo como seria parar de trabalhar, você descobre que o processo de parar de contar com um hollerith e começar a viver de suas economias é mais complicado do que você imaginava.

A primeira pergunta a ser fazer é quando você deveria começar a planejar a aposentadoria. A maioria dos experts recomenda começar esse planejamento pelo menos dois anos antes do momento de se aposentar. Quanto mais tempo você tiver para se preparar, mais fácil será conseguir fazer as coisas que imaginou.

Uma vez decidido o cronograma, está na hora de considerar 3 áreas críticas relacionadas à aposentadoria:

  • Necessidade financeira: com que fontes de receita você espera contar? Qual será o valor de seu benefício do INSS? Você vai ter uma previdência privada? Vai ter outras fontes de renda?
  • Qual será o tamanho de suas despesas? De modo geral, as despesas de uma pessoa ao se aposentar representam cerca de 80% de suas despesas quando na ativa, mas isso depende do estilo de vida que ela planeja ter dali para a frente. Se você pretende viajar regularmente, provavelmente suas despesas serão iguais ao até mesmo superiores ao patamar atual. Se, por outro lado, você está pensando em se mudar para uma cidade do interior ou para uma casa menor, suas necessidades financeiras serão consideravelmente menores. O importante é fazer uma avaliação realista de quanto dinheiro você irá necessitar.
  • Qual é a sua expectativa de vida?  Quando o conceito de aposentadoria surgiu, as pessoas, com sorte, viviam até os 65 anos. Agora, as pessoas estão chegando aos 80, 90 e até mesmo aos 100 anos. Sua longevidade vai impactar sua necessidade financeira durante a aposentadoria, já que quanto mais você viver, de mais dinheiro irá precisar.

Suas respostas a essas 3 perguntas irão indicar se a idéia de parar de trabalhar é viável. Se for, está na hora de começar a considerar cuidadosamente alguns aspectos:

Avalie seu plano de saúde

Pessoas que param de trabalhar costumam fazer uso mais intensivo do plano de assistência médica e de medicamentos. Antes de parar de trabalhar, converse com a área de Recursos Humanos de sua empresa para entender sua situação com relação ao plano de saúde corporativo. Você vai poder manter esse plano? Com a mesma cobertura? Pagando quanto e por quanto tempo?

Se não puder contar com o plano da empresa, avalie se pode adquirir um plano da mesma operadora, mas como pessoa física. Muitas vezes, isso resulta em custos menores e isenção de carências para uso de todos os benefícios. De qualquer maneira, solicite propostas de outras empresas para poder comparar o nível de cobertura e os custos envolvidos. E lembre-se de que as características de utilização dos serviços de saúde mudam ao longo do tempo e é importante entender o que faz parte da cobertura do plano antes de assinar o contrato.

Pense no que gostaria de fazer

Decida como você gostaria de gastar seu tempo quando não tiver que trabalhar todos os dias. Dormir até mais tarde, assistir a sessão da tarde na TV ou cuidar do jardim podem parecer algo tentador quando se está na ativa, mas a situação pode perder todo o seu atrativo quando isso é a única coisa que se imagina fazer por 20 ou 30 anos. É cada vez maior o número de aposentados que desenvolvem atividades regulares quando param de trabalhar, seja para completar sua renda ou por desejo de realização pessoal.

Muitas pessoas começam a se envolver com uma segunda atividade quando ainda estão trabalhando, em seus momentos livres. Isso permite avaliar se é mesmo isso que gostariam de fazer depois, em tempo integral. Trabalhar enquanto se começa a fazer algo novo é vantajoso por vários outros motivos: você pode fazer uso do networking profissional, ter acesso a organizações que estariam fora de seu alcance de outra forma e, talvez o mais importante, poder contar com seu salário nos momentos iniciais, quando o retorno financeiro de uma nova atividade ainda é incerto.

Avalie sua situação financeira

É fácil se aposentar quando se juntou tanto dinheiro que não importa o estilo de vida que se leve ou quantos anos de vida se tenha pela frente. Mas, para a grande maioria das pessoas, essa quantia de dinheiro está fora do alcance. Ainda assim, mesmo que suas economias somadas ao benefício do INSS não sejam suficientes para bancar o estilo de vida que você gostaria de ter, é possível usar o tempo que falta a seu favor.

Você pode aumentar seu ritmo de poupança durante os anos que faltam para se aposentar. Ou adiar a aposentadoria por alguns anos para aumentar suas economias. Talvez você possa reduzir seu nível atual de despesas ou, se nada disso for possível, assumir um estilo de vida mais simples no futuro ou buscar alguma atividade remunerada para complementar sua aposentadoria.

