Começando o seu negócio depois dos 50

Senior couple using laptop in classroom

Começar um negócio próprio é difícil em qualquer idade, mas para quem se aproximada da aposentadoria, tornar-se empreendedor é ainda mais complicado.

Pessoas nesta fase da vida têm maior capital para investir, mas ao mesmo tempo, muito mais a perder, caso a empreitada não seja bem sucedida. Afinal, não se pode contar mais com algumas décadas de salário garantido para repor as economias perdidas.

Por outro lado, a experiência e o conhecimento acumulados ao longo dos anos são fatores extremamente valiosos para quem vai começar um novo negócio.

Escolha bem o seu novo negócio

Escolher o que fazer nem sempre é a maior dificuldade, já que os empreendedores de sucesso em sua maioria acabam trabalhando com produtos ou serviços sobre os quais já têm algum conhecimento. Afinal, tudo fica mais fácil quando se conhece as características do produto, quem pode fornecer as matérias primas ou onde encontrar a mão de obra necessária. Para quem vai partir para uma área desconhecida, é bom tomar cuidado com segmentos da indústria, comércio ou serviços que estejam atraindo muitos empreendedores e que possam saturar o mercado se a demanda não crescer rapidamente.

Para quem prefere não começar da estaca zero, a franquia pode ser uma opção, já que oferece um pacote completo que inclui o produto, fornecedores, identidade visual do ponto de venda, estratégias de marketing e comunicação e até mesmo processos administrativos. Ainda assim, uma franquia não é garantia de sucesso e é preciso avaliar com cuidado os aspectos financeiros, como investimento necessário e taxa de retorno, os aspectos comerciais como localização e fluxo de clientes e até mesmo aspectos culturais do franqueador, como o relacionamento com clientes, funcionários e os próprios franqueados, ética nos negócios, etc.

Ter seu próprio negócio não é para todo mundo. Para ser bem sucedido à frente de um empreendimento, é preciso ser ágil na tomada de decisões, ser capaz de planejar e administrar todos os aspectos do negócio, saber se relacionar com funcionários, clientes e fornecedores e ter muita, muita energia.

Encontre suas fontes de financiamento

Uma das maiores barreiras para começar um negócio próprio é levantar o capital necessário. Se for usar seus próprios recursos, o que dependendo das taxas de juros vigentes no mercado pode ser uma boa idéia, separe antes o dinheiro necessário para sua aposentadoria.

Avalie todas as suas opções: algumas cidades oferecem incentivos como forma de atrair empresas. Procure financiamento em condições mais favoráveis, como os oferecidos pelo BNDES. Considere fundos de startup, que investem em pequenas empresas com grandes idéias. Avalie a possibilidade de ter sócios, investidores ou não, que apostem no sucesso do empreendimento. Dois cuidados a tomar neste caso: avalie as implicações de ter familiares como sócios e assegure-se de que qualquer investidor esteja ciente dos  riscos envolvidos.

Crie um plano de negócios

Prepare um plano de negócios, que nada mais é do que um documento em que você define as características do negócio que deseja ter, como tipo de produto ou serviço, segmento de mercado, público alvo, faixa de preço, fornecedores, concorrência, equipe de funcionários, projeção financeira para no mínimo 3 anos e investimentos necessários.

Uma vez desenhado o modelo de negócio, é preciso passar para a fase de avaliação. Você pode obter informações importantes em associações de classe, sindicatos da categoria, prefeitura, órgãos públicos, etc. E não deixe de contatar o Sebrae, referência para todo pequeno e médio empreendedor.

Se não puder contratar uma pesquisa de mercado, lance mão de uma receita caseira: converse com pessoas que utilizem os produtos ou serviços de seus futuros concorrentes. Organize um encontro de amigos e amigos de amigos – descreva seu produto ou serviço e pergunte se eles o comprariam. Pergunte qual o valor máximo que se sentiriam confortáveis em pagar por ele. Que diferencial os levaria a pagar um valor maior por seu produto ou serviço?

Prepare-se, em todos os sentidos

Ter seu próprio negócio envolve longas horas de trabalho e uma dose considerável de estresse. Na maioria das vezes, quem começa um negócio próprio precisa controlar as despesas e não pode contratar o número de pessoas que gostaria, o que significa fazer o trabalho sozinho. Para quem tem mais de 50 anos, é importante decidir de antemão a quantidade de tempo e energia que deseja investir no trabalho nesta fase da vida.

