Chega de stress!

Todo mundo passa por situações de stress, vez ou outra. Algumas pessoas, porém, convivem com o stress em base diária. O problema, é que o stress tem sido considerado uma causa provável – ou no mínimo um acelerador – de inúmeros problemas de saúde, como doenças cardíacas, derrames, doenças auto-imunes, problemas gastrointestinais, diabetes, distúrbio do sono, disfunção sexual. Aprender a reduzir o nível de stress em sua vida pode ser o primeiro passo para ter uma vida mais saudável, mais feliz e possivelmente, mais longa.

Anote as dicas abaixo para reduzir ou controlar o nível de stress:

Seja realista. Adote metas realistas para você. Aprenda a dizer não. Se estiver se sentindo sobrecarregado, tente eliminar uma atividade que não seja absolutamente essencial. Questione se algo precisa ser realmente feito. Questione se o prazo é realista. E pare de assumir responsabilidade por resolver todos os problemas do mundo. Ninguém é perfeito, portanto, não espere que você também o seja. E aprenda a pedir ajuda, quando precisar.

Relaxe. Acostume-se a reservar de 10 a 20 minutos diários para si. Você pode meditar, ouvir música de olhos fechados, ler algo que o tranquilize. Esses poucos momentos de quietude e reflexão irão não apenas reduzir o nível de stress, mas também aumentar sua tolerância a ele.

Visualize. Gaste alguns minutos visualizando como poderia lidar com uma situação de stress de forma mais calma e produtiva. Isso funciona com praticamente tudo, desde uma apresentação importante no trabalho até a mudança para uma nova residência ou um exame de seleção importante. Ensaiar mentalmente como lidar com a situação pode aumentar sua autoconfiança e ajuda-lo a ter uma atitude mais positiva com relação a uma tarefa difícil.

Resolva uma coisa por vez. Quando começar a se sentir sobrecarregado, dedique-se a uma tarefa ou atividade por vez. Faça uma lista das coisas que precisa fazer, começando pelas mais urgentes. Quando terminar a primeira, risque-a da lista e passe para a segunda. O sentimento de alívio e de dever comprido vai servir de  motivação para dar conta das demais tarefas.

Exercite-se. Exercícios regulares ajudam a reduzir o stress e fazem bem para o corpo e para a mente. Bastam 20 a 30 minutos de atividade física para você se sentir relaxado e bem disposto.

Tenha hobbies. Dê uma pausa nas coisas da vida que o estressam e dedique algum tempo a algo que você goste muito de fazer. Pode ser qualquer coisa: jardinagem, pintura, marcenaria, leitura. Melhor ainda, reserve espaço em sua agenda para se dedicar àquilo que o faz feliz.

Adote um estilo de vida saudável. Se alimentar bem faz uma enorme diferença. Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool e cafeína também trazem uma sensível melhora em sua sensação de bem-estar. Esforce-se para ter uma boa noite de sono, ter atividades físicas e equilibrar o trabalho com o lazer.

Fale de seus sentimentos. Abrir seu coração vai fazer você se sentir melhor. Conversar com alguém vai ajuda-lo a relaxar. Ouvir com atenção o que o outro tem a dizer vai tirar o foco de seus problemas – algo que a gente precisa fazer de vem em quando. Mantenha-se perto de sua família e de seus amigos.

Seja flexível. Esperar demais de si próprio ou dos outros quase sempre termina em frustração e desapontamento. Lembre-se de que todo mundo, inclusive você, tem dificuldades e imperfeições. Mas todo mundo, como você, tem também qualidades maravilhosas para compartir com o mundo.

Qual é a sua agenda para hoje?

Nos últimos 20 ou 30 anos você acordou cedo todos os dias, tomou um café da manhã corrido, enfrentou um  trânsito pesado e chegou ao local de trabalho pronto para enfrentar os desafios do dia. Seria monótono se não fosse tão bom! Ter uma rotina estruturada, encontrar os colegas , ser chamado para resolver problemas e trazer resultados…todas as reclamações feitas ao longo de anos escondem a gratificação trazida pelo trabalho e o orgulho de fazer parte de uma organização.

Mas hoje, você não precisa ir trabalhar. É seu primeiro dia de aposentado. Qualquer que tenha sido o motivo pelo qual você decidiu não mais trabalhar, hoje você pode dormir até mais tarde. Você pode fazer o que quiser, porque sua agenda, antes tão cheia de compromissos e horários, agora só tem páginas em branco.

A deliciosa sensação de liberdade e de ser dono do seu próprio tempo é muitas vezes rapidamente substituída pelo sentimento de desorientação, de não saber para onde ir e de não ter mais propósito na vida. Isso acontece porque ao longo do tempo, nossa identidade vai se misturando e acaba se confundindo com o nosso papel profissional. Quando paramos de trabalhar, não sabemos mais quem nós somos.

Mas a aposentadoria pode durar 20 ou 30 anos e isso é muito tempo para viver sem uma identidade. Na verdade, a sua identidade permanece aí, onde sempre esteve. O que precisa mudar, é o papel que você vai passar a desempenhar de agora em diante. O que você vai querer fazer daqui para a frente? Onde vai querer atuar? Que experiências vai querer viver? Como vai querer usar as habilidades que desenvolveu? Que diferença vai querer fazer na vida de sua família, de seus amigos, de sua comunidade?

Parar de trabalhar não significa parar de viver. Você ainda pode – e deve – fazer aquilo que lhe dá prazer, aprender coisas novas, criar, experimentar, contribuir.  Existem inúmeras possibilidades de desenvolver novos papéis, alguns em áreas de sua vida que você nem sequer imaginava existir.

Talvez você se interesse pelo voluntariado. Existem várias causas que merecem e precisam de todo apoio possível e alguma delas pode ser particularmente cara a você. É fácil encontrar grupos e organizações voltados a atuar em praticamente todas as áreas sociais e você pode contribuir com suas habilidades e conhecimentos ou simplesmente com sua força de trabalho.