Reexamine a alocação de seus investimentos

Você pode viver até os 80 ou 90 anos, e o mesmo deveria acontecer com suas economias. Segundo os especialistas, o tempo que você leva economizando responde por 10% do retorno de seus investimentos, enquanto a forma como você investe é responsável pelos outros 90%! Investir com cuidado, portanto, pode fazer toda a diferença nesse sentido.

A partir do momento em que para de economizar e começa a gastar o dinheiro que guardou por tanto tempo, a preocupação da maioria das pessoas é assegurar que o suas economias não irão perder seu poder aquisitivo ao longo do tempo.

É preciso avaliar cuidadosamente onde você vai alocar o seu dinheiro. Aplicações com maiores retornos financeiros significam maior risco, mas você já não pode esperar muito tempo para recuperar possíveis perdas financeiras. Por outro lado, aplicações excessivamente conservadoras, podem significar que seu dinheiro está perdendo para a inflação. Mantenha a maior parte de seu dinheiro em aplicações seguras, com menor rentabilidade, mas considere investir uma pequena parcela de suas economias em produtos que tragam retorno acima da inflação, embora com mais riscos, como os fundos multimercados ou até mesmo ações. Converse com o gerente de seu banco sobre as melhores opções para a sua situação específica. E por último, acompanhe de perto a rentabilidade de seus investimentos e faça os ajustes necessários sempre que for necessário.

Resgate seus relacionamentos sociais

É natural que, ao longo do tempo, seus relacionamentos sociais mudem para refletir os diferentes estágios de sua vida. Quando o trabalho já não ocupa a maior parte de nossos dias, a importância dos relacionamentos sociais para a nossa saúde emocional fica ainda mais evidente.

Os relacionamentos sociais e familiares são uma parte crucial da vida, em qualquer idade e vínculos afetivos de longa data oferecem um sentimento de continuidade e facilitam a adaptação às mudanças características dessa , fase da vida, como parar de trabalhar, mudar de residência ou perder alguém da família.

Cultive seus relacionamentos sociais e busque oportunidades para ampliá-los. Estreite seu relacionamento com familiares de diferentes gerações.

Mas o engajamento social vai além dos laços afetivos com amigos ou familiares. Envolva-se com questões sociais importantes para você e contribua da forma que puder – emocional, social ou financeiramente.

Prepare-se para o futuro – para os momentos felizes ou as horas difíceis – mas não se esqueça que, por mais preparado que você esteja, no fundo são os imprevistos que acabam tornando a vida mais interessante.

Por que as mulheres precisam de mais dinheiro que os homens

O que você quer primeiro: a boa ou a má notícia? A boa notícia para as mulheres é que elas vivem mais tempo que os homens. A má notícia, é que vão precisar de mais dinheiro que eles para cobrir os gastos dessa maior expectativa de vida.

As mulheres tendem a viver, na média, quase 8 anos a mais que seus parceiros. Dados do IBGE indicam que 58% das mulheres estarão sozinhas a partir dos 70 anos, contra 19% dos homens. A combinação desses dois fatores: viver mais e estar sozinha significa que as mulheres precisam contar com mais recursos financeiros do que a maioria dos homens.

Infelizmente, muitas mulheres não se preocupam em aprender a lidar com o dinheiro até que a necessidade bata à porta. As mulheres comumente subestimam seu patamar de despesas durante a aposentadoria, acreditando que poderão  reduzir seus gastos, e superestimam o alcance de suas receitas, acreditando poder viver somente com a previdência social.

Há varias razões por detrás das dificuldades encontradas por muitas mulheres a partir da meia-idade:

  • As mulheres ganham significativamente menos que os homens. Dados do IBGE indicam que o salário das mulheres corresponde a cerca de 70% do salário dos homens. Com valores menores de contribuição, o valor do benefício da previdência social é também reduzido.
  • O desemprego atinge mais as mulheres do que os homens. Com menor tempo de contribuição, o benefício da previdência social é postergado e reduzido.
  • As mulheres são mais propensas a parar de trabalhar para cuidar da família, de familiares doentes ou acompanhar a carreira do marido. Essas interrupções resultam em uma carreira mais lenta, com salários menores.
  • As mulheres tendem a receber benefícios – tanto da previdência social quanto da previdência privada – menores do que os dos homens, já que o valor do benefício depende do tempo trabalhado e do salário de contribuição.
  • As mulheres costumam contar com a previdência privada do marido, mas o valor recebido irá depender do desenho do plano contratado e pode ser drasticamente reduzido no caso de morte do participante.
  • As mulheres tendem a ser mais conservadoras que os homens em seus investimentos e a receber taxas mais baixas de retorno sobre seus investimentos ao longo do tempo.
  • A maioria das mulheres deixa a responsabilidade pela administração das finanças do casal para o marido, esquecendo-se de que elas serão diretamente afetadas pela qualidade desse planejamento financeiro.