Antes de investir dinheiro e energia em um novo negócio, vá atrás dos conhecimentos e habilidades necessárias para ser bem sucedido em sua empreitada. Você não precisa se tornar um expert em todas as áreas do negócio, mas precisa entender um pouco de administração, marketing e finanças. Isso é particularmente importante no início, quando não é possível contratar profissionais especializados.

Outro aspecto que exige preparo é o financeiro: um novo negócio pode levar meses – ou até mesmo anos – para dar lucro e atingir os resultados financeiros esperados. Enquanto isso, é preciso ter dinheiro para bancar a operação do negócio, o chamado capital de giro. Além disso, é preciso ter ainda uma reserva financeira, para cobrir suas despesas pessoais durante esse período.

Tenha um plano B

Começar um negócio próprio envolve inúmeras variáveis e um nível reduzido de previsibilidade. Por isso, é importante estar preparado, caso as coisas não saiam como você imaginava.

Além de separar o dinheiro necessário para sua aposentadoria do dinheiro necessário para montar e operar o seu negócio, é necessário avaliar todos os aspectos de sua vida que seriam afetados caso o empreendimento não seja bem sucedido. Seu local de residência seria afetado? Suas relações familiares? Seu estilo de vida?

Isso não é ser pessimista, é ser realista. Você vai empreender todos os seus esforços para que seu novo negócio seja um sucesso, mas vai fazer isso com muito mais tranquilidade se tiver um plano B na manga…

Ter seu próprio negócio dá trabalho, pode ser arriscado e exige alguns cuidados, mas o retorno pode ser extremamente gratificante – e não apenas em termos financeiros.

As crianças se foram…e agora?

A instituição do casamento não é mais a mesma…será que está na hora de se repensar alguns aspectos tradicionais do casamento, como o “até que a morte nos separe”, por exemplo?

Durante séculos, uma das principais premissas do casamento era a reprodução e a perpetuação da espécie. E nesse aspecto, continua sendo – a criação dos filhos sob os nossos olhos ainda é uma circunstância primordial do casamento. Mas esse foco ocorre apenas nas primeiras décadas de um relacionamento. Quando o trabalho de criar os filhos se encerra, a preocupação principal dos casais mais velhos é o bem estar do parceiro. Casais que vivem juntos há décadas, normalmente já aprenderam a resolver seus conflitos e este novo estágio da vida, depois que os filhos se foram, representa um recomeço para o relacionamento. Para outros, porém, o casamento pode ter se transformado em uma sequência de dias sem graça e monótonos.

Muitos casais descobrem que o que segurava o casamento eram os filhos e que o papel de pai e mãe – e não o de esposo e esposa – é o que fazia a relação funcionar. Sem os filhos em casa, essa estrutura deixa de fazer sentido e não há muita coisa para por em seu lugar. As mulheres são responsáveis pela maior parte dos processos de separação. E o adultério não parece ser o principal motivo de divórcio entre casais mais velhos. Afinal, o que está acontecendo com os casais grisalhos?

Uma das razões para essa tendência é o aumento da longevidade. Quando olham ao redor para o ninho vazio e vislumbram décadas de vida saudável pela frente, um número cada vez maior de pessoas está decidindo que já cumpriram a obrigação de pais e agora querem cuidar de sua própria vida. Um advogado do direito civil relatou que foi procurado por um homem de 83 anos que queria se divorciar da segunda esposa, de77 anos. Esse cliente queria terminar o seu segundo casamento de 19 anos porque, conforme disse, “não queria viver o resto de sua vida casado com ela”.

Isso está mudando o conceito do tradicional voto de “até que a morte nos separe”, já que muitos casamentos que no passado terminariam com a morte, agora terminam em divórcio. A verdade é que muita gente simplesmente não vivia o suficiente para chegar à crise dos 40 anos de casados. Mas essa não é a única razão. A maioria dos sociólogos aponta que esta geração entrou no casamento com expectativas muito diferentes das gerações anteriores.