Praticar esportes é uma excelente maneira de cuidar da saúde, encontrar amigos, se divertir. Você decide em que nível quer manter sua atividade física – é possível praticar um esporte como uma atividade de lazer aos domingos, assumir o compromisso de se exercitar regularmente ao longo da semana ou até mesmo definir como objetivo se tornar competitivo na prática desse esporte. O importante,é fazer algo de que goste e que lhe dê prazer.

Resgatar o convívio com a família é sempre uma descoberta, depois de tantos anos chegando tarde em casa. Seus filhos se tornaram adultos e você precisa, muitas vezes, redescobrir as pessoas em que se tornaram. Seus netos vão adorar contar com sua presença e a troca de experiência entre as duas gerações vai trazer benefícios para as duas partes.

O mundo está aí para ser descoberto, seja em lugares distantes ou bem próximos de onde você vive. Viajar é uma forma itinerante de aprendizado. Vale a pena estudar uma língua para se comunicar mais facilmente. Ou estudar a história ou a geografia do país para entender sua cultura. Vale a pena conhecer a gastronomia, os costumes, os heróis locais.

Voltar a estudar é uma prática cada vez mais comum entre pessoas que deixaram o trabalho para trás. Lembra do intercâmbio, que costumava estar disponível apenas para os jovens? Pois agora existem empresas especializadas em promover intercâmbios para pessoas mais velhas. Você viaja para outro país com pessoas de sua faixa etária para aprender um outro idioma e mergulhar na cultura local.

Se você tem algum hobby, este é o momento de se dedicar a ele. Se não tem, por que não escolher um para desenvolver? Hobbies ajudam a passar o tempo, desenvolvem habilidades valiosas e podem se transformar em uma atividade remunerada.

Falando em atividade, existem ainda muitas outras oportunidades de colocar a experiência que acumulou em prática, de forma remunerada ou não. É claro que você sempre pode encontrar formas mais flexíveis para continuar fazendo o que fazia antes: trabalhar em empregos sazonais, de meio-período, por projetos. Mas considere também usar suas habilidades para contribuir para sua comunidade, atuando como mentor para jovens carentes, ou trabalhando como professor em alguma escola do bairro.

Essa fase de sua vida pode durar várias décadas e você merece se sentir feliz ao longo de todas elas. Pense no que gostaria de fazer para continuar se sentindo não apenas produtivo  mas, principalmente, vivo.

Lembre-se de que a vida é uma dádiva e a sua vida continua, em um ritmo diferente do que tinha antes, é verdade, mas com o mesmo potencial de sucesso e realização.

O stress do desemprego nestes tempos de crise

plastic business man walks on a puzzle

Perder o emprego é uma das situações mais estressantes que uma pessoa pode experimentar ao longo da vida. Passado o choque inicial, o estresse emocional e financeiro que se seguem frequentemente afetam seu relacionamento com a família e os amigos. Afinal, o trabalho está intimamente associado com a idéia que fazemos sobre quem somos e sobre o papel que exercemos. Perder o emprego traz consigo a perda da auto-estima, a preocupação financeira, o constrangimento, a dúvida sobre nosso nível de competência, o sentimento de insegurança .

Para superar esta fase difícil e sair dela o mais rápido possível, vai ser preciso manter o foco, se organizar e ser proativo. As dicas abaixo podem ajudá-lo a manter a cabeça fria e uma atitude otimista enquanto busca uma nova oportunidade no mercado de trabalho.

Não se culpe

Entenda o motivo real de sua dispensa. Se a empresa precisou reduzir custos ou reestruturar suas operações, não há nada que você possa fazer a respeito. Se o motivo estiver relacionado a seu perfil, sua atitude ou seu desempenho, entenda, aceite e prepare-se para que isso não volte a ocorrer, mas não gaste tempo e energia se torturando com algo que já está feito. Aprender com as circunstâncias é próprio da maturidade, portanto, siga em frente.

Ajuste seu estilo de vida

Por mais passageira que seja, esta é uma situação de emergência e você precisa urgentemente fazer um levantamento de sua situação financeira atual. Independente do tamanho de sua reserva financeira, você precisa repensar seu patamar de gastos, já que não há garantias de quanto tempo você vai levar até receber de novo um salário.

O mais indicado é revisar seu orçamento (se não tiver um, aproveite para criar um agora…) e identificar que despesas podem ser cortadas ou ao menos reduzidas. Adie o que for possível. Converse com sua família e decidam – de comum acordo – o que pode ser eliminado. É mais fácil cortar radicalmente os custos supérfluos agora e retomá-los quando voltar a estar empregado do que tentar manter o estilo de vida atual e ter que fazer isso quando a situação financeira estiver bem mais crítica. Se tiver recebido uma indenização ao se desligar da empresa, use-a com cautela.

Não se isole

Converse com sua família – é importante que eles entendam o que está ocorrendo e percebam a importância de participarem ativamente dos ajustes necessários durante esta fase. Mais do que nunca, sua família e seus amigos são sua maior fonte de apoio e estímulo.

Ative seu network. Você não deveria ter se descuidado dele enquanto estava ativo mas, se o fez, este é o momento de reparar o erro. Retome os contatos.

Faça com que as pessoas saibam que você está no mercado em busca de um novo desafio.

Estruture seu dia

Mantenha sua rotina de acordar cedo, se arrumar, tomar café e ler o jornal, como fazia quando trabalhava.

O melhor momento para voltar ao mercado de trabalho é imediatamente após ter saído dele portanto, a não ser que você conte com circunstâncias privilegiadas, esqueça a idéia de tirar umas férias para recarregar a bateria.

A busca de um novo emprego deve passar a ser seu novo emprego. Organize seu dia ao redor da tarefa de encontrar uma nova colocação, mas estabeleça limites. Monte um plano de ação, com horários alocados na agenda e prazos de conclusão. As atividades envolvidas com o processo de voltar ao mercado de trabalho são muitas e demandam organização: contatos, preparação de currículo, entrevistas, leituras para se manter informado. Dê prioridade às atividades de networking, responsáveis pela maior parte das recolocações profissionais. As noites e os fins de semana, entretanto, devem ser reservados para a família, o lazer e a diversão.