Convencida de que não pode deixar seu futuro financeiro ao acaso? Boa menina! Independente de seu estado civil, adote desde já os cuidados abaixo para viver com tranquilidade seus anos de aposentadoria:

  • Fique atenta ao benefício de previdência privada ao considerar suas opções de emprego, dando preferência a empresas que ofereçam o plano e que contribuam para ele.
  • Trabalhe o maior tempo possível com o maior salário possível, para elevar o valor não apenas de sua previdência privada mas também da aposentadoria oficial.
  • Habitue-se a poupar de forma regular, por menor que seja o valor.
  • Entenda o impacto que a perda de seu companheiro – por divórcio ou viuvez – terá em sua saúde financeira. Saiba o que ocorrerá com os benefícios de previdência social, previdência privada, seguro de vida, seguro saúde, etc. nessas situações.
  • Aprenda a administrar suas finanças pessoais: crie e controle seu orçamento doméstico, monitore seu movimento bancário. Mesmo que um contador o faça, acompanhe o processo de declaração do Imposto de Renda.
  • Envolva-se nas decisões financeiras da família. Conheça seus ativos e passivos e saiba como seus recursos estão sendo administrados.
  • Assuma um papel ativo na administração dos recursos da família. Isso significa entender e participar da decisão sobre investimentos mas também planejar e contribuir para o pagamentos de dívidas.
  • Busque educação financeira – leia artigos sobre finanças na internet, em revistas ou livros. Peça ajuda a seu parceiro, filhos, contador, gerente do banco, mas não se isente desse processo.

Nossa geração está redefinindo o conceito de aposentadoria. Nós vamos viver mais que as gerações passadas e queremos trabalhar e nos manter ativas por mais tempo. Nossa visão de futuro inclui conquistas, desafios e qualidade de vida, mas transformar essa expectativa em realidade significa assumir, desde já, a responsabilidade pelo nosso futuro financeiro.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

Dez passos para quitar suas dívidas e sair do vermelho

Quando se trata de sair do vermelho, não existe nenhuma fórmula mágica que funcione para todo mundo. Se você estiver enfrentando essa situação no momento, console-se, você não está sozinho.  O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou recentemente que cerca de 50% dos brasileiros estão endividados e, para alguns desses brasileiros, a dívida pode chegar a cinco vezes o valor de sua renda mensal!

A boa notícia é que é possível sair desse buraco aparentemente sem fundo. A má notícia é que vai ser preciso esforço e muita disciplina para sair do vermelho e uma disciplina maior ainda para continuar fora dele. Ainda animado para mudar sua relação com o dinheiro? Ótimo! Os dez passos abaixo vão guiá-lo até a luz no fim do túnel.

Passo 1:  Tenha um orçamento doméstico

Você já sabia disso mas agora, é para valer. Você precisa ter uma orçamento doméstico, por mais simples que ele seja. Liste todas as suas despesas e todas as suas receitas. Não se esqueça de incluir dívidas, impostos e as despesas esporádicas como seguro do automóvel, IPVA, etc. Essa é a única maneira de saber tudo o que tem para pagar, quanto dinheiro terá para pagar essas despesas e avaliar onde e como está gastando seu dinheiro.

Passo 2:  Saiba o tamanho da encrenca

Esta é possivelmente a pior parte de todo o processo de sanar suas dívidas – descobrir quanto você deve.  Faça uma lista com tudo o que estiver com pagamento atrasado: cartões de crédito, contas da casa, contas médicas, prestações, carnês, cheque especial, saldo negativo no banco, etc. Para cada item da lista, coloque o valor do pagamento mensal, taxa de juros e o total devido. Atualize essa lista mensalmente, à medida que for abatendo parte da dívida. Você vai se sentir muito bem ao ver o saldo final ficar menor a cada mês.

No caso das dívidas sobre as quais incidem multas e juros, como cartões de crédito, prestações, etc, contate a instituição e peça um levantamento – por escrito – com o detalhamento da dívida: valor principal, juros e quaisquer outras taxas cobradas. Isso é necessário porque é comum que instituições financeiras incluam taxas de cobrança ou advocatícias que não fazem parte da dívida original. Além disso, esses documentos fornecidos pelos credores podem ser úteis, em caso de uma disputa judicial.