No início do século passado, o casamento era visto como uma união econômica. Mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, o conceito de companheirismo passou a ter prioridade, e cada cônjuge tinha um papel definido na união: os maridos eram avaliados quanto à sua capacidade de prover as necessidades da família, enquanto as esposas eram avaliadas quanto às suas habilidades domésticas e maternais. A partir da década de 70, pela primeira vez o casamento passou a ser visto como a oportunidade de cada um preencher suas necessidades pessoais e as pessoas passaram a se ver como indivíduos e não apenas como pais ou como esposo e esposa.

Para quem chega à meia-idade, a síndrome do ninho vazio pode desencadear pensamentos de mortalidade e a percepção de que as oportunidades de realização pessoal estão diminuindo. É natural que uma pessoa infeliz no casamento, ao se imaginar viver por mais 20 ou 30 anos, acabe se perguntando se quer passar esse tempo ao lado do parceiro. Para essas pessoas, há um sentimento de urgência, de que precisam fazer algo a respeito agora, ou nunca mais terão a chance de fazê-lo. Mas muitas pessoas que optam pelo divórcio nesta fase da vida, não avaliam todas as suas consequências.

Alguns aspectos precisam ser cuidadosamente analisados no momento da separação, entre eles alguns de ordem econômica e tributária. O período de criação de patrimônio ficou para trás e a previdência social tem regras rígidas para pagamento do benefício, portanto é preciso cuidado ao avaliar e tomar decisões relacionadas aos bens do casal. É preciso rever os beneficiários de apólices de seguro e planos de previdência privada, por exemplo. Existem ainda uma série de questões de ordem prática, social e emocional que precisam ser resolvidas entre as duas partes. As mulheres tendem a se queixar de aspectos econômicos, os homens, do contato reduzido com os filhos. Ainda assim, muitos divorciados se consideram felizes.

Embora “ficar sozinho” seja o principal receio entre homens e mulheres, para quem não conseguiu continuar casado, são grandes as chances de encontrar um novo parceiro ou parceira. A oferta de atividades sociais, culturais, esportivas e de lazer direcionadas a pessoas mais velhas tem evoluído consistentemente e nos sites de relacionamento, o número de usuários com mais de 50 anos é o que mais tem crescido.

Mudanças no horizonte

De repente, sua aposentadoria está chegando. Depois de planejar por longo tempo como seria parar de trabalhar, você descobre que o processo de parar de contar com um hollerith e começar a viver de suas economias é mais complicado do que você imaginava.

A primeira pergunta a ser fazer é quando você deveria começar a planejar a aposentadoria. A maioria dos experts recomenda começar esse planejamento pelo menos dois anos antes do momento de se aposentar. Quanto mais tempo você tiver para se preparar, mais fácil será conseguir fazer as coisas que imaginou.

Uma vez decidido o cronograma, está na hora de considerar 3 áreas críticas relacionadas à aposentadoria:

  • Necessidade financeira: com que fontes de receita você espera contar? Qual será o valor de seu benefício do INSS? Você vai ter uma previdência privada? Vai ter outras fontes de renda?
  • Qual será o tamanho de suas despesas? De modo geral, as despesas de uma pessoa ao se aposentar representam cerca de 80% de suas despesas quando na ativa, mas isso depende do estilo de vida que ela planeja ter dali para a frente. Se você pretende viajar regularmente, provavelmente suas despesas serão iguais ao até mesmo superiores ao patamar atual. Se, por outro lado, você está pensando em se mudar para uma cidade do interior ou para uma casa menor, suas necessidades financeiras serão consideravelmente menores. O importante é fazer uma avaliação realista de quanto dinheiro você irá necessitar.
  • Qual é a sua expectativa de vida?  Quando o conceito de aposentadoria surgiu, as pessoas, com sorte, viviam até os 65 anos. Agora, as pessoas estão chegando aos 80, 90 e até mesmo aos 100 anos. Sua longevidade vai impactar sua necessidade financeira durante a aposentadoria, já que quanto mais você viver, de mais dinheiro irá precisar.

Suas respostas a essas 3 perguntas irão indicar se a idéia de parar de trabalhar é viável. Se for, está na hora de começar a considerar cuidadosamente alguns aspectos:

Avalie seu plano de saúde

Pessoas que param de trabalhar costumam fazer uso mais intensivo do plano de assistência médica e de medicamentos. Antes de parar de trabalhar, converse com a área de Recursos Humanos de sua empresa para entender sua situação com relação ao plano de saúde corporativo. Você vai poder manter esse plano? Com a mesma cobertura? Pagando quanto e por quanto tempo?