Cuide-se

Você vai precisar de todos os seus recursos físicos, mentais e emocionais durante este período. Durma bem, alimente-se de forma saudável e a intervalos regulares, inclua ao menos 30 minutos de caminhada ou exercícios em sua rotina diária.Tudo isso é fundamental para você controlar o stress e manter um alto nível de disposição e energia – fatores importantes para conquistar o seu próximo desafio profissional.

Adote uma postura flexível

A crise econômica que atingiu o país se reflete nos anúncios diários de demissões e de redução nos níveis de investimentos. Esse quadro significa que este é provavelmente um dos períodos mais difíceis para quem está em busca de um emprego nas últimas décadas. Isso significa também que você precisará ser flexível e criativo – talvez até mais do que foi enquanto construiu sua carreira. É importante focar seu tempo e energia em oportunidades que lhe interessem e que tenham a maior probabilidade de se concretizarem. Selecione as empresas de seu interesse e vá atrás delas, quer elas tenham vagas em aberto ou não.

Você já ouviu falar que com a crise, vem a  oportunidade. Várias indústrias aproveitam o momento para ocupar espaços até então vazios. Outras, passam a ter relevância em um novo cenário econômico. Fique de olho nas indústrias em expansão.

Considere com atenção projetos de curta duração, pois eles oferecem desafio e diversidade na medida certa, ao mesmo tempo em que permitem conciliar sua disponibilidade pessoal de tempo. O mesmo vale para trabalhos de freelancer, que garantem o fluxo de caixa enquanto facilitam sua exposição ao mercado de trabalho. Além disso, a oportunidade de criar novos relacionamentos profissionais e conhecer novos mercados pode ser considerada como um bônus extremamente valioso.

Esteja preparado quando a oportunidade de uma entrevista chegar. Saiba quais são seus pontos fortes, suas contribuições e seus resultados. Conheça em detalhes não somente a empresa mas o mercado em que ela atua.

Por último, adote uma atitude positiva. Mesmo em um mercado com um índice de desemprego ao redor de 10%, há 90% de pessoas empregadas. E se isso ainda não for suficiente, lembre-se de que não importa quantas vagas existam no mercado – você está buscando apenas uma, aquela certa para você.

Você cuida bem de seus investimentos?

Economizar é o primeiro grande passo para ter segurança financeira durante a aposentadoria, mas decidir onde aplicar esse dinheiro é ainda mais crítico. Nada afeta mais a capacidade de seu portfolio sustentar sua aposentadoria do que a alocação que você faz dos seus ativos.

Você não precisa se tornar um consultor financeiro, mas deve ter noções básicas de como essa área funciona.

Antes porém de montar uma carteira de investimentos, pense em criar seu fundo de emergência – uma reserva financeira para cobrir imprevistos como a perda do emprego ou problemas de saúde. Seu fundo de emergência deveria ser suficiente para cobrir as despesas mensais por um período de 3 a 6 meses e estar aplicado em ativos seguros de alta liquidez, que possam ser resgatados rapidamente

Horizonte de investimento

Quanto tempo seu dinheiro pode ficar investido até você precisar dele? Esse é seu horizonte de investimento e ele determina o nível de risco – e de retorno – de sua carteira. Alguém que vai se aposentar em 2 anos, passando a ter menos oportunidades para aumentar ou reconstruir seu patrimônio, será muito mais conservador do que alguém com 25 anos de idade e que esteja começando a crescer profissionalmente.

Investidores jovens, com um longo horizonte de investimento pela frente, devem dar preferência a um portfólio mais agressivo. O seu foco vai ser crescimento, com maior participação de produtos de renda variável, mas deve incluir diferentes classes de ativos, para melhorar a performance e reduzir a volatilidade.

Um portfolio conservador é o mais indicado para pessoas já próximas da aposentadoria, e o seu foco está não apenas no crescimento mas principalmente na preservação do capital. Um portfolio conservador irá ter predominância de produtos de renda fixa.

Necessidade de liquidez

Ao decidir onde investir seu dinheiro, você deve ter em mente seus objetivos de curto, médio e longo prazos. Ao mesmo tempo em que deseja economizar para a casa de campo, você terá que poupar o suficiente para trocar de carro daqui a dois anos. Essa perspectiva irá ajudá-lo a selecionar aplicações cuja liquidez seja compatível com o horizonte de seus objetivos, ao mesmo tempo em que otimiza a questão fiscal.

Perfil de risco do investidor

Você deve conhecer o ditado “Não existe almoço grátis.” Isso, aplicado a seus investimentos, significa que quanto maior o retorno oferecido, maior o risco. Tente ficar longe de investimentos que o façam perder o sono pensando em possíveis prejuízos, mas seja realista: retornos maiores exigem certa margem de risco.  As pessoas precisam conhecer sua tolerância a riscos e escolher com cuidado produtos de investimento compatíveis com seu perfil. Afinal de contas, sofrer com os altos e baixos do mercado resulta em decisões precipitadas de compra e venda de ativos, o que costuma resultar em perda de rentabilidade.

Diversificação do Portfólio

As pessoas tendem a subestimar a importância de diversificar seu portfólio. A idéia por detrás da diversificação é distribuir seu dinheiro entre classes de ativos que tenham pouca coisa em comum entre si, de modo que as varíaveis do mercado e da economia não afetem todos eles da mesma forma, simultaneamente. Isso significa, por exemplo, ter produtos de renda fixa, multimercados e renda variável.

Sua carteira também deve ter produtos de curto, médio e longo prazos, conforme seus objetivos financeiros, até porque investimentos de longo prazo tendem a oferecer vantagens fiscais, o que gera melhor rentabilidade.

Acompanhamento

Por último, revise sua alocação de ativos periodicamente. Mudanças no cenário econômico, tanto interno quanto externo, podem desbalancear seu portfolio e demandar realocações em seus investimentos. Uma vez por ano, certifique-se de que seu portfolio reflete seu horizonte de investimento, sua tolerância a riscos e suas prioridades.