Se você precisar, peça ajuda a alguém que conheça o assunto ou procure os órgãos de proteção ao consumidor, como o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) ou o Procon. Pronto, por pior que seja o cenário, ele agora é conhecido e você tem um ponto de partida para voltar ao azul.

Passo 3: Corte seus gastos

Como você já imaginava, não dá para falar em pagar dívidas gastando a mesma coisa que levou você até elas. Classifique as despesas que você incluiu em seu orçamento doméstico em 3 categorias: imprescindíveis (alimentação, aluguel, água, luz, mensalidade escolar, etc.); desejáveis (academia, TV a cabo, assinatura de jornal, etc.) e supérfluas (cinema, restaurantes, viagens, etc.). Não preciso dizer que cabe a cada um definir o que é imprescindível, desejável ou supérfluo, de acordo com seu estilo de vida, mas se você incluir tudo no item imprescindíveis, o caminho para a recuperação vai ser muito, muito árduo!

Começando pelos itens supérfluos e prosseguindo para os desejáveis e imprescindíveis, decida quais deles podem ser eliminados. Você pode alugar DVDs ao invés de ir ao cinema. Por que não cancelar a academia, onde você não vai há dois meses? É possível vender um dos carros e viver com um carro só? Se não puder cortá-los totalmente, como é provavelmente o caso dos itens imprescindíveis, encontre maneiras de pelo menos reduzir o total gasto. É possível encontrar um apartamento com aluguel mais baixo? Encontrar maneiras de reduzir o consumo de energia elétrica?

Corte o máximo possível em todas as categorias mas um conselho: permita-se alguns itens de lazer que custem pouco. Quase ninguém consegue viver sem atividades sociais ou recreativas pelo tempo necessário para se livrar de todas as dívidas.

Passo 4: Tente parar o sangramento

Quando suas dívidas mensais são apenas levemente superiores à sua receita no período, é possível recuperar sua saúde financeira com o uso de disciplina, mas sem medidas extremamente severas. Situações críticas, entretanto, podem exigir um curso de ação mais drástico e imediato. Se tiver investimentos, resgate-os para quitar suas dívidas em parte ou na totalidade. É muito pouco provável que o retorno financeiro de suas aplicações superem as taxas de juros que incidem sobre cartões de crédito ou cheque especial. Se não possuir investimentos, considere vender outros ativos, como veículos ou imóveis de lazer. Essa é uma maneira drástica mas efetiva de reduzir o sangramento representado pelo pagamento de juros sobre juros aplicados sobre o total devido ou até mesmo de evitar a perda definitiva de algum bem.

Passo 5: Renegocie o valor da dívida

Contate seus credores e convença-os de que deseja quitar sua dívidas mas precisa de ajuda para fazê-lo. Este não é o momento para se sentir constrangido – você e metade do mundo estão tendo dificuldades em fazer o dinheiro chegar ao final do mês. Isso se você ainda estiver empregado. As instituições financeiras estão acompanhando a situação econômica global e estão sensibilizadas – ou no mínimo acostumadas – com a situação de pessoas como você, o que as torna dispostas a negociar para receber pelo menos em parte o que lhes é devido. Nesse cenário, é possível que elas aumentem o número de parcelas, ofereçam descontos nos juros ou até mesmo no valor do principal.

Ao negociar, avalie com atenção se o que está sendo proposto é justo – mais uma vez, peça ajuda a conhecidos ou órgãos de proteção ao consumidor. Se for justo, avalie se você poderá arcar com o que está sendo proposto e leia com atenção as cláusulas do contrato – de nada adianta uma excelente negociação se você não puder cumprir a sua parte do acordo.

Passo 6: Troque sua dívida por outra melhor

Para a maioria das pessoas endividadas, o cartão de crédito ou cheque especial aparece no topo da lista de valores devidos – seja pelo montante representado, seja pelo valor das taxas de juros cobradas, normalmente absurdamente altos.

Se você tiver seguido a recomendação anterior e tentado renegociar sua dívida, deve ter percebido que as administradoras de cartão de crédito raramente aceitam uma renegociação e preferem que você continue pagando o valor mínimo da fatura. Essa é a pior coisa a fazer com esse tipo de dívida. Pesquise as taxas de juros cobradas pelas várias instituições e obtenha um empréstimo pessoal com o banco que praticar as menores taxas. Ao comparar as taxas, leve também em consideração as tarifas envolvidas no processo, como a de abertura de crédito, por exemplo. Dessa forma, você estará trocando uma dívida de custo altíssimo como a do cartão de crédito ou cheque especial por outra de custo bem mais barato. Se for o caso, use parte desse empréstimo para pagar todas as dívidas cujas taxas de juros sejam superiores às do empréstimo contratado.