Se não puder contar com o plano da empresa, avalie se pode adquirir um plano da mesma operadora, mas como pessoa física. Muitas vezes, isso resulta em custos menores e isenção de carências para uso de todos os benefícios. De qualquer maneira, solicite propostas de outras empresas para poder comparar o nível de cobertura e os custos envolvidos. E lembre-se de que as características de utilização dos serviços de saúde mudam ao longo do tempo e é importante entender o que faz parte da cobertura do plano antes de assinar o contrato.

Pense no que gostaria de fazer

Decida como você gostaria de gastar seu tempo quando não tiver que trabalhar todos os dias. Dormir até mais tarde, assistir a sessão da tarde na TV ou cuidar do jardim podem parecer algo tentador quando se está na ativa, mas a situação pode perder todo o seu atrativo quando isso é a única coisa que se imagina fazer por 20 ou 30 anos. É cada vez maior o número de aposentados que desenvolvem atividades regulares quando param de trabalhar, seja para completar sua renda ou por desejo de realização pessoal.

Muitas pessoas começam a se envolver com uma segunda atividade quando ainda estão trabalhando, em seus momentos livres. Isso permite avaliar se é mesmo isso que gostariam de fazer depois, em tempo integral. Trabalhar enquanto se começa a fazer algo novo é vantajoso por vários outros motivos: você pode fazer uso do networking profissional, ter acesso a organizações que estariam fora de seu alcance de outra forma e, talvez o mais importante, poder contar com seu salário nos momentos iniciais, quando o retorno financeiro de uma nova atividade ainda é incerto.

Avalie sua situação financeira

É fácil se aposentar quando se juntou tanto dinheiro que não importa o estilo de vida que se leve ou quantos anos de vida se tenha pela frente. Mas, para a grande maioria das pessoas, essa quantia de dinheiro está fora do alcance. Ainda assim, mesmo que suas economias somadas ao benefício do INSS não sejam suficientes para bancar o estilo de vida que você gostaria de ter, é possível usar o tempo que falta a seu favor.

Você pode aumentar seu ritmo de poupança durante os anos que faltam para se aposentar. Ou adiar a aposentadoria por alguns anos para aumentar suas economias. Talvez você possa reduzir seu nível atual de despesas ou, se nada disso for possível, assumir um estilo de vida mais simples no futuro ou buscar alguma atividade remunerada para complementar sua aposentadoria.

Reexamine a alocação de seus investimentos

Você pode viver até os 80 ou 90 anos, e o mesmo deveria acontecer com suas economias. Segundo os especialistas, o tempo que você leva economizando responde por 10% do retorno de seus investimentos, enquanto a forma como você investe é responsável pelos outros 90%! Investir com cuidado, portanto, pode fazer toda a diferença nesse sentido.

A partir do momento em que para de economizar e começa a gastar o dinheiro que guardou por tanto tempo, a preocupação da maioria das pessoas é assegurar que o suas economias não irão perder seu poder aquisitivo ao longo do tempo.

É preciso avaliar cuidadosamente onde você vai alocar o seu dinheiro. Aplicações com maiores retornos financeiros significam maior risco, mas você já não pode esperar muito tempo para recuperar possíveis perdas financeiras. Por outro lado, aplicações excessivamente conservadoras, podem significar que seu dinheiro está perdendo para a inflação. Mantenha a maior parte de seu dinheiro em aplicações seguras, com menor rentabilidade, mas considere investir uma pequena parcela de suas economias em produtos que tragam retorno acima da inflação, embora com mais riscos, como os fundos multimercados ou até mesmo ações. Converse com o gerente de seu banco sobre as melhores opções para a sua situação específica. E por último, acompanhe de perto a rentabilidade de seus investimentos e faça os ajustes necessários sempre que for necessário.

Resgate seus relacionamentos sociais

É natural que, ao longo do tempo, seus relacionamentos sociais mudem para refletir os diferentes estágios de sua vida. Quando o trabalho já não ocupa a maior parte de nossos dias, a importância dos relacionamentos sociais para a nossa saúde emocional fica ainda mais evidente.