Nesse momento, pode ser necessário rebalanceá-lo, vendendo ativos que se valorizaram e comprando ativos cujo preço de mercado esteja interessante, de modo a preservar a sua estratégia de investimentos.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

O que você precisa saber sobre a osteoporose

1 Osteoporose

Osteoporose é uma doença que provoca o enfraquecimento dos ossos. E,  à medida em que os ossos se tornam mais fracos, aumenta o risco de fraturas repentinas.

Osteopenia é o estágio anterior à osteoporose, em que aparecem os primeiros sinais de perda óssea e que pode evoluir para osteoporose.  Na osteopenia, a densidade mineral dos ossos é menor do que a normal, mas ainda insuficiente para ser classificada como osteoporose.

A perda óssea ao longo do tempo pode ser tão severa que o estresse sobre os ossos em situações normais como sentar, ficar em pé, tossir ou mesmo abraçar um familiar, pode resultar em fraturas. Essas fraturas podem provocar dores crônicas ou incapacitações.

Quais são os sintomas?

A osteopenia e a osteoporose independem da idade e do sexo e vão se instalando de forma silenciosa e gradativa ao longo dos anos.

Na maior parte das vezes, não há sintomas. Você talvez esteja sofrendo uma significativa perda óssea sem saber. É provável que você não perceba que tem osteoporose até sofrer uma fratura ou notar uma mudança óbvia em sua postura.  Dor nas costas, causadas por mudanças nas vértebras, pode indicar que algo está errado mas, na maioria das vezes, o primeiro sinal do problema vai ser mesmo um osso quebrado, frequentemente nas costas ou nos quadris.

 Quais são as causas?

As causas da osteoporose ainda não são totalmente conhecidas.

Os ossos são tecidos complexos, vivos. O corpo está constantemente reconstruindo sua estrutura óssea. Durante a fase de crescimento, a velocidade de reconstrução de tecido ósseo é maior que a velocidade de perda óssea. O pico de massa muscular ocorre ao redor da terceira década de vida. A partir de um certo momento, o processo de reconstrução se torna mais lento e a perda óssea mais acelerada. Se atingir um certo ponto, você terá osteopenia; se a perda óssea se tornar severa, você terá osteoporose.

Quais são os fatores de risco?

  • Sexo: as mulheres têm quatro vezes maior propensão a desenvolver osteoporose do que os homens.
  • Idade: osteoporose pode ocorrer em qualquer idade, mas o risco aumenta com o tempo; mulheres com mais de 50 anos apresentam o maior risco de desenvolver o  problema.
  • Histórico familiar: a osteoporose tem tendência familiar. Caso um membro de sua família tenha osteoporose ou quebre um osso, há uma maior chance de você ter os mesmos problemas.
  • Peso e estrutura óssea: pessoas magras e de pequena estatura têm maior risco de desenvolver osteoporose.
  • Histórico de fraturas: ter sofrido uma fratura aumenta as chances de novas fraturas.
  • Cigarro: estudos demonstraram que fumantes e ex-fumantes possuem menor densidade óssea e, portanto,  maior risco de fraturas.
  • Medicamentos: alguns medicamentos usados por períodos prolongados de tempo, tais como esteroides, corticóides, anticonvulsivos e antiácidos podem aumentar o risco de osteoporose.
  • Estilo de vida: alimentação deficiente em cálcio e vitamina D, baixa exposição à luz solar; imobilização e repouso prolongados e sedentarismo contribuem para a osteoporose.

Por que as mulheres correm mais riscos?

As mulheres são particularmente afetadas pela osteoporose porque durante a menopausa, há um declínio dramático no nível do hormônio feminino estrogênio, o que reduz o ritmo de reconstrução e acelera o processo de perda óssea por um período de aproximadamente 10 anos após a menopausa. O ritmo de perda retorna eventualmente aos níveis pré-menopausa, mas a reconstrução óssea, não.

Como é feito o diagnóstico?

O exame utilizado para diagnóstico de osteoporose é a densitometria óssea, um exame por raio X não invasivo que mede a densidade mineral do osso na coluna lombar e no fêmur e compara os resultados com valores de referência pré-definidos, baseados na população jovem (pico de massa óssea): normal: abaixo de -1,0; osteopenia: entre -1,0 e -2,5 e osteoporose: acima de  -2,5.

Como é o tratamento?

Tratamentos para a osteoporose podem incluir mudanças na alimentação, no estilo de vida, exercícios para fortalecer a musculatura e medicamentos específicos, que podem reduzir a perda óssea ou ajudar na formação de novo tecido ósseo.

É possível  prevenir?

Existem maneiras comprovadas de prevenir a osteoporose e consequentes fraturas:

Exercícios: Adote um programa regular de exercícios para fortalecer ossos e músculos e prevenir a perda óssea. Exercícios como andar, correr e esportes com raquetes são particularmente recomendados. Exercícios de força e equilíbrio ajudam a evitar quedas e, por consequência, fraturas. Estudos mostram que mulheres que andam 1,5 km por dia têm cerca de 4 a 7 anos de reserva óssea a mais do que aquelas que não caminham.

Alimentação: Alimentos ricos em cálcio ajudam a proteger os ossos, independente da idade. Alimentos derivados do leite fornecem cálcio. Peixes como salmão e atum contém vitamina D, que ajuda a absorção do cálcio. Verduras fornecem magnésio, necessário para a saúde dos ossos. Alguns alimentos atacam o cálcio de seu organismo. Reduza o consumo de alimentos ricos em sódio como produtos enlatados e frios.

Seu médico pode indicar suplementos de cálcio e vitamina D para manter a massa óssea, especialmente nos pacientes cujas dietas são pobres em leite e laticínios e que apanham pouco sol.

Se você ainda não tem problemas ou está na fase de osteopenia, adote os cuidados necessários para reduzir o nível de perda óssea e garantir sua qualidade de vida futura. Se já teve o diagnóstico de osteoporose, siga as recomendações de seu médico para controlar o quadro e conviver melhor com essa situação.