Passo 7:  Evite seus maiores inimigos

Para muitas pessoas, o limite de gastos mensais é o limite imposto pela administradora do cartão de crédito e não pelo seu salário. E com taxas de juros que passam frequentemente de 150% ao ano, entrar no crédito rotativo – aquele sistema em que você paga o valor mínimo ou um valor menor do que o total da fatura – pode fazer com que em pouco tempo você esteja devendo o dobro do que gastou.

Pense no cartão de crédito como uma forma de comprar agora para pagar em até 30 dias algo cujo valor você poderia pagar integralmente neste momento sem abrir um buraco em suas finanças. Se você não tiver condições de gastar esse dinheiro agora, como conseguirá arcar com essa despesa no futuro? Parcelar no cartão, mesmo sem juros, também não é uma boa idéia, porque no mês que vem você não vai resistir ao celular que pode ser parcelado em 3 vezes, sem lembrar que já existem parcelas de outras compras irresistíveis feitas no meses anteriores.

O cartão de crédito pode ser uma ferramenta muito útil. Algumas situações requerem cartão de crédito, como a reserva de hotéis, por exemplo. Além disso, pagar tudo com cartão de crédito permite centralizar o pagamento de seus gastos em datas específicas do mês, o que facilita seu planejamento financeiro. Isso sem falar na possibilidade de juntar milhas e trocá-las por viagens ou outros tipos de benefícios. Mas, considerando os riscos envolvidos, ele só deveria ser usado por quem entende que só deve gastar no cartão aquilo que pode pagar na data do vencimento da fatura.  Usá-lo com inteligência, checando seu extrato semanalmente para manter seus gastos dentro do que você pode pagar e pagando o valor total da fatura na data de vencimento, é o ideal, mas nem todo mundo tem a disciplina necessária para fazê-lo.

Você não faz parte desse grupo de pessoas? Cancelar seus cartões de crédito é uma saída para quando o saldo devedor começar a fugir ao controle. Algumas vezes e para muitas pessoas, a única saída.

Passo 8:  Mude sua relação com o dinheiro

Adote novos comportamentos com relação ao dinheiro. Ao considerar novos gastos, pense em termos de quantas horas ou dias de trabalho esse item representa e avalie quantas horas de trabalho você trocaria por aquela TV que gostaria de comprar: 10, 30, 50? Trocar o fator dinheiro pelo fator tempo de trabalho pode mudar completamente seus hábitos de consumo. Se ainda assim você quiser ir adiante, considere adiar a compra até ter economizado o valor necessário para pagar o bem à vista e com desconto.

Passo 9:  Crie um fundo de emergência

Isso parece utopia nesta altura do campeonato, mas lembre-se de que se você tivesse uma reserva financeira lá atrás, talvez não se encontrasse nessa situação agora. Assim que for possível, comece a poupar uma quantia todos os meses para formar um fundo de emergência. Use receitas extras, como o 13º. Salário ou a devolução do Imposto de Renda. O fundo de emergência serve para cobrir despesas – como o nome já diz – emergenciais de curto prazo e lhe dar a segurança de saber que está preparado para lidar com imprevistos sem se afogar em dívidas. Quando seu fundo de emergência atingir o equivalente a 6 meses de despesas mensais, comece a poupar para o longo prazo. Invista parte de todo aumento de salário, antes que se acostume com o novo padrão financeiro.

Passo 10: Comemore!

Aprenda a comemorar a cada vez que uma dívida for quitada. Torne esse processo, se não divertido, ao menos gratificante. Retomar o controle de sua vida financeira pode ser um desafio, mas nada se compara à sensação de ver seu extrato bancário passar do vermelho para o azul e saber que você se tornou uma pessoa capaz – pelo menos no que se refere a dinheiro – de fazer escolhas mais sensatas no futuro.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

7 Erros a evitar na hora de investir

Ainda não se descobriu a receita para garantir que todo investimento traga o retorno desejado, mas para aumentar suas chances de sucesso, evite os 7 erros abaixo.