Os relacionamentos sociais e familiares são uma parte crucial da vida, em qualquer idade e vínculos afetivos de longa data oferecem um sentimento de continuidade e facilitam a adaptação às mudanças características dessa , fase da vida, como parar de trabalhar, mudar de residência ou perder alguém da família.

Cultive seus relacionamentos sociais e busque oportunidades para ampliá-los. Estreite seu relacionamento com familiares de diferentes gerações.

Mas o engajamento social vai além dos laços afetivos com amigos ou familiares. Envolva-se com questões sociais importantes para você e contribua da forma que puder – emocional, social ou financeiramente.

Prepare-se para o futuro – para os momentos felizes ou as horas difíceis – mas não se esqueça que, por mais preparado que você esteja, no fundo são os imprevistos que acabam tornando a vida mais interessante.

Por que as mulheres precisam de mais dinheiro que os homens

O que você quer primeiro: a boa ou a má notícia? A boa notícia para as mulheres é que elas vivem mais tempo que os homens. A má notícia, é que vão precisar de mais dinheiro que eles para cobrir os gastos dessa maior expectativa de vida.

As mulheres tendem a viver, na média, quase 8 anos a mais que seus parceiros. Dados do IBGE indicam que 58% das mulheres estarão sozinhas a partir dos 70 anos, contra 19% dos homens. A combinação desses dois fatores: viver mais e estar sozinha significa que as mulheres precisam contar com mais recursos financeiros do que a maioria dos homens.

Infelizmente, muitas mulheres não se preocupam em aprender a lidar com o dinheiro até que a necessidade bata à porta. As mulheres comumente subestimam seu patamar de despesas durante a aposentadoria, acreditando que poderão  reduzir seus gastos, e superestimam o alcance de suas receitas, acreditando poder viver somente com a previdência social.

Há varias razões por detrás das dificuldades encontradas por muitas mulheres a partir da meia-idade:

  • As mulheres ganham significativamente menos que os homens. Dados do IBGE indicam que o salário das mulheres corresponde a cerca de 70% do salário dos homens. Com valores menores de contribuição, o valor do benefício da previdência social é também reduzido.
  • O desemprego atinge mais as mulheres do que os homens. Com menor tempo de contribuição, o benefício da previdência social é postergado e reduzido.
  • As mulheres são mais propensas a parar de trabalhar para cuidar da família, de familiares doentes ou acompanhar a carreira do marido. Essas interrupções resultam em uma carreira mais lenta, com salários menores.
  • As mulheres tendem a receber benefícios – tanto da previdência social quanto da previdência privada – menores do que os dos homens, já que o valor do benefício depende do tempo trabalhado e do salário de contribuição.
  • As mulheres costumam contar com a previdência privada do marido, mas o valor recebido irá depender do desenho do plano contratado e pode ser drasticamente reduzido no caso de morte do participante.
  • As mulheres tendem a ser mais conservadoras que os homens em seus investimentos e a receber taxas mais baixas de retorno sobre seus investimentos ao longo do tempo.
  • A maioria das mulheres deixa a responsabilidade pela administração das finanças do casal para o marido, esquecendo-se de que elas serão diretamente afetadas pela qualidade desse planejamento financeiro.

Convencida de que não pode deixar seu futuro financeiro ao acaso? Boa menina! Independente de seu estado civil, adote desde já os cuidados abaixo para viver com tranquilidade seus anos de aposentadoria:

  • Fique atenta ao benefício de previdência privada ao considerar suas opções de emprego, dando preferência a empresas que ofereçam o plano e que contribuam para ele.
  • Trabalhe o maior tempo possível com o maior salário possível, para elevar o valor não apenas de sua previdência privada mas também da aposentadoria oficial.
  • Habitue-se a poupar de forma regular, por menor que seja o valor.
  • Entenda o impacto que a perda de seu companheiro – por divórcio ou viuvez – terá em sua saúde financeira. Saiba o que ocorrerá com os benefícios de previdência social, previdência privada, seguro de vida, seguro saúde, etc. nessas situações.
  • Aprenda a administrar suas finanças pessoais: crie e controle seu orçamento doméstico, monitore seu movimento bancário. Mesmo que um contador o faça, acompanhe o processo de declaração do Imposto de Renda.
  • Envolva-se nas decisões financeiras da família. Conheça seus ativos e passivos e saiba como seus recursos estão sendo administrados.
  • Assuma um papel ativo na administração dos recursos da família. Isso significa entender e participar da decisão sobre investimentos mas também planejar e contribuir para o pagamentos de dívidas.
  • Busque educação financeira – leia artigos sobre finanças na internet, em revistas ou livros. Peça ajuda a seu parceiro, filhos, contador, gerente do banco, mas não se isente desse processo.