Cuide da alimentação, tome os medicamentos indicados, peça ajuda para carregar itens pesados e use corrimãos para se apoiar, se necessário, mas saia de casa e mantenha suas atividades físicas. A osteoporose não precisa interferir com seu ritmo de vida. Pelo contrário, a inatividade prejudica sua saúde em geral, e a saúde de seus ossos em particular.

As informações contidas neste artigo não substituem em hipótese alguma as orientações dadas pelo seu médico. Somente ele está apto a diagnosticar e tratar qualquer problema de saúde.

Por que manter os profissionais mais velhos?

Por vários motivos.  Começando pela maior bagagem profissional.

Esses profissionais acumularam conhecimentos e desenvolveram suas habilidades ao longo de muitos anos de trabalho. Eles sabem mais sobre a empresa e sobre o segmento em que atuam.

Sua produtividade costuma ser maior, suas habilidades de liderança mais apuradas, sua capacidade de desenvolver outras pessoas mais efetiva. Seu senso profissional é facilmente percebido no ambiente de trabalho.

Eles já passaram por quase tudo, enfrentaram praticamente quase todos os desafios e raramente são surpreendidos pelas circunstâncias, sejam elas boas ou más. Nada como uma mão segura guiando os rumos da empresa em momentos de crise.

Os profissionais mais velhos possuem esses atributos em abundância. Infelizmente, eles ainda enfrentam o estigma da discriminação por idade e são muitas vezes preteridos em favor de funcionários mais novos – e de menor remuneração.

Como lutar contra essa barreira sutil,  mas persistente?  A forma mais simples é mostrando que você ainda possui valor e não pode ser facilmente substituído. E o que torna difícil substituir um funcionário de mais de 50 anos? Uma combinação de atitude, ambição, entusiasmo, integridade, determinação, disciplina e ética de trabalho. Lembre-se, porém, que o sucesso exige não apenas possuir esses atributos, mas usá-los de forma criativa.

Profissionais mais velhos se tornam difíceis de serem substituídos quando…

…ainda procuram ativamente crescer na empresa. Eles estão sempre se perguntando  “como posso contribuir ainda mais?”  Eles nunca são passivos, por isso são promovidos. Repetidas vezes. Mesmo com mais de 50.

…conhecem o caminho das pedras. Eles sabem como a empresa opera e em que as promoções se baseiam. A seguir, trabalham nas habilidades necessárias para serem bem sucedidos nessa cultura corporativa.

…criam oportunidades – e assumem responsabilidade pessoal.

…trazem novas idéias. Idéias são a alma e o sangue da empresa e os maiores de 50 não apenas trazem idéias novas – já cuidadosamente analisadas – mas também assumem  responsabilidade por sua execução. Tomar a iniciativa é outra forma de dizer que você merece continuar a crescer em sua carreira.

…se tornam experts em sua área. Estude profundamente o assunto. Leia livros a respeito, converse com os experts da área. Depois, escreva artigos para revistas especializadas ou se ofereça como palestrante em reuniões de associações de classe ou grupos de interesse.  Isso não é tão fácil para os jovens profissionais que ainda estão se esforçando para dar conta do recado, aprender o caminho das pedras e desenvolver jogo de cintura.

…assumem o papel de mentor.  Funcionários mais jovens costumam buscar o conhecimento e a experiência dos profissionais mais experientes que possam orientar seus passos rumo ao sucesso corporativo. A empresa vê esse papel com bons olhos, porque isso enriquece a cultura corporativa, afeta positivamente  o ambiente de trabalho e costuma resultar em melhores resultados para a empresa.

…sabem quanto valem para a empresa, para o mercado e para potenciais futuros empregadores. Existem várias pesquisas salariais disponíveis – conduzidas pelas associações de classe, sindicatos da categoria ou consultorias. Essas informações também podem ser atualizadas através de contatos de seu network ou de empresas de recolocação profissional.

…têm jogo de cintura. Profissionais experientes sabem com o jogo político do mundo corporativo. E, mais importante, sabem que precisam jogar esse jogo. Eles aprenderam a se comunicar com todos os níveis hierárquicos da empresa e a transitar sem tropeços entre diferentes grupos de interesse.

Como você pode ver, assim como o vinho, os melhores profissionais da empresa costumam ser aqueles que sabem envelhecer com elegância e sabedoria.

Estratégias financeiras para você adotar agora

Pouca gente planeja com cuidado sua aposentadoria mas as estratégias abaixo podem ser o empurrãozinho que você precisava para pensar seriamente no assunto.

1. Deposite parte de seu salário diretamente em seu plano de previdência.

O jeito mais simples e efetivo para poupar para a aposentadoria é programar depósitos automáticos em seu plano de aposentadoria, assim que seu salário cair em sua conta corrente. Se você não tiver um plano de previdência, esse é um bom momento para começar um. Não sabe qual? O artigo PGBL ou VGBL  vai ajudá-lo a escolher. Se já tiver um plano, considere a possibilidade de aumentar seu percentual de contribuição.

2.  Tire proveito das vantagens fiscais.

Um dos maiores benefícios do PGBL é o diferimento do pagamento do IR para o momento do resgate. Além disso, tanto o PGBL quanto o VGBL oferecem a opção pelo regime tributário regressivo, no qual a alíquota de IR cai com o passar do tempo, chegando a 10% ao final de 10 anos.

3. Simplifique seus investimentos.

Poucas pessoas são realmente experts em finanças e conseguem administrar uma carteira de investimentos muito diversificada. Considere consolidar todas as suas contas em um único lugar para facilitar a escolha da melhor estratégia de investimentos. Se o tamanho de seu portfólio justificar, pode valer a pena pedir a um consultor financeiro para analisar sua carteira e recomendar os ajustes necessários.

4. Reduza seus custos de investimentos.

É difícil controlar o retorno de seus investimentos, mas você pode controlar os custos envolvidos em sua administração. Nos tempos de altas taxas de juros, o percentual cobrado para administração de suas aplicações não tinha um impacto tão grande na rentabilidade da carteira mas hoje isso é diferente. Com taxas de juros menores, qualquer 0.5% de redução nas taxas de administração representam um aumento considerável na rentabilidade de seus investimentos.