Confundir longo prazo com curto prazo

Quando o mercado está em alta, todo mundo é um investidor com perfil de risco, mas é só ocorrer uma queda de 10% para esses investidores de risco saírem correndo vendendo suas ações. É um erro olhar para seus investimentos de longo prazo com olhos de curto prazo. Vender suas posições depois de perder dinheiro e comprá-las  de volta depois que o mercado se recuperar faz com que você venda na baixa e compre na alta, o oposto do que os profissionais da área recomendam.  Uma dica para minimizar os riscos é evitar comprar quando o mercado estiver subindo muito (porque o potencial de valorização já estará se esgotando) ou vender quando estiver  caindo muito (porque a margem de lucro será menor).

Se prender a um investimento que não vale a pena

Nem todo investimento será um sucesso e um investidor precisa saber lidar com resultados desfavoráveis. É preciso ter disciplina emocional para reconhecer seus erros e minimizar suas perdas. Como diz o ditado: é melhor um fim com terror do que um terror sem fim. Se o investimento está deficitário há 10 anos, não faz sentido esperar outros 10 para recuperar seu dinheiro. Ao invés de manter o investimento deficitário, faça uso da possibilidade de abater o prejuízo sofrido do imposto de renda devido em decorrência de ganhos de capital.

Confiar em pessoas com pouca experiência

Com a variedade de produtos de investimento oferecidos pelas instituições financeiras, é comum se sentir perdido na hora de decidir onde colocar seu dinheiro. E é nesse momento que parece uma boa idéia seguir a recomendação de parentes ou amigos bem sucedidos em sua área de atuação, mas sem qualificação para fazer recomendações sobre investimentos financeiros.  Se você já fez isso, aprenda com a experiência. Se o produto for muito ruim, siga a recomendação acima e estude o melhor momento e a melhor forma de trocar esse produto por outro. No futuro, busque recomendações de pessoas devidamente credenciadas. Se consultar seu gerente de banco, compare suas recomendações com a de gerentes de outras instituições, para ter certeza de que o produto atende às suas (de você, leitor) necessidades, e não às necessidades de remuneração dele, seu gerente.

Achar que a rentabilidade passada irá garantir a rentabilidade futura

Basear-se no retorno passado de um tipo de investimento para tomar suas decisões financeiras pode resultar em perdas significativas. O fato de um produto ter tido uma performance espetacular no ano passado não significa que ele trará o mesmo retorno este ano. É preciso levar em conta que o comportamento dos investimentos é afetado pelo contexto econômico nacional e internacional. Por exemplo, um período de recessão econômica pode oferecer ações baratas, com potencial de valorização. Da mesma forma, um aquecimento muito vigoroso de um tipo de ativo pode indicar que ele atingiu o ponto máximo da curva de valorização, a partir do qual seu valor começa a decrescer.

Não ter uma estratégia de investimentos

Na hora de escolher investimentos, tudo que tem a fazer é optar por aqueles que tiveram melhor performance, certo? Errado. Antes de aplicar seu dinheiro, você precisa criar sua estratégia de investimentos, determinando as classes de ativos que funcionam melhor para você e escolhendo os melhores investimentos nessas categorias.

Ao fazer isso, certifique-se de comparar banana com banana. Alguns fundos rendem mais que outros – fundos de renda fixa, por exemplo, não podem competir com fundos de ações, por  terem ativos de natureza diversa. Diferentes tipos de fundos servem a diferentes propósitos – um fundo de renda fixa pode trazer estabilidade a seu portfólio.

Neglicenciar a etapa de pesquisa

Todo investidor precisa fazer sua lição de casa. Antes de escolher em que fundos alocar seu dinheiro, você precisa conhecer alguns aspectos fundamentais sobre ele:

  • tipo de fundo: crescimento (grandes empresas) ou valorização (pequenas empresas)
  • histórico de gestão (qualidade e estabilidade)
  • custo do fundo
  • investimento mínimo necessário
  • lista de ativos no fundo
  • informações sobre o desempenho do fundo (tendo em mente que desempenho passado não garante desempenho futuro)

Obtenha uma cópia do relatório de resultados mais recente (provavelmente disponível na internet). A análise feita pelo gestor do fundo sobre os últimos 6 meses irá lhe dar uma idéia de como o fundo é administrado.

Ignorar seu portfólio

Comprar e manter suas ações ao longo do tempo é diferente de comprar e ignorar seu portfólio. Se não acompanhar seus ativos, você não saberá como seu portfólio está se comportando e nem se ele continua balanceado. Sem isso, você não saberá quando fazer alterações em seus ativos de modo a atingir seus objetivos financeiros.