Nossa geração está redefinindo o conceito de aposentadoria. Nós vamos viver mais que as gerações passadas e queremos trabalhar e nos manter ativas por mais tempo. Nossa visão de futuro inclui conquistas, desafios e qualidade de vida, mas transformar essa expectativa em realidade significa assumir, desde já, a responsabilidade pelo nosso futuro financeiro.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

Qual é sua estratégia para procurar emprego?

Imagine tentar chegar a um destino a 1.000 km de distância, sem ter um mapa ou endereço. Você possivelmente chegaria lá em algum momento, mas certamente levaria muito mais tempo do que o necessário. Acontece o mesmo com a busca de um emprego. Não ter uma estratégia definida pode significar levar mais tempo no processo e sofrer alguns percalços no caminho.

Muita gente se lança de cabeça no processo, ansiosa por voltar a trabalhar, mas buscar um emprego sem ter uma estratégia previamente definida pode rapidamente se tornar um processo aleatório e improdutivo. Responder a todos os anúncios sem avaliar se são compatíveis com suas expectativas, enviar dezenas de currículos sem priorizar as oportunidades mais interessantes e não ter objetivos e formas de avaliar seu progresso, na maioria das vezes resultam em frustração e sentimento de impotência.

Alguns sintomas de que você precisa de uma estratégia em sua busca de emprego:

  • Objetivo de trabalho indefinido (“Eu posso fazer qualquer coisa”)
  • Falta de uma agenda diária (“O que eu deveria fazer hoje?”)
  • Medir o sucesso pelo número de currículos enviados
  • Falta de diversificação nas atividades relacionadas à busca de emprego (“O que mais eu posso fazer?”)
  • Frustração ou desânimo (“Eu tentei de tudo e nada funcionou”)
  • Nível errático de atividades, como por exemplo, correr para enviar um lote de currículos e depois ficar dias sem que algo aconteça.
  • Falta de consistência e de objetivos no uso de ferramentas como o Linkedin, Facebook, etc.
  • Progresso mínimo (“Sinto que não estou saindo do lugar”)

Você pode superar esses fatores através da adoção de uma estratégia bem elaborada para se apresentar ao mercado de trabalho. Sua estratégia deveria incluir:

  1. Um objetivo de carreira claro e realista:
    • Saiba o que você quer fazer
    • Saiba o que está qualificado para fazer
    • Saiba o que o mercado procura
    • Se não houver demanda em sua área, prepare-se para fazer uma transição de carreira
  2. Materiais cuidadosamente preparados para divulgar seu potencial e sua experiência (currículo, carta de apresentação, etc.)
    • Atualize seu currículo – prepare-o de forma que possa ser customizado para cada oportunidade
    • Prepare uma carta de apresentação que possa ser customizada para cada oportunidade
    • Atualize seu perfil no Linkedin
  3. Um plano de marketing que utilize múltiplos canais para gerar oportunidades de emprego
    • Priorize o networking como a forma mais efetiva de encontrar oportunidades
    • Incorpore as mídias sociais em sua estratégia
    • Mantenha o foco ao responder aos anúncios de emprego
  4. Escolha consciente de como vai dividir seu tempo entre as várias atividades
    • Reserve tempo para continuar a se atualizar sobre as melhores práticas na busca de emprego
    • Reserve tempo para continuar a expandir seu network
    • Reserve tempo para manter suas habilidades afiadas (aprenda, ensine) e seu currículo atualizado (acrescente suas novas realizações ao currículo)
  5. Um sistema para gerenciar e manter organizados seus contatos, oportunidades, lista de tarefas e etapas do processo
  6. Um plano – passo a passo –para implementar sua estratégia
    • Desenvolva uma lista de objetivos diários, semanais e mensais
    • Estabeleça uma rotina que inclua o agendamento de todas as atividades
    • Celebre seu progresso no atingimento dos objetivos estabelecidos
  7. Um método simples mas consistente,  para acompanhar seu progresso com relação aos objetivos traçados

Criar uma estratégia de busca de emprego requer algum tempo e esforço no início, mas trará resultados mais rápidos e produtivos no curto e no médio prazos. Ao invés de pensar no que precisa fazer a seguir, você vai começar cada dia com um sentimento de propósito e energia renovada, ao perceber que progride continuamente em direção a seu objetivo.