5. Redistribua seu portfólio.

Com tantas mudanças na economia impactanto a rentabilidade de seus investimentos, é bem provável que a distribuição de seus investimentos tenha sido alterada ao longo do ano. Este é um bom momento para analisar como está sua carteira e realocar seus investimentos para que estejam alinhados com seus objetivos financeiros, seu horizonte de investimento e sua tolerância a riscos.

Esta informação tem caráter educativo apenas. Procure a orientação de um consultor financeiro antes de tomar suas decisões de investimentos.

Começando o seu negócio depois dos 50

Senior couple using laptop in classroom

Começar um negócio próprio é difícil em qualquer idade, mas para quem se aproximada da aposentadoria, tornar-se empreendedor é ainda mais complicado.

Pessoas nesta fase da vida têm maior capital para investir, mas ao mesmo tempo, muito mais a perder, caso a empreitada não seja bem sucedida. Afinal, não se pode contar mais com algumas décadas de salário garantido para repor as economias perdidas.

Por outro lado, a experiência e o conhecimento acumulados ao longo dos anos são fatores extremamente valiosos para quem vai começar um novo negócio.

Escolha bem o seu novo negócio

Escolher o que fazer nem sempre é a maior dificuldade, já que os empreendedores de sucesso em sua maioria acabam trabalhando com produtos ou serviços sobre os quais já têm algum conhecimento. Afinal, tudo fica mais fácil quando se conhece as características do produto, quem pode fornecer as matérias primas ou onde encontrar a mão de obra necessária. Para quem vai partir para uma área desconhecida, é bom tomar cuidado com segmentos da indústria, comércio ou serviços que estejam atraindo muitos empreendedores e que possam saturar o mercado se a demanda não crescer rapidamente.

Para quem prefere não começar da estaca zero, a franquia pode ser uma opção, já que oferece um pacote completo que inclui o produto, fornecedores, identidade visual do ponto de venda, estratégias de marketing e comunicação e até mesmo processos administrativos. Ainda assim, uma franquia não é garantia de sucesso e é preciso avaliar com cuidado os aspectos financeiros, como investimento necessário e taxa de retorno, os aspectos comerciais como localização e fluxo de clientes e até mesmo aspectos culturais do franqueador, como o relacionamento com clientes, funcionários e os próprios franqueados, ética nos negócios, etc.

Ter seu próprio negócio não é para todo mundo. Para ser bem sucedido à frente de um empreendimento, é preciso ser ágil na tomada de decisões, ser capaz de planejar e administrar todos os aspectos do negócio, saber se relacionar com funcionários, clientes e fornecedores e ter muita, muita energia.

Encontre suas fontes de financiamento

Uma das maiores barreiras para começar um negócio próprio é levantar o capital necessário. Se for usar seus próprios recursos, o que dependendo das taxas de juros vigentes no mercado pode ser uma boa idéia, separe antes o dinheiro necessário para sua aposentadoria.

Avalie todas as suas opções: algumas cidades oferecem incentivos como forma de atrair empresas. Procure financiamento em condições mais favoráveis, como os oferecidos pelo BNDES. Considere fundos de startup, que investem em pequenas empresas com grandes idéias. Avalie a possibilidade de ter sócios, investidores ou não, que apostem no sucesso do empreendimento. Dois cuidados a tomar neste caso: avalie as implicações de ter familiares como sócios e assegure-se de que qualquer investidor esteja ciente dos  riscos envolvidos.

Crie um plano de negócios

Prepare um plano de negócios, que nada mais é do que um documento em que você define as características do negócio que deseja ter, como tipo de produto ou serviço, segmento de mercado, público alvo, faixa de preço, fornecedores, concorrência, equipe de funcionários, projeção financeira para no mínimo 3 anos e investimentos necessários.

Uma vez desenhado o modelo de negócio, é preciso passar para a fase de avaliação. Você pode obter informações importantes em associações de classe, sindicatos da categoria, prefeitura, órgãos públicos, etc. E não deixe de contatar o Sebrae, referência para todo pequeno e médio empreendedor.

Se não puder contratar uma pesquisa de mercado, lance mão de uma receita caseira: converse com pessoas que utilizem os produtos ou serviços de seus futuros concorrentes. Organize um encontro de amigos e amigos de amigos – descreva seu produto ou serviço e pergunte se eles o comprariam. Pergunte qual o valor máximo que se sentiriam confortáveis em pagar por ele. Que diferencial os levaria a pagar um valor maior por seu produto ou serviço?

Prepare-se, em todos os sentidos

Ter seu próprio negócio envolve longas horas de trabalho e uma dose considerável de estresse. Na maioria das vezes, quem começa um negócio próprio precisa controlar as despesas e não pode contratar o número de pessoas que gostaria, o que significa fazer o trabalho sozinho. Para quem tem mais de 50 anos, é importante decidir de antemão a quantidade de tempo e energia que deseja investir no trabalho nesta fase da vida.

Antes de investir dinheiro e energia em um novo negócio, vá atrás dos conhecimentos e habilidades necessárias para ser bem sucedido em sua empreitada. Você não precisa se tornar um expert em todas as áreas do negócio, mas precisa entender um pouco de administração, marketing e finanças. Isso é particularmente importante no início, quando não é possível contratar profissionais especializados.

Outro aspecto que exige preparo é o financeiro: um novo negócio pode levar meses – ou até mesmo anos – para dar lucro e atingir os resultados financeiros esperados. Enquanto isso, é preciso ter dinheiro para bancar a operação do negócio, o chamado capital de giro. Além disso, é preciso ter ainda uma reserva financeira, para cobrir suas despesas pessoais durante esse período.

Tenha um plano B

Começar um negócio próprio envolve inúmeras variáveis e um nível reduzido de previsibilidade. Por isso, é importante estar preparado, caso as coisas não saiam como você imaginava.

Além de separar o dinheiro necessário para sua aposentadoria do dinheiro necessário para montar e operar o seu negócio, é necessário avaliar todos os aspectos de sua vida que seriam afetados caso o empreendimento não seja bem sucedido. Seu local de residência seria afetado? Suas relações familiares? Seu estilo de vida?