Alguns experts recomendam rever seu portfólio a cada 3 meses. Outros recomendam a cada 6 meses. Mas todos concordam que é fundamental fazê-lo no mínimo uma vez ao ano.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

Como escolher seu consultor financeiro

Os anúncios das instituições financeiras falam muito sobre como podem ajudá-lo a realizar os seus sonhos, mas ao conversar com seus gerentes é comum descobrir que eles só desejam vender seguros e produtos de investimentos. Para quem tem uma situação financeira mais complexa, um consultor financeiro pode ser a pessoa indicada para analisar sua situação atual e desenvolver e implementar um planejamento financeiro sólido e compatível com suas necessidades.

Um bom planejamento financeiro abrange objetivos de curto, médio e longo prazos e leva em consideração suas metas pessoais, estilo de vida e projetos vinculados a cada estágio de sua vida, como por exemplo, a idade com que deseja se aposentar. Um consultor pode ajudá-lo a desenvolver e colocar em prática esse planejamento.

Mas como escolher o consultor adequado? Antes de mais nada, você precisa entender que pode delegar a gestão de suas finanças a terceiros, mas será sempre responsável pelo que acontecer com elas. Portanto, é importante ser cuidadoso ao selecionar o profissional que irá administrar o dinheiro que você acumulou a duras penas.

Como escolher

Para fazer uma boa escolha, você precisa obter informações importantes sobre a experiência e a forma de o consultor trabalhar. Você pode solicitar ao consultor que preencha um questionário ou apresente um documento com as informações de que necessita. Informações verbais não garantem o compromisso do consultor com as propostas feitas na tentativa de conquistar a sua conta. Caso você acredite que alguma informação foi omitida ou distorcida, será a sua palavra contra a dele.

Você deveria obter pelo menos dois documentos antes de assinar o contrato:

  • um descritivo dos serviços oferecidos e da forma de remuneração
  • uma análise de sua situação financeira, complementada por uma recomendação prévia da estratégia de investimentos a ser adotada.

Converse com vários consultores antes de se decidir por um deles e peça as mesmas informações a todos, para facilitar sua comparação e análise. Controle o rumo da conversa – ela serve para que você obtenha as informações que deseja e não para que o consultor use a oportunidade para vender seus serviços.

Pontos que você deve averiguar:

  • Qual o nível de educação e a área de formação do consultor.
  • Quais registros e credenciamentos ele possui. Administradores de carteira e consultores de investimento são obrigados a estar registrados na CVM (Companhia de Valores Mobiliários) e são por ela fiscalizados quanto à lisura e transparência de sua atuação. Existem outros órgãos que regulam o setor e determinam padrões de conduta ética e responsabilidade na prestação de serviços de planejamento financeiro pessoal – saiba a quais deles o consultor está filiado.
  • Há quanto tempo ele atua na área de consultoria e planejamento financeiro.
  • Há quanto tempo a consultoria para a qual ele trabalha opera no mercado.
  • Quem são os sócios.
  • Quantos clientes ele possui. O número de clientes determina o nível de atenção que ele irá dedicar a você.
  • Se ele tem participação em alguma outra empresa. Essa informação é importante para avaliar a possibilidade de algum conflito de interesses associado às recomendações que ele vier a fazer.
  • Quem será seu consultor, ele ou outra pessoa. Neste caso, peça para conversar com a pessoa antes de tomar sua decisão.
  • Qual o valor mínimo exigido para aplicação.
  • Se ele ou algum outro sócio da empresa tem participação ou é remunerado por investimentos que você possa vir a fazer. Mais uma vez, o propósito é avaliar um possível conflito de interesses.
  • À medida que você trabalha com um consultor financeiro, outros aspectos de suas finanças irão requerer os serviços de outros profissionais, como advogados, corretores de seguros ou contadores. É importante saber se o consultor será remunerado no caso de indicar um destes profissionais. Em caso positivo, avalie a possibilidade de haver conflito de interesses antes de contratar o profissional indicado.
  • Sobre que áreas financeiras ele pode oferecer consultoria (gestão de orçamento, planejamento tributário, gestão de investimentos, planejamento imobiliário, seguros, planejamento de aposentadoria). O mundo das finanças é complexo – quanto mais serviços o seu consultor oferecer, maiores as chances de obter um planejamento financeiro realmente abrangente.
  • Se ele pode prestar assessoria em todas as etapas do processo: análise de sua situação atual, planejamento financeiro, implantação do plano e acompanhamento regular do desempenho de sua carteira.
  • Que poderes o consultor terá com relação a operações, movimentação em contas e resgates.
  • Como ele será remunerado.