Chegou a hora de aposentar a habilitação?

Todo mundo se lembra do momento em que recebeu sua carta de habilitação e do passo que isso representou em direção à idade adulta. Décadas mais tarde, um outro rito de passagem está à espera, desta vez sem grandes comemorações ou entusiasmo: o momento de parar de dirigir.

A maioria das pessoas sabe quando esse momento se aproxima e, mesmo que relutante, aposenta as chaves do carro ou faz ajustes em seus hábitos de direção. Algumas pessoas, entretanto, insistem em manter suas mãos no volante, independente da quantidade de buzinas, dos pequenos acidentes de percurso ou do aumento na frequência com que se perdem na cidade. Afinal, deixar de dirigir é uma decisão difícil. As pessoas temem perder sua autonomia e a capacidade de continuar suas atividades rotineiras, como fazer compras, ir ao dentista ou visitar os amigos.

Antes de decidir que está na hora de seus pais aposentarem as chaves do carro, pegue uma carona com eles – eles podem estar se saindo melhor do que você imagina. Você também pode pedir a avaliação de um terapeuta especializado.

Muitas vezes, a pessoa está apenas começando a apresentar algum tipo de dificuldade e não será necessário parar de dirigir totalmente. Ao invés disso, é possível chegar a um acordo para evitar as situações de maior risco, como dirigir em rodovias ou vias expressas, em horários de pico, à noite ou longe de casa.

Há situações, porém, em que a deterioração da capacidade de dirigir é inconfundível. Alguns sinais são indiretos, como aumento no prêmio da seguradora, no número de multas de trânsito ou na frequência de pequenos danos à pintura ou lataria do veículo. Outros, entretanto, só podem ser observados pessoalmente. Alguns sinais de que é preciso lidar com a situação:

  • Dirigir em velocidade significativamente acima ou abaixo da recomendada para as condições
  • Dirigir de modo inseguro ou errático (ultrapassar a faixa de pedestres, passar no semáforo vermelho, se assustar com a aproximação de outros veículos)
  • Erros no julgamento da distância dos objetos
  • Demora para reagir às situações (demora para freiar ao ver um pedestre atravessar a rua, por exemplo)
  • Dificuldade na coordenação dos movimentos do pés e mãos ou confundir os pedais do acelerador e do freio
  • Dificuldade em enxergar pedestres, sinais de trânsito ou placas de sinalização – normalmente mais frequente à noite
  • Falta de concentração
  • Dificuldade para estacionar (manobrar o carro em uma vaga de estacionamento abrange várias habilidades envolvidas no ato de dirigir)
  • Cansaço ou estresse excessivo depois de dirigir
  • Uso de medicamentos que interfiram com a capacidade cognitiva ou motora
  • Dificuldade em se lembrar do caminho de casa ou para onde estava indo

Prepare-se para conversar sobre o assunto. Faça perguntas, ao invés de chegar com um plano já pronto. Saiba quais são os recursos disponíveis para minimizar os efeitos que parar de dirigir terá sobre o estilo de vida de seus pais. Alguém da família pode se colocar à disposição quando eles precisarem? É possível contratar taxistas de confiança? O transporte público pode ser uma opção segura?

Negociar um meio-termo com um motorista resistente pode ser um ponto de partida para lidar com a situação. Algumas opções a serem discutidas:

  • Dirigir somente de dia
  • Utilizar apenas rotas conhecidas
  • Limitar as viagens de carro a uma certa distância da casa
  • Evitar rodovias e vias expressas
  • Evitar os horários de pico do trânsito e os cruzamentos mais movimentados

Uma outra forma de abordar o assunto sem colocar seus pais na defensiva é se  focar no aspecto da saúde e pedir a eles que concordem em passar por uma avaliação médica antes de voltarem a dirigir. Fatores físicos como a visão, audição ou outras condições que interferem com a habilidade de dirigir podem ser facilmente avaliadas por um médico.