Isso não é ser pessimista, é ser realista. Você vai empreender todos os seus esforços para que seu novo negócio seja um sucesso, mas vai fazer isso com muito mais tranquilidade se tiver um plano B na manga…

Ter seu próprio negócio dá trabalho, pode ser arriscado e exige alguns cuidados, mas o retorno pode ser extremamente gratificante – e não apenas em termos financeiros.

As crianças se foram…e agora?

A instituição do casamento não é mais a mesma…será que está na hora de se repensar alguns aspectos tradicionais do casamento, como o “até que a morte nos separe”, por exemplo?

Durante séculos, uma das principais premissas do casamento era a reprodução e a perpetuação da espécie. E nesse aspecto, continua sendo – a criação dos filhos sob os nossos olhos ainda é uma circunstância primordial do casamento. Mas esse foco ocorre apenas nas primeiras décadas de um relacionamento. Quando o trabalho de criar os filhos se encerra, a preocupação principal dos casais mais velhos é o bem estar do parceiro. Casais que vivem juntos há décadas, normalmente já aprenderam a resolver seus conflitos e este novo estágio da vida, depois que os filhos se foram, representa um recomeço para o relacionamento. Para outros, porém, o casamento pode ter se transformado em uma sequência de dias sem graça e monótonos.

Muitos casais descobrem que o que segurava o casamento eram os filhos e que o papel de pai e mãe – e não o de esposo e esposa – é o que fazia a relação funcionar. Sem os filhos em casa, essa estrutura deixa de fazer sentido e não há muita coisa para por em seu lugar. As mulheres são responsáveis pela maior parte dos processos de separação. E o adultério não parece ser o principal motivo de divórcio entre casais mais velhos. Afinal, o que está acontecendo com os casais grisalhos?

Uma das razões para essa tendência é o aumento da longevidade. Quando olham ao redor para o ninho vazio e vislumbram décadas de vida saudável pela frente, um número cada vez maior de pessoas está decidindo que já cumpriram a obrigação de pais e agora querem cuidar de sua própria vida. Um advogado do direito civil relatou que foi procurado por um homem de 83 anos que queria se divorciar da segunda esposa, de77 anos. Esse cliente queria terminar o seu segundo casamento de 19 anos porque, conforme disse, “não queria viver o resto de sua vida casado com ela”.

Isso está mudando o conceito do tradicional voto de “até que a morte nos separe”, já que muitos casamentos que no passado terminariam com a morte, agora terminam em divórcio. A verdade é que muita gente simplesmente não vivia o suficiente para chegar à crise dos 40 anos de casados. Mas essa não é a única razão. A maioria dos sociólogos aponta que esta geração entrou no casamento com expectativas muito diferentes das gerações anteriores.

No início do século passado, o casamento era visto como uma união econômica. Mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, o conceito de companheirismo passou a ter prioridade, e cada cônjuge tinha um papel definido na união: os maridos eram avaliados quanto à sua capacidade de prover as necessidades da família, enquanto as esposas eram avaliadas quanto às suas habilidades domésticas e maternais. A partir da década de 70, pela primeira vez o casamento passou a ser visto como a oportunidade de cada um preencher suas necessidades pessoais e as pessoas passaram a se ver como indivíduos e não apenas como pais ou como esposo e esposa.

Para quem chega à meia-idade, a síndrome do ninho vazio pode desencadear pensamentos de mortalidade e a percepção de que as oportunidades de realização pessoal estão diminuindo. É natural que uma pessoa infeliz no casamento, ao se imaginar viver por mais 20 ou 30 anos, acabe se perguntando se quer passar esse tempo ao lado do parceiro. Para essas pessoas, há um sentimento de urgência, de que precisam fazer algo a respeito agora, ou nunca mais terão a chance de fazê-lo. Mas muitas pessoas que optam pelo divórcio nesta fase da vida, não avaliam todas as suas consequências.

Alguns aspectos precisam ser cuidadosamente analisados no momento da separação, entre eles alguns de ordem econômica e tributária. O período de criação de patrimônio ficou para trás e a previdência social tem regras rígidas para pagamento do benefício, portanto é preciso cuidado ao avaliar e tomar decisões relacionadas aos bens do casal. É preciso rever os beneficiários de apólices de seguro e planos de previdência privada, por exemplo. Existem ainda uma série de questões de ordem prática, social e emocional que precisam ser resolvidas entre as duas partes. As mulheres tendem a se queixar de aspectos econômicos, os homens, do contato reduzido com os filhos. Ainda assim, muitos divorciados se consideram felizes.

Embora “ficar sozinho” seja o principal receio entre homens e mulheres, para quem não conseguiu continuar casado, são grandes as chances de encontrar um novo parceiro ou parceira. A oferta de atividades sociais, culturais, esportivas e de lazer direcionadas a pessoas mais velhas tem evoluído consistentemente e nos sites de relacionamento, o número de usuários com mais de 50 anos é o que mais tem crescido.

Mudanças no horizonte

De repente, sua aposentadoria está chegando. Depois de planejar por longo tempo como seria parar de trabalhar, você descobre que o processo de parar de contar com um hollerith e começar a viver de suas economias é mais complicado do que você imaginava.

A primeira pergunta a ser fazer é quando você deveria começar a planejar a aposentadoria. A maioria dos experts recomenda começar esse planejamento pelo menos dois anos antes do momento de se aposentar. Quanto mais tempo você tiver para se preparar, mais fácil será conseguir fazer as coisas que imaginou.