Formas de Atuação

Você deve definir com seu consultor – e documentar – a forma em que ele irá gerenciar seus ativos. Seu consultor pode receber uma procuração para movimentar sua conta de investimentos sem necessitar sua anuência prévia ou você pode preferir autorizar diretamente cada transação a ser feita. Seja como for, seus ativos devem ficar com uma empresa custodiante e qualquer transferência de recursos para fora de sua conta de investimentos deve ser feita exclusivamente para a sua conta corrente.

Formas de Remuneração

Existem três formas básicas de remuneração:

Honorários: este modelo reduz o conflito de interesses – somente você é responsável por remunerar os serviços do consultor. Nenhum outro valor é pago por qualquer instituição, o que significa que ele não recebe comissões pelos produtos recomendados. Os honorários podem se basear em um valor por hora de consultoria, em um percentual dos ativos administrados ou em um valor fixo. Em resumo, consultores remunerados através de honorários vendem uma única coisa: seus conhecimentos e experiência.

Remuneração híbrida: Neste caso, o consultor cobra do cliente um valor para a consultoria fornecida, mas também é remunerado pelos produtos que vende. Em alguns casos, as comissões pagas são abatidas do valor fixo, dando a impressão de um custo menor para o serviço de consultoria. Mas tenha em mente que qualquer remuneração externa afeta a isenção do consultor e a certeza de que o interesse do cliente vem em primeiro lugar.

Remuneração baseada em comissões: na prática estamos falando de um processo de vendas, em que o consultor é remunerado pelos produtos que vende. Como saber se o produto indicado é o melhor para você ou o de maior remuneração para ele? Embora o consultor possa trabalhar com um leque maior de produtos, se a sua remuneração depender dos produtos que vende ele estará atuando como um gerente de bancos, com a diferença de que as recomendações deste último limitam-se aos produtos oferecidos pela instituição em que trabalha.

Acertando na Escolha

Um bom consultor apresenta as características abaixo:

  • conversa com seu cliente para entender seus objetivos financeiros, tais como a idade com que ele pretende se aposentar, sua taxa de poupança, sua tolerância a riscos, se pretende trocar de carro, comprar uma casa ou pagar a universidade dos filhos.
  • vincula as opções de investimento às metas do cliente, criando um portfolio sob medida para atender às suas necessidades.
  • usa números reais para melhor avaliar o nível de risco que um cliente está realmente disposto a correr. Uma vez identificado o nível de tolerância a risco do cliente, o consultor passa a buscar formas de minimizar esse risco para ficar dentro do patamar aceitável pelo cliente.
  • pode ser facilmente contatado pelo cliente, respondendo com rapidez a seus telefonemas ou emails.
  • reúne-se regularmente com o cliente para discutir o desempenho de seus investimentos com relação ao mercado e eventuais mudanças em seu estilo de vida ou em seus objetivos de curto, médio e longo prazo, de modo a assegurar que o portfolio continue coerente com as suas necessidades.

Em caso de dúvidas…

Caso você tenha dúvidas sobre a qualidade dos serviços prestados por seu consultor, discuta sua carteira com um consultor independente que cobre por hora de consultoria e peça que ele faça uma análise de seu portfolio. Compare a análise feita com a que tem sido apresentada por seu consultor atual e se houver divergências, esclareça com seu consultor esses pontos. Se as explicações não forem convincentes, talvez seja o momento de buscar outra assessoria.

Alguns outros pontos aos quais você deve ficar atento:

  • perdas que excedem os indicadores de referência do produto
  • foco em vender produtos, ao invés de recomendar o que faz mais sentido
  • recomendação de investimentos com base em seu desempenho passado
  • investimentos complicados ou qualquer coisa que você não consiga entender como funciona
  • produtos excessivamente caros, arriscados ou com promessa de retornos bem acima da média

E é claro que você deve verificar regularmente seus extratos, analisando cuidadosamente todas as compras, vendas, depósitos e resgates. Se tiver alguma dúvida, ligue imediatamente para seu consultor. Se não estiver satisfeito com a resposta, ligue diretamente para a instituição custodiante.

Como você vê, os cuidados recomendados são basicamente os mesmos que você deve ter quando a sua conta bancária está sob os cuidados do gerente do banco. Com a diferença de que uma consultoria personalizada pode trazer não apenas um retorno financeiro significativamente maior como também a tranqüilidade de saber que todo o trabalho de gestão de sua carteira está sendo feito por profissionais qualificados que têm o seu interesse em primeiro lugar.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.