Você também pode utilizar o argumento econômico: compare o total de quilômetros rodados por ano com os custos envolvidos na manutenção do veículo: amortização, licenciamento, seguros, combustível, lavagens e manutenção. Compare o rendimento gerado por esse valor, caso ele fosse investido, com os custos de utilização de taxis para a locomoção.

Legalmente falando, suas opções são limitadas. Algumas famílias apelam para medidas mais drásticas como esconder as chaves do carro, vender o veículo ou retirar sua bateria para que não funcione. Essas soluções são desrespeitosas e não levam em consideração os sentimentos das pessoas envolvidas. Seu uso só se justifica em casos extremos e devem ser tomadas com o apoio de toda a família.

Dirigir é uma atividade importante que contribui para a autonomia, socialização e auto-estima das pessoas – fatores essenciais para o envelhecimento saudável. Tenha isso em mente quando conversar a respeito do assunto. Deixe seus pais saberem que você está do lado deles; enfatize sua preocupação com a segurança deles e a dos outros nas estradas e pergunte como podem resolver essa questão em conjunto.

Esta é uma das conversas mais difíceis que filhos adultos precisam ter com seus pais. A maioria dos motoristas mais velhos decide reduzir o ritmo ou parar de dirigir por conta própria, mas se seus pais não fizerem parte desse grupo, é seu papel conversar com eles para chegar a uma solução que garanta a segurança de todos.

Currículo pronto – e agora?

Em matérias anteriores, você ficou sabendo como fazer com que o conteúdo e estilo de seu currículo contribuam para o sucesso de sua busca por uma colocação profissional.

Agora nós vamos falar sobre como submeter seu currículo às empresas em que tiver interesse em trabalhar.

Submetendo seu currículo

Na maioria das vezes, basta publicar seu currículo na página de seleção da empresa na internet. Pode ser necessário cortar e colar para adaptar o formato e talvez seja preciso retirar toda a formatação do texto ao colar o conteúdo do CV em formulários online ou banco de dados.

Mais uma vez, revise o CV e a carta várias vezes antes de enviar e se puder, peça a alguém para reler seu material. Pequenos erros podem afetar drasticamente suas chances de sucesso.

Caso a empresa solicite o envio do currículo por email ou pelo correio, você deverá preparar um texto de apresentação para acompanhá-lo.

O texto de apresentação

O objetivo do texto de apresentação é demonstrar sua capacidade de se comunicar por escrito e não resumir seu histórico profissional. Isso significa que ele deve ser curto e objetivo, com no máximo meia página. Esforce-se para endereçar o email ou a carta a uma pessoa real – tente obter o nome completo e o título do cargo da pessoa responsável pelo processo de contratação. Se tiver sido recomendado ao empregador, mencione o nome da pessoa que o indicou, seja ele um funcionário atual ou alguém que o recrutador conheça.

O texto de apresentação deve, de modo firme mas objetivo, afirmar seu interesse na empresa e na posição. Ressalte dois ou três itens de sua experiência que possam chamar a atenção do recrutador e mostre entusiasmo pela oportunidade, ao mesmo tempo em que mantém um tom profissional. Demonstre confiança em sua capacidade e sua crença de ser o candidato ideal para a vaga, mas cuidado para não tornar a carta longa, presunçosa ou desesperada.

Você enviou seu currículo – e agora?

Depois de enviar seu CV, aguarde o retorno. Muitas empresas não confirmam imediatamente o recebimento dos currículos e algumas chegam a informar de antemão que somente as pessoas selecionadas serão contatadas. Isso ocorre principalmente com empresas que recebem regularmente uma quantidade enorme de currículos.

Caso a empresa não tenha declarado de forma expressa o desejo de não ser contatada, você pode pensar em voltar à carga depois de aproximadamente duas semanas sem notícias. Se tiver conseguido obter um nome de contato, envie um email reafirmando seu interesse na posição. Essa é uma forma de manter a visibilidade e demonstrar sua persistência e capacidade de follow-up, características certamente necessárias, qualquer que seja o trabalho ao qual está se candidatando.

É claro que para ser bem sucedido em um processo de seleção você precisa possuir um leque de competências que variam conforme o perfil do cargo e da empresa, mas ter um CV bem elaborado, um texto de apresentação bem escrito e uma comunicação eficaz são o primeiro passo para chegar lá.