Uma vez decidido o cronograma, está na hora de considerar 3 áreas críticas relacionadas à aposentadoria:

  • Necessidade financeira: com que fontes de receita você espera contar? Qual será o valor de seu benefício do INSS? Você vai ter uma previdência privada? Vai ter outras fontes de renda?
  • Qual será o tamanho de suas despesas? De modo geral, as despesas de uma pessoa ao se aposentar representam cerca de 80% de suas despesas quando na ativa, mas isso depende do estilo de vida que ela planeja ter dali para a frente. Se você pretende viajar regularmente, provavelmente suas despesas serão iguais ao até mesmo superiores ao patamar atual. Se, por outro lado, você está pensando em se mudar para uma cidade do interior ou para uma casa menor, suas necessidades financeiras serão consideravelmente menores. O importante é fazer uma avaliação realista de quanto dinheiro você irá necessitar.
  • Qual é a sua expectativa de vida?  Quando o conceito de aposentadoria surgiu, as pessoas, com sorte, viviam até os 65 anos. Agora, as pessoas estão chegando aos 80, 90 e até mesmo aos 100 anos. Sua longevidade vai impactar sua necessidade financeira durante a aposentadoria, já que quanto mais você viver, de mais dinheiro irá precisar.

Suas respostas a essas 3 perguntas irão indicar se a idéia de parar de trabalhar é viável. Se for, está na hora de começar a considerar cuidadosamente alguns aspectos:

Avalie seu plano de saúde

Pessoas que param de trabalhar costumam fazer uso mais intensivo do plano de assistência médica e de medicamentos. Antes de parar de trabalhar, converse com a área de Recursos Humanos de sua empresa para entender sua situação com relação ao plano de saúde corporativo. Você vai poder manter esse plano? Com a mesma cobertura? Pagando quanto e por quanto tempo?

Se não puder contar com o plano da empresa, avalie se pode adquirir um plano da mesma operadora, mas como pessoa física. Muitas vezes, isso resulta em custos menores e isenção de carências para uso de todos os benefícios. De qualquer maneira, solicite propostas de outras empresas para poder comparar o nível de cobertura e os custos envolvidos. E lembre-se de que as características de utilização dos serviços de saúde mudam ao longo do tempo e é importante entender o que faz parte da cobertura do plano antes de assinar o contrato.

Pense no que gostaria de fazer

Decida como você gostaria de gastar seu tempo quando não tiver que trabalhar todos os dias. Dormir até mais tarde, assistir a sessão da tarde na TV ou cuidar do jardim podem parecer algo tentador quando se está na ativa, mas a situação pode perder todo o seu atrativo quando isso é a única coisa que se imagina fazer por 20 ou 30 anos. É cada vez maior o número de aposentados que desenvolvem atividades regulares quando param de trabalhar, seja para completar sua renda ou por desejo de realização pessoal.

Muitas pessoas começam a se envolver com uma segunda atividade quando ainda estão trabalhando, em seus momentos livres. Isso permite avaliar se é mesmo isso que gostariam de fazer depois, em tempo integral. Trabalhar enquanto se começa a fazer algo novo é vantajoso por vários outros motivos: você pode fazer uso do networking profissional, ter acesso a organizações que estariam fora de seu alcance de outra forma e, talvez o mais importante, poder contar com seu salário nos momentos iniciais, quando o retorno financeiro de uma nova atividade ainda é incerto.

Avalie sua situação financeira

É fácil se aposentar quando se juntou tanto dinheiro que não importa o estilo de vida que se leve ou quantos anos de vida se tenha pela frente. Mas, para a grande maioria das pessoas, essa quantia de dinheiro está fora do alcance. Ainda assim, mesmo que suas economias somadas ao benefício do INSS não sejam suficientes para bancar o estilo de vida que você gostaria de ter, é possível usar o tempo que falta a seu favor.

Você pode aumentar seu ritmo de poupança durante os anos que faltam para se aposentar. Ou adiar a aposentadoria por alguns anos para aumentar suas economias. Talvez você possa reduzir seu nível atual de despesas ou, se nada disso for possível, assumir um estilo de vida mais simples no futuro ou buscar alguma atividade remunerada para complementar sua aposentadoria.

Reexamine a alocação de seus investimentos

Você pode viver até os 80 ou 90 anos, e o mesmo deveria acontecer com suas economias. Segundo os especialistas, o tempo que você leva economizando responde por 10% do retorno de seus investimentos, enquanto a forma como você investe é responsável pelos outros 90%! Investir com cuidado, portanto, pode fazer toda a diferença nesse sentido.

A partir do momento em que para de economizar e começa a gastar o dinheiro que guardou por tanto tempo, a preocupação da maioria das pessoas é assegurar que o suas economias não irão perder seu poder aquisitivo ao longo do tempo.

É preciso avaliar cuidadosamente onde você vai alocar o seu dinheiro. Aplicações com maiores retornos financeiros significam maior risco, mas você já não pode esperar muito tempo para recuperar possíveis perdas financeiras. Por outro lado, aplicações excessivamente conservadoras, podem significar que seu dinheiro está perdendo para a inflação. Mantenha a maior parte de seu dinheiro em aplicações seguras, com menor rentabilidade, mas considere investir uma pequena parcela de suas economias em produtos que tragam retorno acima da inflação, embora com mais riscos, como os fundos multimercados ou até mesmo ações. Converse com o gerente de seu banco sobre as melhores opções para a sua situação específica. E por último, acompanhe de perto a rentabilidade de seus investimentos e faça os ajustes necessários sempre que for necessário.

Resgate seus relacionamentos sociais

É natural que, ao longo do tempo, seus relacionamentos sociais mudem para refletir os diferentes estágios de sua vida. Quando o trabalho já não ocupa a maior parte de nossos dias, a importância dos relacionamentos sociais para a nossa saúde emocional fica ainda mais evidente.

Os relacionamentos sociais e familiares são uma parte crucial da vida, em qualquer idade e vínculos afetivos de longa data oferecem um sentimento de continuidade e facilitam a adaptação às mudanças características dessa , fase da vida, como parar de trabalhar, mudar de residência ou perder alguém da família.

Cultive seus relacionamentos sociais e busque oportunidades para ampliá-los. Estreite seu relacionamento com familiares de diferentes gerações.

Mas o engajamento social vai além dos laços afetivos com amigos ou familiares. Envolva-se com questões sociais importantes para você e contribua da forma que puder – emocional, social ou financeiramente.

Prepare-se para o futuro – para os momentos felizes ou as horas difíceis – mas não se esqueça que, por mais preparado que você esteja, no fundo são os imprevistos que acabam tornando a vida mais interessante.